quarta-feira, 31 de maio de 2017

QUANDO DUVIDAMOS DO NOSSO MERECIMENTO, REPELIMOS AQUILO QUE DESEJAMOS.



QUANDO DUVIDAMOS DO NOSSO MERECIMENTO,
REPELIMOS AQUILO QUE DESEJAMOS.
Ivonete Rosa
26 de maio de 2017

Se você sempre desejou algo, seja um relacionamento feliz, uma aprovação num concurso ou mesmo uma aquisição de um bem material e, mesmo tendo feito o que estava ao seu alcance, ainda não conseguiu, tudo indica que possa estar havendo uma incongruência nesse “querer”.

O que seria essa incongruência? No contexto em questão, eu poderia definir como uma pessoa que deseja algo, porém, no seu íntimo, não se sente merecedora daquilo que deseja.

Exemplificando: uma pessoa quer muito passar num concurso e ter um salário bacana, mas, alguma crença enraizada, que talvez ela nem tenha consciência, bloqueia essa realização.

Pode ser que ela sinta-se culpada diante da possibilidade de ser próspera financeiramente em meio aos familiares muito pobres, por exemplo. Sim, isso é bastante comum, muitas pessoas querem ter dinheiro, mas, ao mesmo tempo, sentem-se indignas dele, seja por associá-lo ao pecado da riqueza, uma crença mal interpretada de raiz religiosa, ou por acreditar que que uma pessoa pobre é mais “bem vista” por Deus, dentre outras convicções.

No que se refere aos relacionamentos amorosos, por exemplo, pode acontecer de uma pessoa, teoricamente desejar um envolvimento feliz, mas, algo nela dificulta esse acontecimento. Provavelmente por ter vindo de um contexto familiar permeado de dores e desajustes, essa pessoa, em sua essência, duvida de que possa existir um relacionamento satisfatório, e ela fará de tudo, mesmo de forma inconsciente, para confirmar a sua crença.

Trata-se da autossabotagem, que é aquela situação em que, mesmo estando tudo correndo bem, a pessoa dá sempre um jeito de estragar a situação, é como se ela pensasse: “isso está muito bom para ser verdade”. Então, promove uma briga que acabará desencadeando uma crise dentro de um namoro que estava fluindo muito bem.

Diante do caos instalado, a pessoa então dirá, lamentando-se: “vejam, eu não tenho sorte com homem ou mulher, eu sou um infeliz”. Essas pessoas sempre darão um jeito de estragar as coisas, quer dizer, se os problemas não existem, elas darão um jeito de trazê-los à existência.

A autossabotagem acontece nos mais variados contextos, e a essência dela é provar ao indivíduo que ele tem razão em sua crença, que pode ser consciente ou inconsciente.

Precisamos ter em mente uma verdade: só atrairemos para as nossas vidas aquilo que nos sentimos merecedores.

Deus, ou mesmo o universo, não nos dará nada percebendo que não nos sentimos aptos a receber.

Você entregaria seu carro a alguém para conduzi-lo sabendo que ele não é habilitado? Creio que não! De modo análogo, Deus nos trata, em se tratando da realização dos nossos desejos.

O processo é simples: se deseja algo ,deseje com toda a intensidade, de corpo e alma. Não queira duvidando se merece, ao desejar, sinta que já possui aquilo que deseja.

Não pode haver dúvida, ao duvidar, você acaba repelindo o que deseja. É fundamental que nos conheçamos profundamente, para que possamos perceber, se o nosso querer é autêntico, ou se ele é guiado pela influência de outros. É de suma importância uma “varredura” nas nossas crenças limitadoras para que possamos, de fato, atrairmos aquilo que desejamos mas nos sentimos indignos de possuir. Busque alternativas para detectar esses bloqueadores de bênçãos e faça, o mais rápido possível, essa “faxina” em sua alma.

Como acadêmica de Psicologia, eu indico a psicoterapia para o autoconhecimento, aliás, eu vejo esse processo como um dos melhores presentes que uma pessoa possa dar a si mesma.

É um processo que, no geral, envolve dores emocionais, mas o final é sempre libertador.

Eu escrevo esse texto, tendo a consciência das minhas crenças limitadoras, já as identifiquei e já estou partindo para a varredura…(risos). Só ficará aquilo que vai agregar em minha vida, e desejo que você faça o mesmo, querido(a) leitor(a).

Gratidão! Até o próximo artigo.



Ivonete Rosa

Minha paixão pelo universo literário nasceu na minha fase de alfabetização. Eu escrevo por qualquer motivo: tristeza, alegria, amor, euforia etc. Eu me arrepio quando escrevo e até choro, dependendo da emoção envolvida. Minha relação com a escrita é de paixão... muito intensa.

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