quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Um pouco mais sobre Reiki

Reiki deriva de duas palavras japonesas (“rei” e “ki”) que significam “energia vital universal”. É uma terapia de cura natural que permite a captação e posterior transmissão da energia universal apenas com as mãos – esta energia é depois utilizada para limpar e desintoxicar o corpo, equilibrar os chakras, promover o crescimento espiritual, a criatividade e aumentar o nosso poder de observação interior e exterior.

A história do Reiki

Uma prática budista que existe há mais de 2,500 anos, reza a história que, durante meados do século XIX, um professor de religião japonês, Dr. Mikao Usui, fascinado com a ideia que Jesus Cristo terá curado muitos fiéis com as suas próprias mãos, dedicou-se ao desenvolvimento desta prática milenar. Durante o seu período de pesquisa e de estudo, o Dr. Mikao Usui terá vivido uma experiência espiritual muito intensa no topo do Monte Kurama – tocado por uma forte luz, tornou-se completamente ciente da sua própria energia e daquela do universo e, a partir de então, foi possível curar os outros apenas com recurso às suas mãos. O resto dos seus dias foram passados a ajudar os mais pobres e doentes, curando-os e ganhando uma reputação cada vez maior. Mas também se propôs ensinar os seus conhecimentos, nomeadamente ao seu amigo próximo, Dr. Chujiru Hayashi que, por sua vez, formou, em 1938, uma japonesa americana. E foi precisamente Hawayo Takata quem difundiu a terapia Reiki no mundo ocidental, organizando sucessivas acções de formação. Quando faleceu em 1980, tinha treinado pessoalmente mais de duas dezenas de terapeutas, um dos quais a sua neta, Phyllis Lei Furumoto, que deu continuidade ao seu legado.

Filosofia Reiki

Como em outras terapias alternativas, também o Reiki se baseia no curso de energia que cada pessoa tem no seu corpo (“ki”) e à sua volta, sendo que, se este for bloqueado ou enfraquecido, pode originar problemas físicos, mentais ou psicológicos. Utilizando como ponto de referência os “chakras” (existem 7 principais), um terapeuta Reiki coloca as suas mãos sobre essas zonas do corpo para aumentar os níveis de “ki”, para “limpar” as passagens ou caminhos que permitem o seu fluxo normal e para reduzir as energias negativas. Os Mestres de Reiki com formação muito avançada conseguem administrar esta terapia a si próprios e até enviar energias de cura através de longas distâncias. Acredita-se ainda que o Reiki pode purificar qualquer ser vivo, desde os humanos, passando pelos animais e as plantas. O Reiki é também uma forma saudável de estar na vida, graças a princípios tão simples como:
  • “Kyo dake wa” – “Só por hoje”
  • “Okoru-na” – “Não te irrites”
  • “Shinpai suna” – “Não te preocupes”
  • “Kansha shite” – “Sê grato”
  • “Gyo-o hage me” – “Trabalha arduamente”
  • “Hito ni shinsetsu ni” – “Sê bondoso para os outros”
Ter tempo para si, para poder “parar e cheirar as flores”, como se costuma dizer!

O segredo do Ki


Quem acredita na existência de “ki”, acredita que: a sua origem é completamente espiritual, compõe e move-se em todos os seres vivos, é positiva, existe em quantidades ilimitadas, é fundamental no que toca à saúde, está presente tanto no interior como no exterior do corpo, flui dentro do organismo graças a passagens específicas e esse fluxo pode ser interrompido com sentimentos ou pensamentos negativos.

Os 7 Chakras


Segundo a filosofia Hindu e de Ioga, a palavra “chakra” significa “roda de luz” e existem sete principais centros de energia ou “chakras” no corpo. Localizados ao longo da coluna, ao trabalhar os “chakras” é possível unir e trazer equilíbrio para os diferentes aspectos (físicos, sexuais, materiais, espirituais…) das nossas vidas. Os “chakras” localizados na zona da cabeça e da garganta são governados pela razão, enquanto aqueles situados na parte frontal do corpo são governados pela emoção. O desejo é o que governa os chakras localizados na parte de trás do corpo.
  1. Chakra da Raiz ou Básico: Rins, bexiga e espinal-medula.
  2. Chakra do Sacro ou Sexual: Órgãos sexuais, útero, ovários, próstata.
  3. Chakra do Plexo Solar: Baço, fígado, estômago, vesícula biliar (sistema digestivo).
  4. Chakra do Coração ou Cardíaco: Coração, pulmões, fígado e sistema circulatório.
  5. Chakra da Garganta ou Laríngeo: Garganta e pulmões.
  6. Chakra do Terceiro Olho ou Frontal: Sistema nervoso autónomo/hipotálamo.
  7. Chakra da Coroa ou Coronal: Cérebro superior e olho direito.

O Reiki ao serviço da saúde

O Reiki é procurado por homens e mulheres de todas as idades, sendo especialmente indicado para o tratamento de stress, depressão, ansiedade, insónia, para diminuir o ritmo cardíaco e a pressão arterial, melhorar o sistema imunitário (para que funcione correctamente), aliviar dores (incluindo as crónicas) e tensão muscular, facilitar a recuperação (de lesões desportivas, cirurgias, efeitos da anestesia…), e a redução de efeitos secundários provenientes de tratamentos de quimoterapia e radioterapia. A prática do Reiki atribui ainda sensações de bem-estar físico e espiritual, claridade mental (isto porque estimula a libertação de endorfinas) e diz-se que confere um sentimento de paz e tranquilidade às pessoas moribundas. Claro que é sempre importante discutir o recurso a esta terapia com o seu médico de clínica geral, sendo que o Reiki não cura, por si só, nenhuma doença, sendo mais eficaz no tratamento de problemas agudos do que crónicos. Existem clínicas especializadas com terapeutas credenciados na arte do Reiki, mas também é comum muitos médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais de saúde terem conhecimentos profundos sobre esta terapia que os auxilia no seu trabalho diário.

Da teoria para a prática

Numa sessão de Reiki, que pode prolongar-se durante 60 a 90 minutos, a pessoa não precisa de retirar o vestuário e senta-se ou deita-se confortavelmente. O terapeuta coloca, de forma calma e concentrada, as suas mãos sobre o corpo com o intuito de transmitir “ki” – às vezes nem é preciso tocar, basta posicioná-las alguns centímetros por cima do corpo – e são efectuadas cerca de 12 a 15 posições distintas. Estas posições implicam que as palmas das mãos estejam voltadas para baixo e os dedos esticados; e podem durar entre 2 e 5 minutos, ou seja, até o terapeuta sentir que o fluxo de energia tenha abrandado ou parado. Alguns terapeutas afirmam que são auxiliados por guias espirituais, enquanto outros contam com a sua longa experiência e intuição para determinar quais as áreas do corpo que necessitam de mais energia. O terapeuta começa na zona da cabeça, percorrendo até 20 zonas distintas do corpo até chegar aos pés, sendo normal a pessoa voltar-se de barriga para baixo no decorrer da sessão. Diz-se que a transmissão de energias é tão intensa que até o próprio terapeuta pode sentir formigueiro, pulsação, frio ou calor nas mãos ao efectuar o tratamento. São aconselhadas três ou quatro sessões num espaço de tempo relativamente curto. O preço de uma sessão de Reiki pode variar entre €20 e €50, dependendo do local onde for realizada.

