sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Quiromancia ou Quirologia???



Uma vez me perguntaram, qual a diferença entre quiromancia e quirologia, no inicio essa pergunta me pareceu estranha, parecia a célebre pergunta.
Quem veio primeiro o ovo ou a galinha?", mas... Nas referências históricas a quiromancia veio primeiro e a quirologia surgiu posteriormente para complementar esse conhecimento que originalmente era exclusivo dos iniciados que compreendiam as assinaturas cósmicas.Muitos vão encontrar nos dicionários a expressão "mancia e logia.
Parece óbvio que uma se refere ao ato de traduzir o invisível usando um método indutivo e o outro ao ato de descrever a realidade usando um método dedutivo. Podemos aqui perceber um esforço em estratificar e distinguir, mas não integrar e complementar um método ao outro.
[Photo]Na quirologia os seus pesquisadores muitas vezes repudiaram suas percepções intuitivas atendo-se apenas no método racional e cientifico, não que esse radicalismo possa ter prejudicado em absoluto essa matéria, pelo contrario muitos puderam constatar que referências assinaladas no passado precisavam de ajustes conceituais.
Mas a exclusividade desse método também limita a formação de uma abordagem holística que integre a intuição à razão.A exclusividade do método intuitivo também é comparada ao acesso do vidente às esferas celestiais e quando começa a descrever suas observações se comunica através de uma linguagem similar a dos anjos, tão incompreensível que muitas vezes o consulente sai mais confuso do que quando entrou. Porque isso ocorre?



Pelo que pude constatar ao longo de minhas pesquisas, a intuição nos passa uma certeza de algum acontecimento, mas os detalhes que podem alterar os desfecho ficam eclipsados pelo determinismo da certeza e por tanto da destinação imutável, contudo sabemos que a mutabilidade do destino é possível, até mesmo na hora mais fatídica que é a morte.A esse exemplo podemos observar o tamanho da linha da vida.
Uma consultante apresentava distinção de tamanho dessas linhas, entre a mão direita e a esquerda. A de menor tamanho encontrava-se na mão direita (a mão que revela os aspectos objetivos de sua manifestação) enquanto a linha da mão esquerda era maior e quase contornava o polegar (a mão esquerda revela os aspectos subjetivos de nossa manifestação).
Pelo método puramente racional afirma-se que a motivação vital termina ali, mas pela lógica não se pode afirmar que a vida termine nesse momento.Já pelo método puramente intuitivo afirma que a possibilidade de se empreender uma passagem desta vida para uma melhor é possível.Mas quando encontramos um consultor que pode desenvolver a integração do método, este afirma que a motivação da vida expresso pela mão direita termina em tal data, mas que os conteúdos expressos pela mão esquerda lhe facultam a possibilidade de vir a prolongar sua motivação existencial se o mesmo permitir que as informações de sua mão esquerda possam ser compreendidas e integradas a sua vida objetiva.
O fato pôde ser comprovado pelo portador da linha, quando durante a aproximação do evento este começou a apresentar perda de vitalidade e desmotivação, mas algo o fez renascer das cinzas e dar continuidade a sua existência, que no caso foram métodos terapêuticos. O seu primeiro paradigma a ser enfrentado, foi à constatação do evento, o segundo foi a aceitação de que possuía conteúdos ainda não manifestos em sua vida e que poderia permitir-se experimentar, o terceiro foi o deixar fluir os processos evolutivos e, o quarto e o mais difícil, acreditar que tudo isso seria possível.

Ao final dessa batalha pela vida, pôde verificar que se nada fosse feito o destino imutável seria concretizado.Hoje um bom quiromante estuda tanto a quiromancia como a quirologia para que possa integrar melhor essa área do conhecimento, mas não é tarefa fácil ensinar uma pessoa a desenvolver a sua intuição, muitos podem até afirmar tratar-se de um dom, ser intuitivo, mas a prática mostra que todos nós possuímos os mesmos talentos caberá a cada um dar o melhor uso a eles.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

FILOSOFIA ESOTÉRICA - um pequeno resumo...


