sábado, 8 de dezembro de 2012

ESPECIAL AVALON - EM MEIO AS BRUMAS SE APRESENTA UMA MAGICA HISTORIA...QUE VIROU LENDA...E LEMBRANÇA..

A Origem de Avalon

                                 A Origem de Avalon

Avalon deve muito de seu mistério às lendas celtas que a consideram uma porta de passagem para outro nível de existência. 

Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual. 


Também era chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro, onde seres mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade. 


O nome tem origem no semi-deus celta Avalloc.


Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury, há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon


Simbologia da árvore celta


As árvores, os bosques, a natureza foram os símbolos da vida e da proteção na astrologia celta, dos monges da Grã Bretanha, Irlanda e Gália, e ao redor disto foi desenvolvida a sua cultura.

 Os sacerdotes druidas, inspirados na magia das árvores dos bosques, interligaram as pessoas aos espíritos protetores das árvores e as fases da lua. 

Não era baseado na passagem da lua pelos signos, mas na característica de cada fase lunar que estava mais forte naquela árvore específica.

 Do mesmo modo que deram um significado a cada fase da lua, deram um novo significado também a cada árvore e o atribuíram a cada lua segundo suas propriedades mágicas. 

Dentro da tradição espiritual e mística celta, os bosques funcionavam como verdadeiras catedrais e templos naturais nos que realizavam suas festas, rituais e cerimônias. 

Eles reconheciam o poder dos Deuses em cada árvore e assim o consagravam a Ele. No Séc. V quando São Patrício foi a Grã Bretanha com a intenção de cristianizar a região, mandou derrubar as árvores porque sabia do reconhecimento delas como lugar de meditação e espiritualidade.


Os Celtas viam na árvore, não só a essências da vida, e sim um recurso para prever o futuro.
Curiosamente, este meio tão primitivo era considerado pelos druidas o mais eficaz na hora de estabelecer um prognóstico sobre o destino que espera qualquer ser humano.


Ao observar todo conjunto da árvore, desde suas raízes que se fundiam com a terra até a copa mais ou menos frondosa, o que aconselhavam era manter a vista elevada, permanecer bem apoiado ao solo e ter em conta que a natureza é tão inteligente que no tempo de caída das folhas se segue o da neve, as quais proporcionam a aparição dos melhores brotos.

 Chega então a época da fertilidade e do renascimento da vida.
Desde o principio dos tempos, a árvore manteve uma relação com o ser humano celta, proporcionou o primeiro lar, lenha, sombra e alojamento para as aves que podiam transformá-las em caça para alimentar a tribo.


No entanto, os druidas consideravam que a relação podia ser mais íntima, tinham em mente que cada homem ou mulher levava em seu interior uma árvore, pela qual alimentava o desejo de crescer da melhor maneira.

Na realidade a árvore supria seu protetor de todo o material e espírito dos seres humanos celtas.
A árvore articulava toda a idéia dos cosmos ao viver em uma contínua regeneração.

Ademais nela os druidas contemplavam o símbolo da verticalidade, da vida em completa evolução, em uma ascensão permante até o céu.

Por outra parte, a árvore permitia estabelecer uma comunicaçaão entre os três níveis dos cosmos: o subterrâneo, por suas raízes que não deixavam de sugar nas profundidades para saciar a contínua necessidade de encontrar água; as alturas, através da copa e dos ramos superiores, sempre reunidos na totalidade dos elementos, a água que flui em seu interior, a terra que se integra em seu corpo pelas raízes, o ar que alimenta as folhas e o fogo que surge de sua fricção.

Os celtas conseguiam o fogo friccionando habilmente uns ramos, entre as quais haviam introduzido erva seca ou palha.


     "NOSSA ÁRVORE ZODIACAL CELTA E NOSSA DATA
    NATALÍCIA"



1- BÉTULA: 24 de Dezembro a 20 de Janeiro.


2- SORVEIRA: 21 de Janeiro a 17 de Fevereiro.


3- FREIXO: 18 de Fevereiro a 17 de Março


4- NOGUEIRA: 18 de Março a 14 de Abril.


5- SALGUEIRO: 15 de Abril a 12 de Maio.


6- ESPINHEIRO: 13 de Maio a 09 de Junho.


7- CARVALHO: 10 de Junho a 07 de Julho.


8- AZEVINHO: 08 de Julho a 04 de Agosto.


9- CASTANHEIRO: 05 de Agosto à 01 de Setembro.


10- VIDEIRA: 02 de Setembro a 29 de Setembro.


11- FAIA: 30 de Setembro a 27 de Outubro.


12- AZINHEIRA: 28 de Outubro a 24 de Novembro


13- SABUGUEIRO: 25 de Novembro a 23 de Dezembro.



O Chamado


                       
A ilha sagrada de Avalon é linda e serena, mas somente para aqueles que preservam a sinceridade no coração. 


Além das brumas, a madrugada esmorece para dar lugar ao nascer do Sol, finalmente, a fonte sagrada da Deusa emerge através do tempo; invoco, com um suave canto, as ninfas da fonte e sinto seu frescor em minha face.