Efeitos imediatos

No final de uma sessão de Reiki a pessoa sente-se completamente relaxada, renovada e pode mesmo sentir o alívio dos sintomas que a levaram a procurar esta terapia. Não existem efeitos secundários, porém, algumas pessoas podem sentir aquilo a que os terapeutas chamam de “crise de purificação” – a descoberta e libertação de emoções suprimidas pode manifestar-se através de dores de cabeça ou de estômago, cansaço, fraqueza, frio ou calor – estas são as formas encontradas pelo corpo para eliminar as toxinas prejudiciais. O descanso e o consumo de muita água é o suficiente para aliviar estes efeitos secundários totalmente passageiros.

Aprender Reiki

Hoje em dia existem várias escolas que oferecem cursos de Reiki, sendo que qualquer pessoa pode frequentá-los. Existem três níveis a percorrer, começando pela “iniciação” e terminando com a “attunement”, que é a transferência da “energia Reiki” e das suas capacidades propriamente ditas, do mestre para o aluno.

Alguns Óleos Essenciais


Os óleos essenciais são a base da aromaterapia – um tratamento holístico e alternativo que tira partido dos aromas naturais, presentes nas plantas, flores e madeiras, para trazer benefícios para o corpo, mente e espírito. Descubra os top 10 óleos essenciais e inicie a sua terapia dos aromas hoje!

Alecrim

Vindo da Ásia, o óleo essencial de alecrim é um aliado precioso no combate à obesidade e celulite, mas tem ainda efeitos positivos no cérebro e sistema nervoso – melhora a memória, alivia as dores de cabeça, enxaquecas, fadiga mental e exaustão nervosa. O alecrim é óptimo para tratar o cabelo e para estimular a circulação no couro cabeludo, o que incentiva o crescimento capilar. A aromaterapia indica que este óleo é ainda adequado para tratar perturbações tão diversas como: diarreia, flatulência, dispepsia, colite, icterícia e disfunções hepáticas. As dores musculares, reumáticas, artríticas e relacionadas com a gota também encontram conforto no alecrim, assim como as doenças arteriais, palpitações, má circulação e varizes. Este óleo é simultaneamente utilizado no tratamento da bronquite, catarro, asma, sinusite, tosse convulsa, acne, eczema e dermatite.

Camomila

Anti-tóxico e anti-irritante, existem dois tipos de camomila – a camomila romana (originária da Inglaterra, é cultivada na Alemanha, França e Marrocos) e a camomila alemã (cultivada em França, Espanha e Marrocos). O óleo essencial de camomila romana é indicado para o alívio de dores musculares, de cabeça, enxaquecas, de dentes, de ouvidos e para o reumatismo. É aconselhada para o tratamento de vários tipos de problemas de pele – acne, eczema, erupções cutâneas, feridas, pele seca, dermatites e reacções alérgicas em geral – bem como para perturbações do sistema digestivo, sistema nervoso e condições ginecológicas. Diluída, a camomila romana pode ainda ser utilizada nos bebés, para aliviar as gengivas aquando do nascimento dos dentes, cólicas e diarreia. Igualmente eficaz, a camomila alemã é conhecida por ser um bom anti-inflamatório, nomeadamente em curas associadas a dores articulares, musculares e à síndrome de intestino irritável. Pode melhorar as dores associadas à menstruação, aos espasmos musculares, reumatismo e artrite. Enquanto solução tópica, é aconselhada no tratamento de acne, eczema, erupções cutâneas, psoríase, pele hipersensível e reacções alérgicas em geral.

Eucalipto

Com origens na China, o óleo essencial de eucalipto é perfeito para a pele, principalmente a oleosa, mas também no caso de queimaduras, feridas, bolhas, mordidelas de insectos, piolhos e infecções cutâneas, em geral. O eucalipto é talvez o mais indicado para o tratamento de constipações e gripes, mas é ainda eficaz contra músculos e articulações doridas. Desintoxicante natural, este óleo revigora o sistema imunitário, circulatório e respiratório. A aromaterapia aconselha o eucalipto como enquanto estimulante mental, que melhora significativamente os níveis de concentração e de produtividade.

Gerânio

Encontrado na África do Sul, Madagáscar, Egipto e Marrocos, o óleo essencial de gerânio tem propriedades tónicas, diuréticas, anti-sépticas, anti-depressivas e antibióticas, entre outras. Extremamente benéfico para a pele – queimaduras, cortes, dermatites, eczema – é um excelente repelente natural contra mosquitos. O gerânio é igualmente utilizado no tratamento de hemorróidas, piolhos, ulceras, edemas, má circulação e dores de garganta. Anti-stressante, este óleo essencial actua ainda ao nível do sistema nevrálgico. É muitas vezes prescrito para as mulheres, principalmente para alívio da tensão pré-menstrual e sintomas de menopausa.

Hortelã-pimenta

Proveniente dos Estados Unidos da América, o óleo essencial de hortelã-pimenta tem inúmeras propriedades terapêuticas, sendo bastante útil no combate à fadiga mental, depressão, stress, dores de cabeça, enxaquecas, tonturas, fraqueza e estados de choque, melhorando significativamente a agilidade mental e os níveis de concentração. A hortelã-pimenta é frequentemente utilizada no tratamento de tuberculose, pneumonia, bronquite, cólera, asma, sinusite e tosse seca. Estimula a vesícula e a secreção biliar e, relativamente ao tracto digestivo e intestinal, é indicado contra as cólicas, flatulência, cólon irritável, dispepsia, náuseas e dores menstruais. Ao nível cutâneo, é prescrito para irritações de pele várias, dermatites, acne, sarna e pruridos; sendo a hortelã-pimenta aconselhada ainda para as dores musculares, reumatismo e neuralgia.

Lavanda

Originário de França, este óleo é considerado um dos mais benéficos e está indicado para uma série de problemas de saúde – bronquite, asma, constipação, infecções da garganta e tosse. O óleo essencial de lavanda tem um efeito extremamente tranquilizante, perfeito para acalmar os nervos e aliviar a tensão, sendo ainda eficaz no tratamento da depressão, dos ataques de pânico, dores de cabeça, enxaquecas e insónias. É ainda poderoso no tratamento de perturbações do sistema digestivo – flatulência, cólicas, náuseas, vómitos e utilizado para aliviar dores reumáticas, musculares e artrite. A lavanda é um dos poucos óleos essenciais que pode ser directamente aplicado na pele, sem qualquer tipo de diluição, tonificando e revitalizando-a. O óleo de lavanda é ainda particularmente útil no tratamento de pequenas queimaduras, feridas, abcessos, mordidelas de insectos, psoríase e piolhos, sendo igualmente eficaz em peles oleosas e com tendência para acne.

Limão

Um nativo da Índia, o óleo essencial de limão é muito benéfico para o sistema circulatório e para diminuir a tensão arterial. Para além de estimular o sistema imunitário e digestivo, é um bom remédio para a prisão de ventre, dispepsia e celulite. Em aromaterapia, o limão acalma e alivia dores de cabeça e enxaquecas, melhorando as dores de quem sofre de artrite e reumatismo. Poderoso no combate às gripes e constipações, contribui para a diminuição da febre e outros sintomas associados, como as infecções da garganta e a bronquite. Indicado para o tratamento do cabelo e pele oleosa, tem vários outros benefícios ao nível da pele, nomeadamente enquanto esfoliante, na eliminação de acne, herpes labial e aftas.