Filosofia Esotérica
Um pequeno resumo...
O termo espiritual normalmente associado com alguma forma de religião ou prática religiosa, na realidade tem uma conotação mais ampla, significa: "Toda atividade que impulsiona o ser humano à alguma forma de desenvolvimento físico, emocional, intuitivo, social - se for em sentido mais avançado que seu estado atual - é em essência de natureza espiritual". Segundo esta definição, cada palavra, pensamento e ação é potencialmente espiritual e capaz de melhorar a condição humana.
Desde os tempos mais antigos, um conjunto de ensinamentos espirituais conhecido como Sabedoria Eterna ou a "filosofia esotérica" foi transmitida de geração a geração, normalmente de forma oral, de instrutor a aluno. Esta sabedoria foi a "fonte" para as artes e ciências de incontáveis civilizações. É também o embasamento comum de todas as religiões do mundo.
Em tempos de grandes crises, este ensino se faz tornar conhecido de forma mais ampla e aberta. Nos últimos 100 anos, o ensino da Sabedoria Eterna foi-nos revelado através de pessoas como Helena Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, e mais tarde por Alice B.Bailey e Helena Roerich. Em 1948, o
iminente reaparecimento de Cristo foi revelado no livro de Bailey, A Reaparição do Cristo.

Universo Energético
Cada vez mais, o conceito de que tudo é energia, vibrando em alguma freqüência, está sendo aceito em escala cada vez maior, mudando o conceito da vida de muitas pessoas. Os cientistas podem agora demonstrar que a energia e a matéria, nada mais são, senão, estados diferentes de uma mesma realidade.
Sintetizando filosofias do Oriente e Ocidente, o esoterismo é a ciência do processo evolutivo no homem e na natureza - do ponto de vista energético e de consciência. Apresenta uma descrição sistemática e exaustiva da estrutura energética do universo e do papel do homem nele. É também a arte de compreender e trabalhar com estas energias que emanam das fontes mais elevadas.
O esoterismo postula que Deus é a soma total de todas as leis e todas as energias governadas por estas leis e que compõem todo o universo manifesto e não manifesto - tudo o que vemos e tudo o que não podemos ver. O homem por isto é uma Centelha Divina, um espírito expressando a si mesmo através de sua Alma e de uma personalidade, composta de um corpo mental, emocional e físico. Cada um de nos é, na sua essência, divino, mas a maioria dos homens reconhece ou demonstra esta divindade somente de forma limitada.

A lei do renascimento

O processo pelo qual gradualmente manifestamos esta divindade é o renascimento (reencarnação). Como crianças que entram no sistema educacional pré-escolar, começamos num nível muito b
ásico de expressão humana, sem compreender nossa verdadeira herança espiritual. Através da experiência de incontáveis vidas - vividas em muitos países, tradições culturais e religiosas diferentes, em corpos masculino e femininos - aprendemos muitas lições, através de êxitos e fracassos, e continuamos em nossa viagem evolutiva de volta a nossa Origem, levando os êxitos de cada vida para a seguinte.
O 'método' usado neste sistema educacional é a Lei da Causa e Efeito (ou em termos orientais, o karma) que a Bíblia descreve: "Colherás o que plantares". Em termos de física moderna, a Lei da Causa e Efe
ito pode ser resumida como: " Por cada ação há uma reação igual e contrária". Cada pensamento e ação produz uma causa que inevitavelmente conduz a certos efeitos - para o bem ou mal. Compreendendo e trabalhando dentro desta lei impessoal de Causa e Efeito, aprendemos a realizar melhores escolhas e gradualmente tomamos controle de nosso destino.As etapas deste progressivo auto-mestrado estão marcadas por grandes expansões de consciência conhecidas por Iniciações, que produzem uma visão e conhecimento cada vez mais profundo e inclusivos da verdadeiras natureza da realidade. A vida de Jesus representou simbolicamente estas iniciações em seu nascimento, batismo, transfiguração, crucificação e ressurreição.
O indivíduo que atinge a quinta iniciação (a ressurreição) é chamado de Mestre, significando que passou por todas as experiências que a vida oferece neste mundo e, no processo , adquiriu a total maestria sobre Si mesmo. Como tal, já não necessita encarnar, mas pode regressar voluntariamente num ato de serviço à humanidade e ao Plano de Deus.
Hierarquia Espiritual
Os Mestres, que juntos formam a Hierarquia Espiritual, tem a custódia do Plano Divino para este Planeta. Eles tem inspirado grandes êxitos humanos ao longo da história, trabalhando por trás dos bastidores através de seus discípulos em todos os campos do esforço humano. Os mestres guiam e ensinam, mas é a própria humanidade, respondendo com seu livre arbítrio aos estímulos Deles, que criam cada nova civilização.
Ao longo da história, quando a humanidade alcança um ponto importante de crise, a Hierarquia Espiritual envia um Instrutor para mostrar um caminho. Existiram muitos destes mensageiros espirituais: Krishna, Buda, Cristo que são apenas alguns exemplos. Agora nesta época crítica, os Mestres estão voltando ao mundo exterior pela primeira vez desde incontáveis milênios, junto com o Mestre de Todos os Mestres, Aquele que é o guia da Hierarquia Espiritual, Maitreya. A resposta da humanidade a este extraordinário estimulo criará, em seu momento, a nova e futura civilização.
Quem é o Cristo ?
Na tradição esotérica, a palavra Cristo não é o nome de um indivíduo, mas um cargo ou função dentro da Hierarquia Espiritual dos Mestres. Atualmente este cargo, é ocupado por Maitreya, que tem sido o Cristo nos últimos 2600 anos e ainda seguirá neste cargo durante toda a Era de Aquários, que se estenderá por mais uns 2000 anos.
Maitreya é o Irmão Mais Velho da família humana, tendo aperfeiçoado e manifestado dentro de Si a divindade que é latente em cada um de nós. Ele vem hoje nos revelar um novo aspecto de Deus e a guiar a humanidade através da nova fase de sua viagem espiritual.
Na Palestina há uns 2000 anos, Maitreya trabalhou através de seu discípulo Jesus. Desde o momento do batismo de Jesus no rio Jordão até sua crucificação, a consciência de Maitreya O incorporou. Este é o processo usado às vezes entre os Mestres e seus discípulos como um meio para apresentar um novo ensinamento à humanidade. Com o pleno consentimento e cooperação de Jesus, Maitreya pode assim liberar no mundo a grande força espiritual que chamamos amor. Jesus, que agora é um Mestre, desempenhou um papel importante preparando o caminho para o regresso de Maitreya e será um dos primeiros Mestres a ser apresentado ao mundo depois do Dia da Declaração.
O Anti-Cristo

