quarta-feira, 22 de julho de 2009

A beleza de nosso Universo...imenso é pouco.

A imensidão do Universo e a escala monstruosa das estrelas é impressionante. Este conjunto de imagens da NASA permite perceber até que ponto um gigante se pode tornar um mísero ponto no Espaço. É tudo uma questão de perspectiva.

Para um hipotético habitante de Mercúrio, a Terra pareceria quase um gigante. Os terráquios seriam invejados pela quantidade de superfície ao seu dispor. Mas um jupiteriano, por seu turno, rir-se-ia do nosso minúsculo planeta.
O Sol é a fonte de vida – e, ao nosso olhar, é imenso. Até o gigantesco Júpiter – o maior planeta do Sistema Solar – é, perto dele, um ponto insignificante. Mas à medida que o nosso olhar alcança maiores profundidades no Espaço, descobrimos que a nossa preciosa estrela é apenas um objecto de média grandeza.

Sirius, a estrela mais brilhante do céu, é 2,4 vezes maior que o Sol e encontra-se a apenas 8,57 anos-luz: à escala astronómica, é como se morasse no quarteirão ao lado. Mas a vida na Terra seria impossível se este gigante estivesse no nosso quarteirão.

Sirius é enorme, mas também se torna insignificante quando comparado à gigante vermelha Aldebaran, uma estrela «inchada» que já gastou todo o seu hidrogénio e que obtém energia através da fusão do hélio. É quase 50 vezes maior do que o Sol; a sua luminosidade é 150 vezes maior. Está a 65,1 anos/luz da Terra.

As monstruosas escalas do Universo não cessam de nos atormentar: a gigante Aldebaran é pouco mais do que um berlinde cósmico quando colocada ao lado de Antares, uma supergigante vermelha 300 vezes maior do que o Sol e 10 mil vezes mais brilhante. Encontra-se a 600 anos/luz de distância.

E até a supergigante vermelha Antares parece pequena quando comparada com um dos maiores colossos estelares que conhecemos: a estrela VV Cephei, entre 1600 a 1900 vezes maior que o Sol. Os astrónomos estimam que esta estrela poderá ser até 575 mil vezes mais luminosa. Imaginem que a colocávamos no lugar do Sol: a sua superfície estender-se-ia para além da órbita de Júpiter.

Tão impressionante como esta vastidão é o facto de nela viverem pequenos seres capazes de compreender a insignificante posição que a sua espécie ocupa no Cosmos. Talvez a resposta para os grandes mistérios da existência não esteja em saber porque estamos vivos mas em perceber porque razão somos tão inteligentes.
O máximo que podemos rebentar é o nosso próprio planeta – nada de especial. Somos já capazes de lhe destruir o equilíbrio ecológico, mas ainda não podemos destruir o Sol. Não obstante a sua pouca importância no Cosmos, temos muito a agradecer-lhe: em cinco biliões de anos de vida nunca nos faltou um único dia. Tivesse o Sol um milionésimo da nossa natureza agressiva e instável, e talvez nunca tivesse existido vida na Terra.
Talvez exista algum propósito oculto na nossa insignificância. Somos seres extraordinários, ambiciosos e sonhadores, inteligentes e determinados, mas andamos sempre a fazer asneiras. As distâncias e escalas do Cosmos colocam-nos no nosso devido lugar e impedem-nos de mexer onde não devemos.

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