Rosa

Directamente de França, o óleo essencial de rosa tem um efeito calmante muito agradável, principalmente em situações de depressão, raiva, luto, medo, tensão e stress. Estimula o funcionamento do fígado, da vesícula e do sistema circulatório, estando ainda indicado para tratar várias doenças cardiovasculares, nomeadamente palpitações, arritmias e tensão alta. A aromaterapia defende ainda a sua utilização em casos de asma, tosse crónica, alergias, náuseas, vasos capilares quebrados, herpes, eczema e inflamações diversas. Enquanto hidratante faz maravilhas à pele e, diluído em água, é um remédio óptimo para a conjuntivite.

Sândalo

Originário da Índia e extraído do tronco das árvores, o óleo essencial de sândalo é um dos óleos mais puros, sendo recomendado em terapias de bronquite, laringite e leucorreia. Extremamente eficaz no processo curativo de pele sensível, seca, oleosa e com cieiro, pode ainda ser aplicado em cicatrizes, estrias e varizes. Antídoto perfeito para os soluços, a aromaterapia também sugere a utilização de óleo de sândalo em casos de depressão e stress. Para além das suas características afrodisíacas, melhora os níveis de concentração e funciona com um bom ansiolítico e redutor de ansiedade.

Ylang-ylang

Com origens na Indonésia, o óleo essencial ylang-ylang é, acima de tudo, um anti-depressivo e tranquilizante, mas também um afrodisíaco. Na aromaterapia é utilizado para combater a ansiedade, tensão, choque, medo e pânico, sendo frequentemente utilizado no tratamento de impotência e frigidez. Os seus poderes curativos foram ainda verificados em casos de infecções intestinais, tensão alta, respiração acelerada, e em pessoas com batimentos cardíacos muito elevados. O ylang-ylang é igualmente eficaz na estimulação do crescimento do cabelo.

http://bemtratar.com/artigos/top-10-oleos-essenciais

Aromaterapia: aromas que curam

A aromaterapia, praticada há milhares de anos é, tal como o seu próprio nome indica, uma terapia que cura através dos aromas – aromas 100% naturais, extraídos de flores, raízes, folhas, sementes, ervas, madeiras e resinas, e transformados em óleos essenciais que são utilizados na prevenção e no tratamento de doenças físicas e psicológicas.

As raízes

Parte integrante da medicina alternativa, a aromaterapia existe há mais de seis mil anos, tendo sido activamente praticada nas antigas civilizações da Grécia, Roma e Egípcio. Aliás, o médico egípcio Imhotep recomendava o uso de óleos com fragrâncias no banho, nas massagens e, claro, no embalsamento dos mortos. O pai da medicina moderna, Hippocrates, seguiu os mesmos princípios e reza a história que terá realizado fumigações aromáticas para travar a praga em Atenas. Porém, o declínio do Império Romano levou ao desaparecimento destes conhecimentos aromáticos, que voltaram a dar que falar e cheirar por volta do ano 1000 d.C. na Pérsia. Nesta altura, os árabes iniciam a prática de destilação e o estudo das propriedades terapêuticas das plantas volta a ganhar força. Graças às Cruzadas, estes saberes regressam à Europa e, já em 1200 d.C. se produzia, na Alemanha, óleos essenciais com ervas e especiarias provenientes de África e do Extremo Oriente. Quando a América do Sul foi invadida pelos Conquistadores, a descoberta de novas plantas medicinais e óleos aromáticos foi impressionante e a verdade é que também no Continente Americano os índios nativos passaram a ser conhecidos pela confecção de bálsamos e poções à base de plantas medicinais. Apesar desta prática consistente, foi apenas no século XIX que os cientistas europeus decidiram dedicar-se ao estudo dos efeitos destes óleos essenciais no homem. A palavra “aromaterapia” é uma invenção do químico francês René Maurice Gattefosse que, em 1910, descobriu os poderes curativos do óleo de lavanda quando se queimou no seu laboratório de perfumes e, procurando um alívio imediato, mergulhou a mão num recipiente com óleo de lavanda. O alívio da dor foi imediata e o processo de cicatrização rápido, indolor e sem marcas posteriores. A partir daí dedicou a sua vida ao estudo dos poderes curativos dos óleos essenciais, tendo realizado vários tratamentos de êxito nos hospitais militares durante a I Guerra Mundial, experiências essas que documentou em diversos livros. Hoje em dia, a busca de uma forma de vida natural, com a mente, corpo e espírito em equilíbrio, aumentou a procura da aromaterapia.

Sentido de olfato

Um dos cinco sentidos, o nosso poder de cheirar é, em si só, extremamente potente, com efeitos curiosos. Por exemplo, um certo aroma pode despertar memórias de infância bem guardadas ou o cheiro de determinado alimento pode abrir o apetite a uns ou provocar náuseas a outros. Quando inalamos óleos essenciais, as nossas células olfactivas são estimuladas e esse impulso é encaminhado para o sistema límbico – o centro emocional do cérebro – ligado à memória, à respiração, à circulação sanguínea e às hormonas. Na aromaterapia, as propriedades, a fragrância e os efeitos dos óleos essenciais estimulam estes diferentes sistemas. Da mesma forma que a ligação estreita entre o olfacto e o cérebro desencadeia um efeito indirecto no sistema imunitário, que potencia a capacidade do corpo se sarar a si próprio. Enquanto medicina holística, a aromaterapia é uma forma de auto-cura porque incentiva o equilíbrio interno do organismo, mas também se manifesta ao nível físico uma vez que os óleos essenciais são conhecidos pelas suas poderosas acções revigorantes, anti-oxidantes, anti-bacterianas, anti-virais, anti-fungos, anti-inflamatórias, ansiolíticas e anti-espásticas.

Benefícios físicos, emocionais e espirituais

Escolhidos os óleos essenciais apropriados (sendo, por isso, importante procurar sempre um profissional de aromaterapia), os benefícios são mais que muitos e sentem-se a diversos níveis.
  • Mente – tratamento de cansaço mental, stress, tensão, certas fobias, insónias e outras perturbações do sono; aumento dos níveis de concentração, memória e produtividade.
  • Corpo – as propriedades anti-bacterianas dos óleos essenciais auxiliam na cicatrização de feridas externas; actuam no melhoramento da circulação sanguínea, na drenagem linfática e na eliminação das toxinas do corpo; tratamento de doenças de pele, perturbações digestivas, desequilíbrios hormonais, dores musculares e de articulações; aumento dos níveis de energia e bem-estar geral.
  • Estado emocional – os óleos essenciais também podem funcionar como um anti-depressivo potente, ajudando a acalmar e a aliviar estados de nervosismo, tristeza, pânico, ansiedade e de depressão; aumento dos níveis de auto-estima e de auto-confiança.
  • Estado espiritual – a aromaterapia também é utilizada para aumentar os níveis de consciência, percepção e de comunhão com forças maiores, sendo ainda parte integrante na prática da meditação.