Conforme a Sabedoria Eterna, o anticristo não é um indivíduo que vive num certo momento do tempo, mas uma energia liberada antes da chegada do Cristo. Vem a preparar o caminho para as forças construtivas do Cristo destruindo as antigas formas cristalizadas que obstruem o novo crescimento da sociedade. Sendo o anti-Cristo uma energia, esta se manifesta através de indivíduos e assim tem feito em diferentes momentos ao longo da história, mais notavelmente através do Imperador Nero nos tempos romanos, e mais recentemente através de Hitler e alguns de seus mais próximos colaboradores. Com a derrota das forças do Eixo (AXIS) durante a IIª guerra mundial, o trabalho da energia do Anti-Cristo terminou para esta era e não voltará a se manifestar até pelo menos em uns 3000 anos.
(Ensinamentos do Mestre Djwhal Khul através de Alice A. Bailey)

sábado, 2 de fevereiro de 2008

ALTA MAGIA

A Magia é a ciência dos segredos da Natureza. Para que ela funcione apropriadamente, um Bruxo deve trabalhar sempre em perfeita harmonia com as Leis da Natureza e da psique. Magia é a ciência e a Arte. Ao contrário do que as pessoas pensam, Magia não é fazer Rituais que interfiram na vida das pessoas, mas sim trabalhar com as energias da Natureza, do Universo e do próprio homem. Com o equilíbrio dessas energias vivemos em harmonia com a vida. A Magia é mais antiga que o Cristianismo, sendo a principal filosofia de diversas civilizações antigas.
Na Magia existem vários tipos de Sistemas e Níveis diferentes. Sendo assim, o estudo da magia exige uma grande dedicação para ter-se um bom conhecimento. A Alta Magia é muito confundida com a Teurgia, mas a Alta Magia trata da Magia Utilizável e a Teurgia trata da Magia Existente. A religião, em suas manifestações exteriores, não seria outra coisa além da Alta Magia Cerimonial. Por isso muitas pessoas comparam a religião e a Alta Magia. Dentre as mais difundidas, a Alta Magia repousa sobre o princípio de que, na natureza, há forças ocultas que são denominadas fluidos. Esses fluidos são de três naturezas:
  • Magnética e puramente terrestre;
  • Vital e principalmente humana;
  • Essencial e geralmente cósmica.
As energias consideradas pela Alta Magia podem ser utilizadas sob quatro formas:
A - Microcosmo:
1º - O homem atuando sobre si mesmo.
2º - O homem atuando sobre o seu mundo exterior.
(Se referem aos fluidos de que o homem pode dispor)
B - Macrocosmo:
3º - Os fluidos atuando no astro (a Terra).
4º - Os fluidos atuando fora do astro (no sistema solar).
(Se referem aos fluidos espalhados na natureza)
Cada uma das quatro formas podem funcionar de duas maneiras:
  • Magia Pessoal: Quando o fenômeno se opera sem o auxílio de qualquer rito exterior.
  • Magia Cerimonial: É o contrário da Magia Pessoal.
Classificações da Magia
- A Teurgia, ou Magia Iniciática - é muito secreta e desconhecida por exigir do operador aptidões excepcionais;
- A Alta Magia, ou Magia Usual - exige um desenvolvimento intelectual juntamente com o desenvolvimento psíquico cuja utilidade se impõe;
- A Feitiçaria, que a maioria dos buscadores toma pela Magia única ou original - emprega meios tradicionalmente transmitidos.
Ao contrário do que se poderia imaginar, as operações que não exigem dons excepcionais são aquelas classificadas entre as mais elevadas em Alta Magia. As operações que exigem do operador aqueles dons excepcionais encaixam-se mais particularmente no quadro da Magia Comum, do qual faz parte a Magia Pessoal.
A operação mágica consiste no emprego de uma forma de energia cósmica, com a finalidade de obter-se um resultado, sobre um ponto preciso. Assim, ela implica um operador. Tal operador pode não ser uma pessoa física, mas uma pessoa moral e pode ser também uma personificação. Daí originou-se a Primeira Regra: "Nenhuma operação mágica pode ser efetuada sem a intervenção de uma Inteligência". Esta inteligência aplica-se tanto a um ser humano ou uma coletividade humana, como a uma personificação de energias ou a uma coletividade fluídica.
O Mago e algumas considerações
Atualmente o termo mago é usado para aqueles que passaram pelas operações mágico-ritualísticas, de forma prática, então cognominados magistas. O mago já não precisa de ponto de referência, ele usa sua vontade para agir e dirigir no mundo da Lua Astral. O magista, ainda em processo iniciático de desenvolvimento, requer a ajuda e o treinamento de rituais mágicos com pontos de referências.
Use a Magia de maneira sábia, cautelosa e somente de maneira positiva. A Magia é algo muito sério e nunca deverá ser abusada ou tratada como um jogo de salão ou brincadeira. Nunca utilize qualquer forma de Magia para manipular a vontade e/ou as emoções de outra pessoa.
Como o carma retorna por três vezes para todas as pessoas pelos seus atos nesta vida, seria atitude de autodestruição para qualquer Bruxo ou Mago utilizar a Magia Negra para causar danos a alguém. Quando estiver lançando um encantamento, concentre-se sempre profundamente e coloque claramente em sua mente aquilo que você precisa ou deseja.
"Magia é a Ciência Natural desconhecida"
(Karl du Prel)

OCULTISMO


A capacidade humana de questionar-se é uma de suas maiores virtudes ao longo da história. O simples ato de buscar o auto-conhecimento, compreender a própria origem e um significado supremo da existência na Terra, conduziu o destino de civilizações, desenvolveu conceitos que se estenderam por vários séculos e gerou um infinito e crescente ciclo ideológico. 

A espiritualidade é o combustível desta incessante busca. É quem santi- fica o homem e consagra a terra. É quem desenvolve o conhecimento e o direciona ao próprio benefício. É neste momento que nasce o conceito de um deus responsável pela criação do universo, de forças e seres superiores que conduzem a existência humana. A fé, oriunda no espírito humano, e o dogma, são as principais colunas que sustentam as religiões e doutrinas espalhadas ao longo do globo terrestre.
Se toda religião é formada basicamente de fé e misticismo, podemos compreender que religião e ocultismo estão interconectados. Dessa forma, concluímos que ocultismo é o conhecimento secreto das religiões, que pode ser acessível apenas aos membros mais elevados na hierarquia de determinadas ordens.
Na sociedade contemporânea, ocultismo também designa temas sobrena- turais, e até certo ponto, supersticiosos, que não tenham um caráter religioso formal, mas que estejam relacionados às filosofias e doutrinas. A religião e o ocultismo também são responsáveis por criar grupos sociais que podem estar associados a manifestações culturais e políticas, por exemplo.
Não existem bases confiáveis para se estabelecer um ponto de partida comum das crenças. Mas pode ser na cultura dos babilônios e egípcios do período pré-cristão, que está a raiz do ocultismo ocidental. Os deuses e religiões desta época se desenvolveram ao longo das eras, sofreram transformações agregando em si diversos elementos de outras culturas, emergindo novos conceitos e ressurgindo velhas crenças.