Avalon sempre existiu... Uma terra de amor e beleza, onde viver era simples como respirar. As pessoas corriam livres pelos campos e de nada se arrependiam, pois não haviam motivos para ser aquilo que não eram. 


Poucos ainda se lembram dos campos floridos e das flores que vibravam em outras tonalidades. Tudo era diferente. Muitos buscam novamente Avalon, mas este tempo não existe mais. A inocência era virtude e a verdade, qualidade.

As brumas se elevam e nos trazem recordações de um tempo que não existe. Nossos ritos eram sagrados, porque assim nos foi ensinado. Não haviam tradições nem contradições, só havia o amor.


 Simples como acordar e olhar o Sol, sereno como contemplar o brilho das estrelas e belo como reverenciar a face da Lua. A Lua, sim, ela era mais límpida, como os nossos corações. 


Muitos estão aqui hoje, mas poucos se lembram, apenas sentem saudades de lá. Avalon se foi apenas por ser bela, ninguém entende. Virtudes hoje são defeitos.

Onde está o caminho que nos leva de volta? Não sei, mas ainda está lá! Porém, somente para aqueles que ainda conservam a sinceridade no coração. 


O véu da maldade encobriu tudo e as ervas daninhas cercaram todo o caminho em volta. Por que o desespero? Você escolheu viver em um mundo que não era seu. Mas Avalon ainda está lá... Linda e serena.


Sinceridade é a verdade que não se esconde e nem se encobre. 


Você sabe porque já sentiu, mas mentiu e renegou suas origens, como muitos que escolheram o mundo das ilusões. Avalon se foi, triste por mais um filho que perdeu. 


Como se enganam os que não acreditam. Não é apenas uma lenda, é um fato!

Alguns já sabem e estão voltando. Dura realidade, o coração não entende, se ilude, ama, mas não vai realmente atrás daquilo que se quer.


 Tudo em nome do ter antes de ser. Mas a vida empurra e a alma finalmente se liberta. Voltei somente para avisar, mas não havia ninguém. 


Muito foi falado, poucos ouviram, alguns ainda entenderam, mas os verdadeiros filhos se foram. Não resta mais nada a fazer... Vou chamar a barca que me leva de volta, além das brumas, pois não consigo mais distinguir seus corações.


Seus ritos são apenas de morte, não existe renovação, pois apenas seu ego se fortaleceu. A Deusa parte rumo ao submundo, acompanhando do seu Consorte.

Avalon está lá, eu sei, mas não para aqueles que buscam o conto de fadas. Ao acordar, todos irão sentir que algo se foi. Sim, eu digo a vocês, se foi a inocência de ser simples e natural


. Aqui apenas ficou a nuvem pesada dos pensamentos maculados e das atitudes mal pensadas.

 Os bardos chegaram e não me resta dizer mais nada, levo apenas aqueles que entendem que a beleza é infinita. 


Fiquem no seu ambiente que não é real. Venha filha, aqui não é o seu lugar, transpasse as brumas. 


Esqueça este mundo que não lhe pertence, amanhã você não mais se lembrará. Avalon se foi para nunca mais voltar e apenas retornará se o canto novamente souber invocar! 


Assim falou Morgana...

Triskle

Triskle (triskele, triskelion ou tryfot) é um símbolo celta que representa as tríades da vida em eterno movimento e equilíbrio, como nascimento, vida e morte, corpo, mente e espírito, céu, mar e terra.


 É uma espécie de estrela de três pontas, geralmente curvadas, conferindo à imagem uma graciosa fluidez de movimento. Pode ainda ser definida como um conjunto de três espirais concêntricas, sendo um dos elementos mais presentes na arte celta, e tem sua origem atribuída aos povos mesolíticos e neolíticos.


 O triskle é um antigo símbolo indo-europeu, também utilizado por povos germânicos e gregos. Os Celtas consideravam o número três sagrado e o triskle, com suas três pontas, tem a ver com o fluxo das estações e, por consequência, representa a própria Deusa Tríplice (Donzela, Mãe e Anciã), bem como as três fases da lua (crescente, cheia e minguante), ou ainda a nossa natureza tríplice (corpo, mente e alma). 


Assim, a presença do triskle em achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos.


 A iconografia continental atribui grande ênfase ao simbolismo da tríade, o conceito da triplicidade, e o conteúdo mítico-literal ausente no continente é amplamente fornecido pela infindável variação desse tema na literatura irlandesa e galesa.


Fonte: O Grande Oráculo

Lendas e Histórias


Famosa por suas densas brumas e por abrigar aprendizes de magia, elfos, ninfas e sacerdotisas da lua, Avalon era o refúgio preferido de Arthur, que para lá se dirigia em busca de conselhos ou para se curar magicamente das feridas de guerra. 

Cantada em prosa e verso por trovadores medievais, Avalon sempre pertenceu ao domínio da fantasia.


Para muitos respeitáveis estudiosos, porém, não há dúvidas de que a pacata e bucólica Glastonbury de hoje foi outrora a mítica Ilha de Avalon.

Todos os anos, milhares de visitantes e peregrinos, de todo mundo, acorrem a seus verdes campos e imponentes castelos para encontrar na força do mito de personagens e feitos fantásticos um pouco da magia interior sufocada pela vida moderna.