Óleos essenciais

Os óleos essenciais utilizados na aromaterapia são extraídos de plantas, flores, raízes, folhas, sementes, ervas, madeiras e resinas e, posteriormente misturados com outras substâncias – caso do óleo, álcool ou loção – o que permite a sua utilização de forma prática. Executado por profissionais especializados, o método de extracção é um processo moroso e caro: são necessários 100 quilos de pétalas de rosas para produzir 5 colheres de chá de um óleo essencial! Um processo que também encarece o produto final, no entanto, e como se utilizam poucas gotas de cada vez e os efeitos são altamente eficazes, o investimento é considerado válido.
Utilizados a solo ou misturando mais que uma variedade, os óleos essenciais estão divididos em três categorias, ou seja, conforme as suas “notas” ou índice de evaporação.
  • Óleos de nota elevada – os mais estimulantes e revigorantes, têm um aroma forte, mas o seu perfume dura apenas entre 3 e 24 horas. Alguns exemplos incluem: basílico, bergamota, salva, coentro, eucalipto, laranjeira-amarga, hortelã-pimenta e tomilho.
  • Óleos de nota média – actuam ao nível das funções corporais e metabólicas e, embora menos potentes, a sua fragrância só evapora passados 2 ou 3 dias. Alguns exemplos incluem: erva-cidreira, camomila, funcho, gerânio, hissopo, junípero/zimbro, lavanda e alecrim.
  • Óleos de nota baixa – o seu aroma doce e calmante, tem efeitos relaxantes no corpo e é a fragrância que mais tempo dura, até uma semana. Alguns exemplos incluem: cedro, cravinho, gengibre, jasmim, rosa e sândalo.

Aplicação

Na aromaterapia, os óleos essenciais têm múltiplas aplicações:
  • Externa – aplicado directamente na pele (diluído ou não), tratam feridas superficiais ou problemas de pele, activando, em simultâneo, os receptores térmicos do corpo, matando micróbios e fungos.
  • Interna – ingerido através da diluição em água ou adicionado à alimentação, activam o sistema imunitário.
  • Massagem/Banhos – largamente associados às massagens e banhos de aromaterapia, nestes casos os óleos essenciais são inalados, mas também são absorvidos pela pele, entrando no sistema circulatório que os transporta para os órgãos e restantes sistemas do corpo.
  • Difusão no ar – queimados como incenso ou colocados em recipientes ao ar livre, os óleos essenciais são captados pelas células olfactivas e direccionados para o sistema límbico.

A aromaterapia é segura?

Enquanto tratamento 100% natural, a aromaterapia só poderia ser segura, no entanto, existem sempre algumas precauções que não devem ser descuradas, nomeadamente se é um principiante neste género de tratamentos. Antes de procurar a aromaterapia, informe e peça a opinião do seu médico de clínica geral. A aromaterapia não deve ser praticada por mulheres grávidas (alguns óleos como junípero, alecrim e salva podem provocar contracções uterinas); por crianças com menos de 5 anos (são muito sensíveis aos óleos); por pessoas com doenças crónicas; por pessoas com problemas de pulmões como asma, alergias respiratórias ou doença pulmonar crónica (podem causar espasmos respiratórios).
Salvo indiciação específica, os óleos essenciais não devem ser ingeridos; e deve evitar o contacto com os olhos e a boca; estando sempre atento a qualquer sinal de reacção alérgica.

Cromoterapia: terapia colorida

Vivemos num mundo colorido, onde as diferentes cores a que estamos expostos influenciam a nossa vida: um dia de Inverno cinzento pode fazer-nos sentir tristes e levar-nos a escolher uma roupa preta para vestir nesse dia; por outro lado, um dia solarengo de Verão estimula o bem-estar e a nossa alegria de viver, levando-nos a vestir uma roupa branca ou amarela! A Cromoterapia funciona dentro da mesma linha: é uma terapia alternativa que recorre às cores para devolver ao corpo, mente e espírito, o seu equilíbrio natural.

Uma história a cores

Os efeitos poderosos das cores é conhecida e estudada há milhares de anos por civilizações tão antigas como as do Egipto, Índia, Grécia e China. Pensa-se que a Cromoterapia possa ter as suas raízes na Ayurveda, uma especialidade médica praticada na Índia há milhares de anos e que associava a cor aos “chakras” – os 7 pontos espirituais do corpo, localizados ao longo da coluna. Cada “chakra” corresponde a um órgão e cada órgão a uma cor. No caso de algum desequilíbrio ou doença, expor o “chakra” afectado à sua cor dominante seria o suficiente para devolver a saúde e bem-estar ao paciente.
  1. Vermelho: Chakra da Raiz ou Básico: Rins, bexiga e espinal-medula.
  2. Laranja: Chakra do Sacro ou Sexual: Órgãos sexuais, útero, ovários, próstata.
  3. Amarelo: Chakra do Plexo Solar: Baço, fígado, estômago, vesícula biliar (sistema digestivo).
  4. Verde: Chakra do Coração ou Cardíaco: Coração, pulmões, fígado e sistema circulatório.
  5. Azul: Chakra da Garganta ou Laríngeo: Garganta e pulmões.
  6. Índigo: Chakra do Terceiro Olho ou Frontal: Sistema nervoso autónomo/hipotálamo.
  7. Violeta: Chakra da Coroa ou Coronal: Cérebro superior e olho direito.
Mas a Cromoterapia esteve ainda presente na vida de várias outras civilizações antigas: os egípcios eram conhecidos pelos seus templos de luz e cor, uma espécie de solário, cujas janelas continham vidros coloridos. Com a ajuda do sol, os pacientes eram banhados com diferentes cores. Na China, as aplicações terapêuticas da Cromoterapia associavam cada órgão do corpo humano a uma cor específica. Há relativamente pouco tempo, na Europa do século XIX, as vítimas de varíola e os seus quartos eram cobertos com panos vermelhos de forma a atrair a doença para fora do corpo.
Atualmente, o estudo das cores e das suas diferentes influências no ser humano continua a ser determinante: avalia-se quais as melhores cores para aplicar em ambientes de trabalho, de estudo ou de hospitais; e a publicidade baseia grande parte do seu trabalho na escolha das cores perfeitas para seduzir o seu público-alvo.

Introdução à Cromoterapia

De uma forma simples, a Cromoterapia utiliza a cor e a luz para equilibrar as energias do corpo, sejam elas físicas, mentais, espirituais ou emocionais. A exposição à luz e às cores resultantes da mesma, transformam-se em frequências vibracionais ou energias que a visão e, consequentemente, o cérebro, interpretam de forma específica. A escolha das cores correctas pode devolver ao corpo, mente e espírito o seu equilíbrio natural – o que é, aliás, a base de toda a medicina alternativa – a concentração na saúde e não na doença.

Os meios

As consultas de Cromoterapia podem ter uma duração entre os 60 e os 90 minutos e têm um custo médio de €30 no Brasil há também variedade de valores. A Cromoterapia é ainda muitas vezes utilizada em conjunto com outras terapias, nomeadamente a Aromaterapia, Hidroterapia, Reiki, Feng Shui, Radiestesia, Essências Florais e a Cristaloterapia, o que potencia os seus efeitos e resultados. A administração dos tratamentos cromoterapêuticos pode ser efectuada de várias formas:
  • Observação da luz do espectro solar, emitida por lâmpadas coloridas durante um período de tempo pré-estabelecido. O corpo, ou partes do mesmo, podem ser expostos às mesmas fontes de luz, que podem ou não ser intercaladas com focos brancos.
  • Visualização mental de uma determinada cor (que pode ou não ser intercalada com outras) durante um período de tempo pré-estabelecido.
  • Contacto directo com a natureza.
  • Ingestão de água ou outro líquido, previamente solarizado com recurso à cor adequada ao tratamento em questão.
  • Ingestão de alimentos que correspondem à cor desejada para o tratamento.
  • Cromoterapia através da exposição a pedras preciosas, velas, têxteis, vestuário, banhos, óculos ou lentes coloridas.