Ao longo dos tempos, a humanidade divinizou alguns de seus filhos, que se tornaram profetas e imortais no coração e na crença de tantos outros. O homem sagrou terras, erigiu templos e monumentos, louvou a vida e entoou cânticos em nome de suas divindades e da própria fé. Mas a fé combinada com a vaidade e a ganância promoveu guerras, escravizou, segregou e retardou a evolução do espírito.

Na Cultura Obscura não há apologia à nenhuma crença ou religião. Porém, há, após tantas divagações e suposições, a certeza de que a consciência coletiva caminha em busca do conhecimento e da elevação espiritual, utilizando-se da capacidade de crer e ao mesmo tempo questionar, intrínsecas à alma humana.

SIMBOLOGIA MAÇONICA

Estrela de cinco pontas: sendo a Estrela do Oriente ou a Estrela Iniciação, é a que simbolizou o nascimento de Jesus. É o símbolo do Homem Perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho; o homem em seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual. Totalmente realizado e uno com o Grande Arquiteto do Universo. É o homem de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou as paixões e emoções. Na Maçonaria e nos seus Templos, a abóbada celeste está adornada de estrelas. A Estrela é o emblema do gênio Flamejante que levam às grandes coisas com a sua influência. É o emblema da paz, do bom acolhimento e da amizade fraternal.
Acácia: a planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreiçãora uma vida futura.
Avental: símbolo do trabalho maçônico. Tem a forma de um retângulo, encimado por um triângulo; nos dois primeiros graus são simples, sem enfeites ou adornos, e de tecido branco. Os aventais dos demais graus, tem cor e desenhos variados, conforme os graus que representa e conforme o rito adotado. O fundo porém é sempre branco.
Colunas: símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do ativo e do passivo. Simboliza também a força, a sustentação.
Compasso: símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas. No Grau de Aprendiz, ele está embaixo do esquadro, indicando que existe, por enquanto, a predominância da matéria sobre o espírito. A abertura indica o nível do conhecimento humano, sendo esta limitada ao máximo de 90º, isto é ¼ do conhecimento.
O nº 9: é o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra. O homem novenário que pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstrato com o concreto. O número nove, no simbolismo maçônico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualística. O número 9, é o número dos Iniciados e dos Profetas.
Delta: também chamado de Triângulo Fulgurante, representa na Maçonaria o Supremo Criador de todas as coisas, cujo olho luminoso é o Olho da Sabedoria e da Providência, que observa tudo que vê e provê. Ele simboliza também, os atributos da Divindade: Onipresença, Onividência e Onisciência, que o verdadeiro maçom tem como lembrete divino de sua suprema relevância para sua vida.
Esquadro: resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do Homem sobre a matéria e da ação do Homem sobre si mesmo. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos. Emite a idéia inflexível da imparcialidade e precisão de caráter. Simboliza a moralidade.
Malhete: pequeno martelo; emblema da vontade ativa, do trabalho e da força material; instrumento de direção, poder e autoridade. Um aspecto fundamental na utilização deste instrumento é o do discernimento e lógica que devem conduzir a vontade. Utilizando ao caso, com força apenas, ele passará a ser um instrumento de destruição, incompatível com a Maçonaria.
Pavimento em mosaico: chão em xadrez de quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos os templos; símbolo da diversidade do globo e das raças, unidas pela Maçonaria; símbolo também da oposição dos contrários, bem e mal, espírito e corpo, luz e trevas.
Pedra bruta: símbolo das imperfeições do espírito que o maçom deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçom em geral. As arestas desta Pedra Bruta, cabe ao aprendiz desbastar, disciplinando, educando, instruindo sua personalidade, objetivando vencer suas paixões e subordinar sua vontade à prática do bem.
A letra G: é a sétima letra do nosso alfabeto e que sabiamente, os Maçons apresentam grandes questionamentos, e que através de estudos, apresentamos um resumo dos diversos significados:
Gravitação - É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria;
Geometria ou a Quinta Ciência - É fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada;
Geração - É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas;
Gênio - É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor;
Gnose - É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso;
Glória - a Deus;
Grandeza - O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação;
Gomel - Uma palavra hebraica, entende-se os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes.
Concluiremos, sintetizando que, a letra G é, realmente, o grande segredo maçônico, segredo tão secreto e misterioso, que nem mesmo os mais cultos e sábios Maçons conseguem decifrá-lo.
Templo: símbolo da construção maçônica por excelência, da paz profunda para que tendem todos os maçons.
Três pontos; triângulo: símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade.
Obs: Há muitos outros símbolos na Maçonaria. Apresentamos aqui, somente os mais difundidos e conhecidos.
Extraído de:
Adaptado por Spectrum

