domingo, 7 de abril de 2013

YANTRAS - A RESPOSTA PARA UM MISTÉRIO.



                 


Lidar com símbolos requer uma especial atenção. Inicialmente devemos evitar uma interpretação puramente racional, pois eles estão mais ligados ao inconsciente do que ao plano consciente.
Tenho uma maneira muito particular de interpretá-los. Somente
depois de percebidos no coração e na alma é que me sinto apto a buscar um entendimento racional. Assim aconteceu nesta semana em relação aos Yantras, que são as mandalas orientais, principalmente tibetanas.


Sei quando estou prestes a receber uma resposta. Percebo, durante dias, um belo Portal com colunas azuis e uma Luz branca e brilhante no centro. Na frente do Portal há uma escada com cinco ou seis degraus. Às vezes, o Portal está fechado e eu mesmo tenho de abri-lo. Um convite para avançar nas perguntas. Jamais o recuso.

             
Sei que o que possa estar procurando já existe em meu inconsciente.
É questão apenas de paciência e humildade perante uma “Fonte de Conhecimentos” que está muito além do que já pude acumular em toda a minha vida.

Mas a resposta estava demorando e não via qualquer possibilidade de desvendar o enigmático
desenho.


Observando o contorno dos Yantras, constatamos que a maioria
deles têm um formato padrão (vide imagem). Um quadrado central, o núcleo da mandala, onde é inserido o símbolo principal, a mensagem a ser transmitida. Desse quadrado irradiam-se quatro pequenas colunas apontando para as quatro direções.


Essas colunas sustentam quatro retângulos.

Muitos imaginam que tal desenho seja apenas um elemento decorativo.
Embora não chegasse a nenhuma conclusão, algo dizia para mim que havia um mistério nesse singular desenho.


Ontem, quando estava num supermercado, fiquei muito tempo observando os automóveis que passavam. Percebi que convivemos com um mar de mandalas: as calotas das rodas.
Cada veículo tem quatro mandalas (as calotas das rodas) ricamente desenhadas, verdadeiras obras de arte.

Também percebi que os veículos vindo da esquerda para a direita mostravam mandalas com giro horário (1,2,3,...,12).
Os que vinham da direita para a esquerda mostravam mandalas com giro contrário, anti-horário (12, 11,10,...,1).

Fiquei maravilhado com o que vi. Sentia que ali estaria a resposta procurada  acerca dos Yantras. Passei a observar com mais cuidado e sob novo enfoque o desenho de um Yantra.
Havia um mistério naquele desenho e eu o desvendaria em breve.
Descobri que ele teria de ser decomposto para ser compreendido.
De repente, tudo ficou claro. O desenho da moldura era a
combinação de duas cruzes Suásticas, que representam a Roda da Vida.

Talvez outras pessoas já tenham chegado a essa compreensão, mas não encontrei qualquer referência literária a respeito disso.
     
Neste ponto, preciso esclarecer que tal símbolo é considerado
sagrado, no mundo inteiro, por muitas Culturas Milenares. O uso indevido da Cruz Suástica pelo nazismo criou um pesado estigma.

Aqueles que não estão acostumados com a interpretação dos símbolos veem na Suástica apenas os piores horrores da Segunda Guerra Mundial.

    
O Nazismo inclinou a Suástica, para a esquerda, em 45 graus. Com isso pretendia mostrar uma quebra dos valores, uma ruptura com a ordem estabelecida. O resultado todos conhecem muito bem...
Unindo as duas Suásticas tradicionais o desenho torna-se claro.
    
Tal como ocorre com os princípios do Yan e Ying, nele está representada a dualidade de nosso mundo.
Duas forças contrárias que permanecem em equilibro.
Quando uma dessas forças predomina, a Humanidade sofre.     
Essa é a razão pela qual os Místicos Orientais dizem que nos Yantras está o Equilíbrio e a Cura Espiritual.
Contemplá-las com os olhos da alma traria bons resultados para as nossa vida.

                       
“A palavra "suástica" deriva do sânscrito svastika, significando Felicidade, Prazer e Boa Sorte.
Ela é formada do prefixo "su-" (cognata do grego ευ-), significando "bom, bem" e "-asti", uma forma abstrata para representar o verbo "ser".


               
Suasti significa, portanto, "bem-ser". O sufixo "-ca" designa uma forma diminutiva, portanto "suástica" pode ser literalmente traduzida por "pequenas coisas associadas ao que traz um bom viver (ser)".
O sufixo "-tica", independentemente do quanto foi dito, significa literalmente "marca".
Desta forma, na Índia um nome alternativo para "suástica" é shubhtika (literalmente, "boa marca"). A palavra tem sua primeira aparição nos clássicos épicos em sânscrito Ramayana e Mahabharata.” (Fonte: Wikipédia)
Duas são as conclusões: a primeira refere-se ao significado
oculto na moldura dos Yantras.

Não se trata, como poderíamos imaginar, apenas de um elemento decorativo. Há um simbolismo sagrado nesses desenhos.
A segunda conclusão é algo que eu já sabia há muito tempo:
 - se observarmos tudo à nossa volta, com muito cuidado e atenção,  muitos mistérios são revelados.

         
Nosso cotidiano está repleto desses símbolos, tão comuns que já nem os percebemos mais como Elementos Preciosos para o nosso Conhecimento.
Transformamos o sagrado em profano e perdemos o significado
oculto de muitas coisas que estão no inconsciente e atuam de forma subliminar.
Somos governados por tais símbolos, os arquétipos, mas nem desconfiamos que estamos neles mergulhados, tanto na esfera interior quanto na exterior.

                       
Por fim, só devemos aceitar um símbolo quando ressoe em nossa
alma.

Quando assimilado, cada pessoa extrairá um significado particular para a sua própria vida.
Paulo
Reflexões, em 04/04/2013.

        
Paulo Roberto Cabral Medeiros
CIVILIZAÇÃO SOLAR