As cores do arco-íris

Apesar de existir uma enorme variedade de tonalidades de cores, nós reagimos a sete cores primárias, que são aquelas utilizadas na Cromoterapia. A intensidade ou tom dessa cor é escolhida com base no paciente e no seu caso específico. Em geral, as cores quentes (vermelhos, laranjas e amarelos) provocam sensações de excitação e de energia, enquanto as cores frias (azuis, verdes e roxos) produzem sensações de relaxamento e tranquilidade.
Vermelho: tem um efeito excitante, estimulante e vitalizante, atraindo a energia. Porém, e como é a mais poderosa de todas as cores, deve ser utilizada com precaução porque se for aplicada em excesso pode aumentar a tensão nervosa e os níveis de irritabilidade.
Indicações Terapêuticas: é utilizado no tratamento da depressão e da anemia, mas também para melhorar a circulação sanguínea e equilibrar a temperatura do corpo, sendo indicado em casos de paralisia. Estimula o sistema nervoso e fortalece o funcionamento do fígado.
Laranja: tem um efeito alegre e anti-depressivo, vitaliza e rejuvenesce.
Indicações Terapêuticas: é utilizado no tratamento da depressão e no combate ao desânimo, à falta de energia e de força de vontade. Fortalece as funções mentais, estimula o sistema nervoso e ajuda a elevar a pressão sanguínea. É utilizado no tratamento de problemas respiratórios, epilepsia e inflamações, mas também está associado às glândulas supra-renais, ou seja, ao tratamento da vesícula biliar ou de pedra no rim. Favorece a boa digestão e tem efeitos positivos no sistema metabólico.
Amarelo: contém energias positivas e inspiradoras, estimula a actividade mental, promovendo a criatividade, o raciocínio e o optimismo. No entanto, não deve ser utilizado isoladamente, uma vez que pode aumentar o nervosismo, a incerteza, assim como diminuir o sentido de protecção, segurança e estabilidade.
Indicações Terapêuticas: para além de ajudar a harmonizar o sistema nervoso, é utilizado no tratamento de problemas digestivos, do reumatismo e da artrite (contribui para a dissolução dos depósitos de cálcio nas articulações). O amarelo é apontada como uma cor que fortalece os olhos e os ouvidos, sendo excelente para a pele, nomeadamente para cicatrizar, limpar e melhorar a sua textura.
Verde: promove o equilíbrio entre as energias positivas e negativas, incitando à harmonia e serenidade. Tem um efeito refrescante e tranquilizador; provoca a sensação de conforto e de bem-estar geral, ou seja, é uma cor completa, que abrange corpo, mente e espírito. No entanto, deve ser utilizado com precaução para não provocar desequilíbrios que podem, por sua vez, aumentar os níveis de insatisfação e de impaciência.
Indicações Terapêuticas: com propriedades anti-sépticas muito eficazes, é utilizado no tratamento de infecções, desintoxicações, problemas cardíacos e circulatórios.
Azul: é considerada a cor mais curativa de todas, devido ao seu efeito altamente relaxante, apaziguador e sedativo; estimula sensações de paz e é muito potente na devolução da clareza mental.
Indicações Terapêuticas: para além de aliviar dores de cabeça e enxaquecas, reduz a sensação de angústia, tensão e medo, aliviando perturbações nervosas e situações de insónias. É um anti-séptico natural, eficaz contra as dores e o desconforto causado por cortes e queimaduras; é também um anti-inflamatório, utilizado no tratamento de problemas associados aos olhos e à garganta (laringite, amigdalite, papeira…), sendo ainda útil em casos de asma.
Anil: ligado às artes e à beleza, eleva a mente, incita aos estados de calma e de serenidade, estimulando ainda as energias criativas.
Indicações Terapêuticas: tem efeitos analgésicos e calmantes, especialmente em situações de elevada ansiedade ou excitação, é utilizada no tratamento de dor generalizada, inflamações e doenças pulmonares.
Violeta: provoca sensações de liberdade, mas também de equilíbrio e de estabilidade, incitando à meditação e à recuperação da auto-estima. Sendo uma cor bastante potente, existem algumas precauções a seguir, no sentido em que o uso excessivo do violeta pode provocar estados alterados de consciência.
Indicações Terapêuticas: eficaz para acalmar o sistema nervoso e no combate das neuroses, é um desintoxicante natural que devolve saúde às células e tecidos do organismo, assim como a energia física ao corpo. Também é utilizado no tratamento de problemas dermatológicos, nomeadamente doenças do couro cabeludo. Os seus poderes apaziguadores são ainda eficazes no tratamento de dores musculares e lombares.
O preto e o branco são extremos opostos. O branco absorve e reflecte todas as cores, sendo que o organismo reage positivamente ao branco ao libertar energias negativas e sensações de peso resultantes de doenças diversas. O preto, por sua vez, absorve todas as cores, mas não reflecte nenhuma; por norma não é utilizada devido às suas conotações negativas e porque não incita à harmonia. No entanto, o preto pode ser utilizado em conjunto com outras cores, caso do tratamento de insónia: recorre-se à cor violeta que tem características espirituais e calmantes, mas também ao preto, que simboliza a noite e o descanso.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

TERAPEUTA HOLÍSTICO


Qual é o papel do terapeuta holístico
Há muita confusão e desinformação em nosso país a respeito de qual é realmente o papel de um terapeuta holístico. O que faz ele? O que não faz? Qual é a extensão e qual é o limite da sua prática profissional? Como deve agir em relação aos clientes que o procuram? Estas e outras perguntas busco aqui responder, de acordo com meu próprio trabalho como terapeuta holístico. Este artigo, portanto, reflete a maneira como faço minhas sessões de tratamento energético e como oriento meus clientes. Para facilitar, dividi-o em tópicos.

