domingo, 16 de dezembro de 2012

Nebulosa de Órion / A Constelação de Órion

A Constelação de Orion


Uma das constelações mais facilmente distinguíveis e observadas do céu noturno é a famigerada Constelação de Orion. Segundo a mitologia grega, Órion foi um gigante caçador a serviço da deusa Ártemis. E a forma da constelação lembrava esse gigante, fato esse que originou o seu nome.

Orion: o Caçador

O formato indefectível da constelação
Orion é a minha constelação favorita, pois ela é observável de praticamente qualquer lugar, mesmo quando há poluição luminosa. Além disso, por ser facilmente visível a olho nu, costumo me orientar através dela para achar outras constelações próximas. Outra peculiaridade dessa constelação é que ela é mais facilmente visível aqui do Brasil durante o verão, pois nessa época ela cruza todo o céu desde o cair da noite até o amanhecer. E a vantagem de ser vista durante o verão é que durante essa época do ano temos menos nuvens no céu, o que facilita consideravelmente a sua observação.
Essa constelação também tem três estrelas paralelas, conhecidas como Cinturão de Orion, ou as Três Marias. Porém, o grande destaque de Orion não está na sua forma ou na sua fácil visibilidade, mas, principalmente, porque em sua direção fica o berçário estelar da Nebulosa de Orion.

A Nebulosa de Orion

A Nebulosa de Orion, também conhecida por M42 ou NGC 1976, é uma grande nuvem onde há constante formação de novas estrelas. O termo berçário estelar vem justamente do fato de muitas estrelas nascerem nessa região do espaço. A beleza dessa nebulosa é simplesmente indescritível.

A constelação traçada
Orion e seus astros (clique para ampliar)
Orion foi uma constelação tão cercada de misticismo durante a história, que serviu de inspiração para a construção das pirâmides de Gizé e também foi associada a vinda de um messias no cristianismo. Isso sem falar, claro, na mitologia grega e nos mitos envolvendo alienígenas vindos de lá.

Semelhança entre a posição das pirâmides com a constelação

A nebulosa de Órion, (também denominado nebulosa de Orião) também descrita como M42 ou NGC 1976, de acordo com a nomenclatura astronômica, é uma nebulosa difusa que se encontra a 1500 anos-luz do sistema solar. O seu nome provém da sua localização na constelação de Órion. Possui 25 anos-luz de diâmetro, uma densidade de 600 átomos/cm³ e temperatura de 70K. Trata-se de uma região de formação estelar: em seu interior as estrelas estão nascendo e começando a brilhar constantemente. Há uma enorme concentração de poeira estelar e de gases nessa região, o que sugere a existência de água, pela junção de hidrogênio e oxigênio. No céu de inverno do hemisfério sul é simples identificar a nebulosa como uma mancha difusa na região entre as "Três Marias" e as estrelas Rigel e Saiph, no interior da constelação de Órion. Qualquer telescópio, mesmo de pequeno alcance, pode identificar a Nebulosa de Órion. A Nebulosa de Órion é um dos objetos mais fotografados no céu noturno e está entre os objetos celestes mais estudados intensamente. A nebulosa revelou muito sobre o processo de como estrelas e sistemas planetários são formados a partir de nuvens de colapso de gás e poeira.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/
  
CURIOSIDADES:

Planck revela imagens supreendentes da nebulosa de Órion e Via Láctea

 http://blogs.estadao.com.br/
Parte da constelação de Órion vista em detalhes pelas imagens captadas pelo satélite Planck. ESA / HFI and LFI Consortia.
Novas imagens da Nebulosa de Órion, Via Láctea e aglomerado de estrelas Seven Sisters foram publicadas pelo Observatório Espacial Planck. O telescópio em órbita, lançado em 2009 pela Agência Espacial Europeia, mostra os objetos como eles nunca foram vistos antes, revelando gás e poeira entre as estrelas.
À luz visível, a maioria das estrelas recém-nascidas na Via Láctea são escondidas pelas nuvens de partículas, com poeiras minúsculas dispersas entre as estrelas. Mas, quando observadas em comprimento de onda, a imagem pode ser bem diferente.
No lugar de uma mortalha escura, a poeira se transforma em algo brilhante – revelando aspectos da nossa galáxia que até então eram desconhecidos. “O poder do Planck é a combinação de instrumentos de alta e baixa frequências, que permitem pela primeira vez separar os três primeiros planos”, explica Richard Davis, do centro de astrofísica da Universidade de Manchester, cuja equipe de pesquisadores contribui com o equipamento usado para gerar as imagens.

Nebulosa de Órion
A nebulosa de Órion, conhecida entre os astrônomos como M42 ou NGC 1976, é uma nebulosa difusa que se encontra a 1500 anos-luz do Sistema Solar, na constelação de mesmo nome. É um dos objetos mais estudados por revelar processos a partir dos quais estrelas e sistemas planetários são formados: dentro da nebulosa, estrelas estão nascendo constantemente. Por ter muita poeira estelar e gases, sugere a existência de água pela formação de hidrogênio e oxigênio.


Haverá vida em Órion?


Nebulosa de Órion tem 24 anos-luz de diâmetroA quase 1300 anos-luz da Terra encontra-se um dos mais belos berços de estrelas da nossa galáxia e um dos mais estudados pelo homem. Ali, na imensidade do espaço, uma enorme nuvem de gás de 24 anos-luz de diâmetro está a produzir pelo menos 700 novas estrelas.

Mas há mais ∠a Nebulosa de Órion, tão brilhante que pode ser observada a olho nu a partir do nosso planeta, alberga no seu interior todos os ingredientes necessários para existir vida.

Ao analisar a luz que nos chega de lá, decompondo o seu espectro de luz na procura de vários elementos, os astrónomos conseguiram detectar as inconfundíveis impressões de moléculas de água ou metano.

Os dados foram recolhidos por HiFi, um dos instrumentos do telescópio espacial Herschel, lançado o ano passado pela Agência Espacial Europeia.

A extraordinária sensibilidade do aparelho conseguiu decompor as emissões luminosas da nebulosa e revelar que se trata de umas das maiores fábricas químicas conhecidas no espaço.

Mas de todos os elementos possíveis, os investigadores centraram-se naqueles que podem ser considerados como “precursores de vida” e encontraram água, monóxido de carbono, metano, óxido de enxofre e todo um conjunto de moléculas que, em combinações adequadas, fazem com que seja possível a existência de vida.

Os astrónomos asseguram que conseguiram obter este espectro em apenas umas horas e afirmam que as moléculas orgânicas “estão em todas as partes” da Nebulosa de Órion.

Isto significa que pode haver vida lá fora? Ou simplesmente os blocos de construção de vida são mais comuns no universo do que se pensava? É cedo para haver respostas, mas talvez as próximas investigações possam lançar mais luz sobre esta intrigante questão
fonte:
http://astrogabriel.blogspot.com.br/2010/05/havera-vida-em-orion.html

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