OUROBOROS

O Ouroboros é a representação gráfica de uma serpente ou um dragão, em forma circular, engolindo a própria cauda. Este símbolo é encontrado na antiga literatura esotérica (alguma vezes, associado à frase Hen to panO Todo ou O um) e em diversas tradições ocultistas e escolas iniciáticas em forma de amuleto.
A origem etimológica do termo Ouroboros está, supostamente, na linguagem copta e no idioma hebreu, na qual ouro, em copta, significa Rei, e ob em hebreu, significa serpente. Mas, precisar sua origem e significado primitivo, torna-se uma tarefa praticamente impossível. Mesmo que de certa forma estejam interligados mas, paralelamente, trazem interpretações distintas.
Os primeiros registros deste arquétipo foram encontrados entre os egípcios, chineses e povos do norte europeu (associado a serpente folclórica Jörmungandr) há mais de 3000 anos. Na civilização egípcia, é uma representação da ressurreição da divindade egípcia , sob a forma do Sol. Também é encontrado entre os fenícios e gregos.

Símbolos & Signos
Entre tantos símbolos relacionados, o Ouroboros é um dos que apresenta maior hipótese de significados. Isto porque há outras representações iconográficas contidas e associadas ao próprio Ouroboros.
A serpente, que nos textos canônicos está associada às aspectos maléficos, como no livro Êxodo 3:13, (Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A Serpente enganou-me, e eu comi.), na maior parte das culturas pré-cristãs, é um símbolo de sabedoria. Partindo do princípio que o Ouroboros é um símbolo pré-cristão, pode-se supor que este conceito de sabedoria é predominante.
Mas, pode-se também interpretar que o ato de engolir a si mesma, é uma interrupção do ciclo humano em uma busca evolutiva do espírito noutros planos. Por outro lado, pode significar a auto-destruição através do ato de consumir a própria carne e até mesmo a auto-fecundação. Ainda, o fato de encontrar-se na forma circular é um arquétipo representativo de movimentos ininterruptos e pode representar também o Universo. Além da interpretação de que a serpente atua nas esferas inferiores (Inferno), enquanto o círculo representa o Reino Divino. Em outras situações, o animal tem duas cores distintas. Neste caso, provavelmente, uma referência a Yin e Yang, ou pólos masculino e feminino, dia e noite, bem e mal, e outros paradoxos da natureza.
Sob uma perspectiva alquímica, o Ouroboros é representado na figura de dois animais míticos engolindo um a cauda do outro; não sendo, neste caso, necessariamente, uma serpente. Segundo o Uractes Chymisches Werk (Leipzig – 1760), "alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem". Esta descrição alquímica é uma alusão ao processo de separação do material em dois elementos distintos.
Porém, de uma forma mais ampla, o Ouroboros é uma representação dos ciclos reencarnatórios da alma humana. Ainda, segundo o Dictionnaire des Symboles, simboliza o "ciclo da evolução fechado sobre si mesmo. O símbolo contém as idéias de movimento, continuidade, autofecundação e, em conseqüência, o eterno retorno". Na obra Magic Symbols de Frederick Goodman é citado "serpente... [seja] o símbolo da sabedoria dos verdadeiros filósofos" e "O Tempo, do qual apenas a sabedoria brota".
Atualmente, o Ouroboros é comumente encontrado em amuletos esotéricos, na simbologia maçônica e na teosofia. Porém, também está presente no selo dos Estados Unidos da América, posicionado acima da águia bicéfala. Ainda, é muito comum encontrá-lo em monumentos funerários, fazendo alusão, mais uma vez, aos ciclos da vida.