A relação entre a medicina convencional e as terapias holísticas
Há uma tendência a se acreditar que terapeutas holísticos pretendem substituir médicos na prática da medicina. Não é este o caso. O médico tem um campo de atuação, enquanto que o terapeuta holístico tem outro. Um não exclui nem substitui o outro. Ao contrário, ambos se complementam.
Afirmam os terapeutas holísticos que os seres humanos (o mesmo valendo para animais e plantas) possuem não apenas um corpo físico, mas também um corpo energético, que o circunda e o interpenetra. E que este corpo energético é o que origina o próprio corpo físico (afinal, como hoje os físicos sabem, matéria é energia condensada).
Afirmam também que se temos uma doença no corpo físico, temos um desequilíbrio ou bloqueio correspondente no corpo energético (também chamado de etérico). Que toda doença se manifesta em ambos os corpos. E que, portanto, devemos tratar ambos.
Ora, o papel do médico é tratar do corpo físico e suas doenças. O do terapeuta holístico (também chamado de terapeuta energético), tratar do corpo energético e seus desequilíbrio e bloqueios. Portanto, ambos os profissionais são agentes da saúde, mas de âmbitos diferentes dela: o primeiro, da saúde física. O segundo, da saúde energética.
Tratar somente o corpo físico com um médico é um tratamento incompleto. Da mesma forma, é incompleto tratar somente o corpo energético com um terapeuta holístico e deixar de tratar do corpo físico com um médico competente.
É por isso que, ao falarmos em terapias holísticas, não devemos designá-las de terapias alternativas. Este termo é enganoso, pois causa a impressão de que são substitutas dos tratamentos médicos, de que são "alternativas" a eles. Porém, pelos motivos já expostos, esta é uma concepção errônea das terapias holísticas e o termo "alternativo" deve ser evitado. Um termo mais correto é denominar seus métodos de terapias complementares. Ou seja, tratamentos que, realizados como complementos dos tratamentos médicos, auxiliam e aceleram o processo de cura promovido pelos mesmos.
Também pelos motivos acima expostos, há um consenso entre terapeutas holísticos sérios de nunca recomendar a um cliente que, em caso de doença, abandone o tratamento médico convencional. A recomendação de um terapeuta holístico neste caso deve ser a de que procure um médico de sua confiança, bem como faça, paralelamente, o tratamento energético.
Terapeutas holísticos só devem ser procurados isoladamente, isto é, sem se procurar também um médico, quando o motivo da procura não é uma doença física, mas algum outro motivo que seja da competência do terapeuta.
Pelos motivos expostos, o terapeuta holístico deve tomar cuidado para que seus clientes não o tomem por um médico. E sempre que alguém o fizer deve orientá-los a não o tratar como se fosse um. Assim, um terapeuta holístico não usa termos como "doutor" para designar a si mesmo, não chama aqueles que os procuram de "pacientes", mas de "clientes" ou outro termo mais adequado, nem costuma usar, em suas sessões, jaleco, roupas totalmente brancas ou realizar qualquer outro procedimento de caráter médico.
NOTA: Na realidade, nada impede que um terapeuta holístico vista-se totalmente de branco, uma vez que qualquer pessoa é livre para fazê-lo, além de ser o branco uma cor propícia para trabalhos de harmonização energética (o equivalente à “cura” no corpo físico). Porém, o terapeuta holístico evita fazê-lo para não ser confundido com um médico. Mas costuma preferir, para as suas sessões, usar roupas claras.
Para finalizar este tópico, é bom salientar que o corpo energético não apenas se encontra em íntima relação apenas com o corpo físico, mas também com a psique de cada um de nós. E que as terapias holísticas contribuem não apenas para a saúde física, mas também para a psíquica. Portanto, são métodos complementares não apenas para aqueles que se tratam com um médico, mas também para aqueles que se tratam com um psicólogo ou psiquiatra. Afinal, é objetivo das terapias holísticas favorecer a harmonia do ser humano como um todo, não apenas de parte dele. Mas novamente é bom enfatizar que terapeutas holísticos também não são substitutos de psicólogos ou psiquiatras, nem estão habilitados a praticar qualquer procedimento terapêutico que pertença à prática destes profissionais.
Com o que vimos neste tópico, percebe-se claramente que não há motivo para animosidade entre terapeutas holísticos e médicos ou entre terapeutas holísticos e psicólogos ou psiquiatras. Ao contrário, todos podem se complementar e trabalhar em conjunto. Felizmente, a tendência atual é a de que terapeutas holísticos passem a ser cada vez mais aceitos por profissionais da medicina e da psicologia. Há já alguns médicos que estudam e praticam terapias holísticas como complemento aos tratamentos médicos e um número considerável de terapeutas florais são psicólogos (terapia floral e psicologia casam-se maravilhosamente bem!).
Sobre diagnósticos médicos e diagnósticos energéticos
Terapeuta holístico não faz diagnóstico médico. Mas pode utilizar-se dele para escolher o tratamento para o desequilíbrio energético correspondente à doença física do cliente.
Exemplo: se um médico diagnosticou que uma determinada pessoa sofre de cálculo renal, o terapeuta holístico escolherá um tratamento energético específico para o desequilíbrio energético correspondente a esta doença. Se for reikiano, aplicará Reiki impondo suas mãos sobre os rins ou outra área do corpo que se apresente à sua sensibilidade relacionada ao desequilíbrio; se cromoterapeuta, aplicará com uma lanterna cromoterápica a cor laranja no abdômen, um pouco acima do umbigo ; se gemoterapeuta, utilizará pedras como o enxofre e a malaquita.
Estes são apenas alguns exemplos de tratamentos possíveis. Há muitos outros a fim de se tratar do desequilíbrio energético correspondente ao cálculo renal.
Embora o terapeuta holístico não faça diagnóstico médico, pode realizar um diagnóstico energético. Nem sempre a relação entre a doença física e o desequilíbrio energético correspondente é óbvia ou direta. Por isso, para identificar desequilíbrios energéticos, muitos terapeutas holísticos adotam métodos próprios de diagnose energética. Em geral, quando estes métodos próprios são usados, as terapias holísticas atuam de forma mais eficaz.
Os métodos variam de terapeuta para terapeuta e de caso para caso. Alguns exemplos: "escanear" o corpo energético do cliente com as mãos, buscando identificar desequilíbrios e bloqueios (geralmente, relacionados aos chakras), fotos Kirlian e radiestesia, para ficarmos nos métodos mais freqüentes.
Novamente saliento que o diagnóstico energético complementa-se ao diagnóstico médico, mas em hipótese alguma o substitui.
Relação entre terapias holísticas e religião
Terapias holísticas não são formas de religião, nem são ligadas a religião alguma. Também não exigem o uso da fé para funcionarem, quer por parte do cliente, quer por parte do terapeuta. Não é preciso acreditar em nada. A experiência mostra que as terapias holísticas funcionam mesmo em clientes totalmente céticos.
Porém, um terapeuta holístico pode, se o desejar, usar de imagens sagradas, orações e métodos correlatos para auxiliar no tratamento energético. As diversas formas de terapias holísticas não dependem delas para funcionarem, mas podem se valer delas como auxiliares. É comum em espaços de atendimento holístico haver nas paredes imagens de Mestres e símbolos que se pense auxiliarem na harmonização energética.
A importância destes métodos na terapia varia de terapeuta para terapeuta. Há desde terapeutas que lhes dão importância fundamental até os que não lhe não importância alguma. Número considerável de terapeutas holísticos encontra-se no meio termo.
Como as terapias holísticas não são ligadas a nenhuma religião, quando métodos religiosos/espirituais são utilizados como auxiliares, estes costumam ser o mais ecumênicos possíveis. Até mesmo em respeito ao cliente que pode ser de uma religião diferente à do terapeuta, ou não ter religião alguma (assim como o terapeuta pode também não ter).
Exemplo: se for realizada uma oração a Deus, dificilmente será recitado o Pai Nosso, que é uma oração estritamente cristã, enquanto que seria mais provável que fosse recitado algo como A Grande Invocação, oração a Deus de caráter ecumênico, escrita pela teósofa Alice Bailey.
Terapeutas holísticos também não têm como procedimento padrão utilizar-se da prática da mediunidade. Porém, se o terapeuta for médium, pode acontecer de se valer dela, recebendo orientação do plano espiritual concernente ao tratamento do corpo energético. Ainda assim, a prática da incorporação não é praticada, dando-se preferência à comunicação telepática com o Astral, à clariaudiência, à clarividência etc. Exceções são os casos de alguns centros espíritas ou umbandistas que mesclam seus próprios procedimentos com os procedimentos das terapias holísticas.
Terapias holísticas, desenvolvimento pessoal e espiritualidade
É papel do terapeuta holístico conscientizar o cliente de que todos os seus desequilíbrios energéticos são da sua própria responsabilidade e são resultados dos seus próprios atos e postura na vida, que causam uma desarmonia entre a sua Personalidade e o seu Espírito.
Deve conscientizá-lo a assumir essa responsabilidade a fim de transformar sua vida, de desenvolver-se integralmente (isto é, física, psicológica e espiritualmente), de tornar-se um ser humano pleno e realizado. Pois saúde, no seu sentido holístico, é ser um ser humano desenvolvido e em harmonia com seu eu profundo e com o cosmo.
Assim, o terapeuta holístico busca incentivar o cliente buscar valores evolutivos sob os quais viver e a praticar a introspecção, a fim de conhecer a si mesmo ("conhece-te a ti mesmo" pode ser considerado, neste sentido, a grande máxima da cura no sentido holístico).
Porém, o terapeuta holístico não é um conselheiro nem um psicólogo. Não analisa a vida psicológica do cliente, nem fornece conselhos taxativos sobre como ele deve viver a sua vida, pois tem ciência de que ninguém pode saber o que é melhor para o outro. Pode, sim, dar sua opinião sobre alguma questão que seja levantada durante as sessões (muitas terapias holísticas têm a propriedade de trazer para o consciente material psíquico oriundo do inconsciente). No entanto, a sua opinião deve ser dada menos como uma orientação de como viver a sua vida e mais como uma seta indicando o que o cliente deve buscar.
Terapeutas holísticos costumam ter consciência de que cada um é responsável pela sua saúde e de que sua cura está sempre dentro de si mesmo. Assim, o terapeuta holístico (energético) não vê a si mesmo como um “curador”. Vê-se como um facilitador da cura, auxiliando o cliente a curar-se a si mesmo. Sabem que toda cura é, na realidade, uma auto-cura.
O terapeuta holístico sabe também que a melhor energia para harmonizar o corpo energético de uma pessoa é a do amor incondicional. Portanto, é papel do terapeuta holístico trabalhar, dia a dia, pelo seu próprio desenvolvimento espiritual, a fim de ser capaz de tal sentimento e realmente se importar pela recuperação de seus clientes, mesmo que sejam completos desconhecidos, à maneira dos antigos Terapeutas de Alexandria . O modo como irá se desenvolver espiritualmente é, entretanto, assunto de cada terapeuta.
Terapias holísticas e o cuidado com o corpo físico e a saúde mental
O fato de uma pessoa se submeter a um tratamento energético não deve deixá-lo preguiçoso no que diz respeito aos cuidados com seu corpo físico. É papel do terapeuta holístico conscientizar seus clientes disto. Deve incentivá-los a alimentar-se corretamente e praticar exercícios físicos regulares. Pode também ensiná-los técnicas simples de respiração profunda e relaxamento, a serem praticados quotidianamente, em casa.
Mas seus conselhos não devem sair do âmbito do puro bom-senso. Quer dizer, não deve entrar em pormenores que apenas um médico, nutricionista, fisioterapeuta ou outro profissional da saúde pode entrar.
O terapeuta holístico também deve orientar o seu cliente a praticar a higiene mental, ensinando práticas simples de meditação, afirmações, concentração, visualização, oração (no caso do cliente ser religioso) etc. Deve ensinar como substituir emoções e pensamentos negativos por emoções e pensamentos positivos.
Terapias holísticas e estudo sério e aprofundado
Muitas das terapias holísticas são relativamente fáceis e rápidas de serem aprendidas. O terapeuta holístico não deve, porém, se iludir de que isto o livre de um estudo sério e aprofundado. Um terapeuta holístico competente tem consciência de que quanto mais conhecimento tiver sobre a(s) terapia(s) que utiliza, melhores serão as suas sessões de harmonização energética. Portanto, investe seu tempo e seu dinheiro em boa bibliografia, cursos de reciclagem, empenha-se em trocar conhecimentos e experiências com outros terapeutas, está atento para novas técnicas que surgem e novas pesquisas científicas a respeito das terapias holísticas. Enfim, como todo bom profissional de qualquer outra área de atuação, está em constante atualização e aperfeiçoamento.
O terapeuta holístico deve estudar não apenas a(s) terapia(s) de sua especialidade, mas também ter um conhecimento mínimo sobre o funcionamento do corpo humano e suas patologias, bem como um conhecimento mínimo de psicologia e do ser humano. Deve também ter uma boa cultura geral. Tudo isto o auxilia a ser um profissional competente, a ganhar respeito e confiança de seus clientes e a ser capaz de defender sua prática profissional do ataque de céticos ou pessoas agindo de má-fé.
Todo amadorismo nas terapias holísticas deve ser combatido pelos próprios terapeutas holísticos. E a melhor forma de combatê-lo é investir do seu próprio conhecimento e compartilhá-lo com outros terapeutas.
A principal função do terapeuta holístico
Para finalizar este artigo, é preciso dizer a principal atribuição do terapeuta holístico, a mais importante entre todas as outras: acima de qualquer outra coisa, é papel do terapeuta holístico aplicar tudo o que foi dito acima na sua própria vida. Pois o terapeuta holístico está ciente de que apenas pode compreender o processo de harmonização quem passa por ele. Conseqüentemente, que apenas quem curou a si mesmo pode servir de facilitador da cura dos seus semelhantes.