TETRAGRAMMATON

O Tetragrama
Para que compreendamos o que significa o Tetragrammaton é necessário, antes de tudo, definir acrônimo. A palavra acrônimo tem origem no grego (akron = extremidade + onymo = nome) e significa o conjunto de letras, pronunciado como uma palavra, formado a partir das letras iniciais (ou de sílabas) de palavras sucessivas que constituem uma denominação. Por exemplo, a sigla NASA (National Aeronautics and Space Administration) é um acrônimo.
Dessa forma, a palavra Tetragrama tem origem no grego (tetra = quatro + gramma = letra) e significa a expressão escrita, constituída de quatro letras ou sinais gráficos, destinada a representar uma palavra, acrônimo, abreviatura, sigla ou a pauta musical de quatro linhas do canto-chão.
Acredita-se que o Tetragrama hebraico designa o nome pessoal do "Deus de Israel", como foi originalmente escrito e encontrado na Torah, o primeiro livro do Pentateuco. Este tetragrama varia como YHWH, JHVH, JHWH e YHVH. Em algumas obras, especialmente no Antigo Testamento escrito em sua maioria em hebraico com partes em aramaico, o Tetragrama surge mais de 6 mil vezes (de forma isolada ou em conjunção com outro nome divino).
O impronunciável nome de Deus
A tradição esotérica dos judeus, a cabala, considera o nome de Deus sagrado e impronunciável. Possivelmente, a origem deste conceito está no terceiro Mandamento: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão". (Êxodo - Capítulo XX - Versículo VII). Assim, um grupo de sábios judeus, conhecidos como Massoretas, incorporou "acentos" que funcionavam como vogais e viabilizavam a pronúncia do tetragrama, resultando na palavra Adonai (Senhor), que passou a ser utilizada para pronunciá-lo. Os nomes Jeová, Iehovah, Javé, Iavé, ou ainda Yahweh, são adaptações para a língua portuguesa da palavra Adonai, e não do tetragrama original.
Porém, há ainda uma crença entre os judeus do início do período cristão, que a própria palavra Torah seria parte do nome divino. Há outra relação interessante encontrada nos nomes originais de Adão e Eva, Yod e Chawah, respectivamente. Uma combinação entre estes dois nomes resulta numa das variações do tetragrama, YHWH, fato que sugere uma relação entre Criador e criatura. Com o decorrer do tempo, foram adotados outros termos para se referir ao Tetragrama: "O Nome", "O Bendito" ou "O Céu".
O místico cristão, Jacob Boehme, utilizando-se de uma cabala gráfica (conhecida como Árvore da Vida), encontrou os 72 Nomes de Deus (publicado em 1652, no livro Oedipus Aegypticus). Sendo que todos são formados por apenas quatro letras, o que caracteriza mais uma vez o tetragrama. Seguindo este raciocínio, encontramos também Tupã (divindade dos índios brasileiros), Yang (em chinês, possui vários significados, entre eles, Deus do bem), Bara (o equivalente à Deus na seita islâmica Beahismo) e Xiva (divindade Hindu).
Tetragrammaton: Símbolo e Amuleto
Se considerarmos que as letras de um alfabeto nada mais são que sinais gráficos, o Tetragrama, em sua representação gráfica, conhecido como Tetragrammaton, é uma complexa combinação de letras do alfabeto hebraico, grego e latino, associados a diversos símbolos conhecidos no ocultismo. Nele encontra-se o pentagrama entrelaçado, símbolos zodiacais, algarismos e formas geométricas, entre outras representações.
No ocultismo, incluindo suas diversas ramificações, o Tetragrammaton desempenha uma função muito importante, sendo usado em rituais e invocações e na forma de talismãs. Os ocultistas interpretam o Tetragrammaton e outros símbolos cabalísticos nele contidos, como poderosos signos mágicos, capazes de potencializarem rituais abrindo as portas da consciência humana.
Acompanhe a descrição de alguns elementos do Tetragrammaton:
Pentagrama
O pentagrama assume diversos significados de acordo com o contexto em que é encontrado. Neste caso, é a base do Tetragrammaton. Assim, podemos interpretá-lo como símbolo do "Homem Realizado". Isto é, uma representação da entidade humana evoluída em todos os estágios espirituais.
Os olhos do Pai - Júpiter
No ângulo superior do Pentagrama, encontramos "Os olhos do Pai" e a representação do planeta Júpiter. Uma alusão aos olhos do Criador, o espírito, o poder que coordena tudo e todos.
Marte
Nos "braços" do Tetragrammaton encontra-se o símbolo astrológico e zodiacal do planeta Marte, representando a Força, ou a Energia pura da criação.
Saturno
Nos ângulos inferiores está a representação astrológica e zodiacal do planeta Saturno. É um dos principais símbolos usados na Magia, representando os mestres que anularam o próprio ego e as falhas inerentes ao ser humano, atingindo assim, a perfeição.
Sol e Lua
Posicionados nas linhas verticais do Pentagrama, próximos ao centro da figura, o Sol e a Lua fazem referência aos pólos femininos e masculinos da criação, contidos em todos os organismos, incluindo o Microcosmos e o Macrocosmos.
Mercúrio e Vênus
Estes símbolos são amplamente encontrados na literatura alquímica e são representações astrológicas e zodiacais destes planetas. Localizados sobrepostos no centro da figura, referem-se à união dos pólos de onde surgirá o Caduceu de Mercúrio.
Caduceu de Mercúrio
O Caduceu de Mercúrio é o símbolo alquímico da transmutação. Associado aos símbolos superiores de Mercúrio e Vênus, refere-se à criatura, ou seja, o resultado da união entre os pólos feminino e masculino, entre as forças lunares e solares, e o ponto de equilíbrio entre eles. Por estar localizado no centro da figura, também pode ser interpretado como a "coluna vertebral", ou, Kundalini, responsável pela união da energia sexual entre as polaridades.
Jehova
Esta inscrição hebraica é um tetragrama pronunciado Jehova (lê-se da direita para a esquerda), sendo mais uma das várias alusões ao "Nome de Deus".
Alfa e Omega
Alfa e Omega são, respectivamente, a primeira e última letra do alfabeto grego. Esta é uma referência ao princípio e fim de todas as coisas. Alfa está abaixo dos "Olhos do Pai". Omega encontra-se invertido, na base do Caduceu de Mercúrio. Isto pode significar o caldeirão utilizado pelos alquimistas, ou ainda, o caldeirão (útero) da Deusa, para alguns ocultistas.
Binário
Localizados fora do pentagrama, os números 1 e 2 são referências à bipolaridade; isto é, uma representação de que todas as coisas possuem dois lados. Seguindo este conceito, podemos também compreendê-los como outra manifestação dos pólos masculino e feminino, início e fim, bem e mal, entre outros.
Logos
Logos é uma palavra grega que significa razão, mas também é interpretada como "fonte de idéias" e "verbo divino". Associado ao Tetragrammaton, os números 1, 2 e 3 representam respectiva-mente o Pai, a Mãe e o Filho. Também pode ser interpretado como a Tríade do Cristianismo (Pai, Filho e Espírito Santo) ou como o triângulo, amplamente encontrado nas tradições esotéricas.
Cálice
O cálice significa o pólo feminino da criação. Na alquimia é utilizado para representar o elemento Água.
Espada Flamejante
A "espada de fogo", dentro do contexto alquímico, representa o próprio elemento fogo. Porém, associado ao Tetragrammaton, assume o papel do pólo masculino e do pênis, símbolo de fertilidade entre as antigas tradições.
Báculo
Báculo é o bastão comumente usado por Magos. Está dividido em sete escalas representando os estágios de evolução. Na alquimia está relacionado ao elemento Terra.
Hexágono do Mago
O hexágono do Mago representa o domínio do espírito sobre a matéria. Na alquimia está relacionado ao elemento Ar.
Não é possível definir apenas uma relação entre os vários símbolos que compõem o Tetragrammaton e tampouco uma finalidade específica desse conjunto. Seus sinais transitam entre correntes tão distantes que a interpretação, em certos casos, chega a ser paradoxal.
Se observarmos estas combinações simbólicas através do ângulo alquímico, teremos um determinado resultado. Porém, se analisado através dos conceitos astrológicos, por exemplo, a conclusão poderá ser totalmente distinta. Assim, a atenção e perspicácia do observador tornam-se fundamentais para decifrar o Tetragrammaton, um dos mais antigos e poderosos símbolos da espiritualidade humana.
Por Spectrum