Por: Gabriel Mallet Meissner (São Paulo. Março-Outubro/2004).
Fonte: http://paginas.terra.com.br/saude/shanta/terapeuta.html

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

HIPNOSE CONDICIONATIVA

Esta é uma terapia eficiente na resolução das questões psíquicas de cada indivíduo, sem a necessidade de “investigar” a vida da pessoa, o seu passado, e que chega às causas dos problemas (registros mentais negativos), sem resgatar traumas, nem revivenciar os abalos emocionais, abreviando os tratamentos.

Estudiosos atualmente implementaram um meio para chegar às causas, indo até os registros mentais negativos, conseguindo "bloqueá-los" na mente e desta forma resolver problemas comportamentais e diversos transtornos emocionais, chegando diretamente à causa ou fazendo uma espécie de rastreamento na mente, (consciente e inconsciente,) indo da vida intra-uterina até o momento presente, num curto espaço de tempo.
Técnicas de hipnose atuais, que se espalham pelo mundo, descobertas por terapautas estão revolucionando a vida de pessoas pois eles encontraram uma brilhante forma de proporcionar ao ser humano, equilíbrio emocional, motivação, elevação da auto-estima (fundamental em qualquer tipo de tratamento e patologia, tanto de ordem física como psicológica, elementos indispensáveis para que o organismo humano funcione adequadamente, inclusive no campo imunológico), projetando a verdadeira “saúde”, onde nenhum componente químico pode entrar – “na mente humana”.
Esta é uma solução inovadora, que substitui várias técnicas de regressão, a aplicação de metáforas e outros incontáveis métodos adaptados pela psicologia.
Suas indicações terapêuticas:

Tensão; timidez; cansaço; auto estima; força de vontade; ansiedade; estresse; neurose; depressão; insônia; esgotamento físico e mental, desajustes de comportamento; inibição; roer unhas; dependências do álcool, fumo, drogas em geral; problemas de concentração e memória especialmente durante provas e vestibulares; dificuldades para fazer exames de trânsito; gagueira; tiques nervosos; traumas; fobias; medos; obesidade; angústia; compulsividade; descontrole emocional; tristeza; dificuldade de falar em público, diante de banca examinadora ou em defesa de teses; baixo rendimento escolar, emagrecimento; tensão pré-menstrual; síndrome do pânico; no reforço para o efeito de medicamentos; desvios comportamentais; distúrbios sexuais, do sono da idade e da oratória; preparação de pacientes pré cirurgia; controle da dor; problemas psicossomáticos em geral, entre outras aplicações.

Hipnoterapia

Na Hipnoterapia o emprego da imaginação é muitas vezes usado no “aprofundamento”, após relaxamento e indução da hipnose e no retorno do transe hipnótico. As sugestões são mais eficazes quando se emprega a imaginação:
Exemplos:


· Técnica da escada – o indivíduo se imagina descendo uma escada, e a cada degrau que desce, mais se aprofunda no transe. Para sair do transe, se imagina subindo os degraus.