A CRUZ E SEUS SIMBOLISMOS

Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações. 

É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos.
Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.
É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.
De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.
Cruz simples: Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, mantendo seus quatro "braços" com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega.
Cruz de Santo André: Símbolo da humildade e do sofrimento, recebe esse nome por causa de Santo André, que implorou a seus algozes para não ser crucificado como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma.
Cruz de Santo Antonio (Tau): Recebeu esse nome por reproduzir a letra grega Tau. É considerada por muitos, como a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas muitas representações estão o martelo de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e a representação da haste utilizada por Moisés para levantar a serpente no deserto.
Cruz Cristã: Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão, que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna.
Cruz de Anu: Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da divindade em todas as direções do espaço.
Cruz Ansata: Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo.
Cruz Gamada (Suástica): A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus "braços" movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva. No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo.
Cruz Patriarcal: Outrora conhecida como Cruz de Lorena, possui um "braço" menor que representa a inscrição colocada pelos romanos na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes da igreja cristã antiga.
Cruz de Jerusalém: Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra.
Cruz da Páscoa: Chamada por alguns de Cruz Eslava, possui um "braço" superior representando a inscrição INRI, colocada durante a crucificação de Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação.
Cruz do Calvário: Firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia.
Cruz Rosa-Cruz: Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.
Cruz de Malta: Emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares.
Fonte: "Dictionary of Symbols", J.E. Cirlot - Madrid - 1962