· Técnica do mergulho – o sujeito se imagina mergulhando no mar, cada vez mais fundo, enquanto se aprofunda cada vez mais no transe. Para sair do transe se imagina subindo para a superfície.


A imaginação também é usada na hipnoterapia para a eliminação de problemas, hábitos ou transtornos não desejados.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

ALGUMAS TIRAGENS FEITAS ATRAVÉS DO TARÔ

Colocarei aqui, algumas formas de se tirar as cartas e fazer a leitura de acordo com o tipo de questão posta pelo consulente algumas delas utilizo em minhas consultas:

Tiragem por três



Nesse modelo de leitura, retiramos três lâminas do maço e as colocamos em linha ou na forma de um triângulo com o vértice para cima, como está indicado no esquema ao lado.
A leitura poderá se desenvolver como numa frase com:
1) sujeito, 2) verbo e 3) complemento.

Exemplos de variações possíveis:

1. o positivo; 2. negativo; 3. a síntese.
1. a causa; 2. o desenvolvimento; 3. os efeitos ou as conseqüências.
1. uma alternativa; 2. a outra; 3. a avaliação final.
1. a meta, a intenção; 2. os meios para alcançá-la; 3. as conseqüências.
1. eu, 2. o outro, 3. as perspectivas.
o que o consulente poderá esperar se:
1. for em frente, 2. recuar. A terceira carta poderá indicar um conselho ou um terceiro caminho.

Tiragem em Cruz

Na Tiragem em Cruz contamos com um maior número de ângulos para examinar uma questão. Retiramos do maço cinco lâminas, que são colocadas de face para baixo, na seqüência de posições indicadas no quadro ao lado.
Há também quem costuma, para conhecer a quinta carta, adicionar os números das quatro já sorteadas. Neste caso:
(a) se o resultado for menor que 22, tiramos do maço a lâmina que tem esse número e a colocamos no centro da cruz;
(b) se o resultado for igual a 22, colocamos o Louco. (Ele, porém, quando se encontra entre as quatro primeiras cartas já sorteadas, é contado com valor zero na adição para se achar a quinta lâmina; é o "Arcano Sem Número");

(c) se o resultado for maior que 22, somamos os dois algarismos e esse novo resultado, denominado redução, será o número da quinta lâmina (por exemplo, se o valor total das quatro cartas sorteadas for 37, somamos 3 + 7 = 10, isto é, a quinta carta será a Roda da Fortuna);
(d) se a quinta lâmina já tiver saído na tiragem, imaginamos que ela se encontra duplicada no centro.
Variações para o significado de cada carta:
1. a pessoa, 2. o momento, 3. os prognósticos, 4. os desafios a superar, 5. o conselho para lidar com a situação;
1. o fato, 2. o que ele causa, 3. onde e quando ocorre, 4. como ocorre, 5. porque ocorre;
1. o consulente, 2. o outro, 3. o que os aproxima, 4. o que os separa, 5. a tendência para o futuro ou a estratégia a seguir;
1. o aspecto interno da questão, 2. o aspecto externo, 3. o que é superior ou favorável, 4. o que é inferior ou desfavorável, 5. a síntese ou resposta.
Tiragem Péladan

Joséphin Péladan (1858-1918), escritor e ocultista francês, divulgou uma técnica de tiragem bastante valorizada. Trata-se de um esquema simples e útil, idêntico à tiragem em cruz.
A quinta carta é obtida pela soma do valor das quatro primeiras retiradas do maço. Se o resultado ultrapassar 22, será feita a redução numerológica (teosófica). Veja os detalhes dessa operação na "Tiragem em cruz", logo acima.

São atribuídas as seguintes funções às cartas:
1. O que é favorável, vantajoso. O aspecto afirmativo. Os prós.
2. O que é desfavorável, contrário. Obstáculos e dificuldades. O aspecto negativo. Os contras.
3. Ação, influência. Próximos acontecimentos. O caminho.
4. Resultado. Conseqüências. Solução.
5. Síntese. O sentido de conjunto das cartas.

Oswald Wirth, em seu Tarot des imagiers du Moyen Age, assim descreve o método indicado por Joséphin Péladan, que ele recebeu por intermédio de Stanilas de Guaita:
1. O primeiro arcano tirado é visto como afirmativo, que fala a favor de uma causa e indica de uma maneira geral o que está a favor.
2. Em oposição, o segundo arcano é negativo e representa o que está contra.
3. O terceiro arcano retirado representa o juiz que discute a causa e determina a sentença.
4. A sentença é enunciada no arcano retirado em último lugar
5. O quinto arcano esclarece o oráculo que ele sintetisa, pois depende dos quatro arcanos retirados. Cada um destes traz o número que marca sua posição na série do Tarot. (O Louco, não numerado, é contado como 22). Basta adicionar esses números inscritos para obter, seja diretamente, seja por redução teosófica, o número do quinto arcano (22 designa o Louco, 4 o Imperador, 12 o Pendurado, etc.)

Tiragem Kairallah


É a tiragem que o organizador deste site costuma utilizar em suas consultas, na complementação da análise do mapa natal e trânsitos astrológicos. O modelo pode ser aplicado às sucessivas questões que o cliente colocar.
A primeira tiragem, é feita para traduzir os seguintes aspectos gerais:
1. o consulente; como ele se encontra;
2. o seu momento de vida; suas condições atuais;
3. prognósticos, o rumo que sua vida tende a tomar;
4. qual a melhor conduta diante da situação definida pelas cartas anteriores. Conforme a tiragem, a carta pode ser definida como o conselho estratégico para lidar com o assunto em exame.
5. o cenário geral que envolve a questão e inclui as demais cartas. Trata-se da carta de corte que, na verdade, é a primeira desvirada após o sorteio, junto com o maço de cartas que restou.
O mesmo esquema pode ser utilizado para as questões que o consulente quer ver retratadas pelo Tarô. As funções atribuídas as cartas 1, 2 e 3 são então adaptadas para cada assunto. As duas outras cartas mantêm o padrão: 4 – indica o conselho, o caminho oportuno para ser seguido pelo cliente; 5 - (a carta de corte), delinea o cenário inclusivo, as forças que circunscrevem o assunto.
Exemplos de variações para as cartas de 1 a 3:
1. o consulente; 2. o outro; 3. previsões.
1. os pontos fortes ou positivos; 2. os pontos fracos ou negativos; 3. tendências.
1. o consulente; 2. a situação específica (relacionamento, trabalho, projeto, etc); 3. o que esperar.

Lição da Torre - por Teca Mendonça

Trata-se uma tiragem para examinar e trabalhar situações de rupturas e quebras de expectativas.
As funções que a taróloga Teca Mendonça atribui às cartas, deixa claro o propósito desse modelo. São assinalados diferentes passos para entender compreender o fato em si, seus sentido espiritual e superior, o motivo da crise e, finalmente, o trabalho a ser feito.
Funções de cada carta:
1. a porta de acesso;
2. a luz da consciência;
3. a luz da razão; as cartas 2 e 3 constituem a Morada do Espírito;
4. o plano superior;
5. o que foi destruído, o que era excessivo;
6. o que precisa ser reconstruído na ação;
7. o que precisa ser rescontruído na personalidade.

FONTE:
http://www.clubedotaro.com.br/site/p52_2_simples.asp