O Silêncio ....
O Silêncio é uma das melhores armas que eu uso e a mais frequente também... Estou chateada? Fico em silêncio... Estou triste? Fico em silêncio... Estou incomodada com algo ou alguém? Fico em silêncio... Quero matar um! Fico em silêncio... e por aí vai... Enfim... dizem que sou quietinha exatamente por isso, eu uso o silêncio para tudo, e se outras pessoas também usassem nosso mundo seria bem melhor, pois como diz a famosa frase: "O silêncio vale mais que mil palavras!"
Então meus queridos leitores, vocês nunca ficarão no silêncio comigo! Eu uso o silêncio com as pessoas que merecem e me magoam... vocês me dão força para continuar meu blog e ajudar várias outras pessoas... Obrigada a todos e especialmente aqueles que leem todos os dias... Obrigada mesmo... E lembrem-se: usem mais o silêncio... com ele você evita brigas tolas e as mágoas... e saiba a hora certa de falar pois as palavras machucam mais que uma surra.
A maioria de nós foi educada em um mundo com uma associação clara entre silêncio e tristeza.
Um momento de silêncio normalmente está relacionado a alguma perda traumática, frequentemente com significado. Uma consequência é que a gente pode nunca perceber a verdadeira natureza e poder do silêncio em nossas vidas.
A consciência silenciosa não é vazio ou o nada.
É o terreno, o solo do nosso ser.
A palavra ‘silêncio’ é numa descrição inadequada (todas as palavras descrevendo aspectos da consciência tendem a ser inadequadas!) do que é o nosso poder e potencial de criar, manifestar, trazer nossas vidas... à vida
Do som que nos cerca ao silêncio em volta
Se você pode parar ocasionalmente, e sintonizar sua percepção um pouco, você vai encontrar silêncio em volta de você em qualquer lugar.
É no silencioso vale na névoa matutina.
É a tranquilidade da noite após um longo e quente dia de verão.
É a calma do oceano antes da chegada da tempestade.
É na conversa de um café, durante a pausa entre as opiniões.
É no ensurdecedor barulho da vastidão do deserto.
E é na incrível vista do cume de uma montanha.
A maioria de nós é tocada por momentos assim, quando o barulho dos pensamentos termina e ‘o silêncio do espanto, da admiração’ começa.
São as lembranças do silêncio do passado da nossa memória da infância dos jogos de esconde-esconde e o completo silêncio necessário para que não sejamos descobertos.
É o silêncio projetado do futuro na possibilidade de acabar com o barulho dos nossos sofrimentos emocionais.
É no silêncio do presente quando a história de ontem e o mistério do futuro estão dissolvidos na prática de estar presente aqui e agora.
É no silêncio da cidade encoberta pelo sono.
É no silêncio do campo, quando apenas os vinhedos e as raposas rastejam.
E se você pode colocar sua atenção na última tocada do sino, você alcança o som e ele enfraquece...no silêncio e você pode começar a conhecer a profundidade da paz da qual todos os meditadores contam.
Doce silêncio, pacífico silêncio, o silêncio que é a nossa paz interior, é a companhia ignorada da ocupada vida.
Aqui está o silêncio morto na passagem da alma para outro corpo.
É no silêncio abafado no coração de cada floresta e as árvores se mantêm altas e finas numa conspiração para absorver o mais delicado som.
É um alegre silêncio quando a mente faz uma pausa, deixa de lado as ilusões conhecidas por ‘eu sei’ e vê cada coisa exatamente como ela é, e não como de acordo com o seu rótulo.
Olhar por trás da forma e da cor numa pintura e você pode ‘ver’o silêncio na tela da pintura que prende o ruído criativo do artista.
Escute cuidadosamente a sinfonia e você ouvirá o silêncio puro entre as notas sem o qual a beleza da música se perderia.
E se torna consciente do espaço entre os seus pensamentos.
Vá através desse espaço e você emergirá no silêncio do seu ser e será novamente unido com o seu poder como um mestre criador.
Toda a criação emerge do silêncio, é formada pelo poder do silêncio e se move no poder do silêncio do ser.
Por que todos os místicos e yogues falam tanto sobre o silêncio?
Por que eles geram tanto som sobre o estado silencioso?
Porque eles descobriram que somente no silêncio tudo que tem um valor eterno e verdadeiro é conhecido.
No silêncio eles vêem a original e singular causa de toda ação e como as sementes e raízes de todas as coisas surgem do nada.
No silêncio eles estão reunidos na consciência da unidade de tudo o que é, em qualquer tempo ou espaço.
No silêncio, ele sabem que podem flutuar qualquer pergunta do oceano do seu silencioso espaço interno que chamamos de consciência e saber, com completa e inabalável fé, de que a resposta retornará e nos encontrará, não importa o que estiver pré-ocupando suas mentes.
E eles nos lembram que somente quando o nosso ser está em silêncio o nosso coração espiritual pode receber e absorver a luz e o amor da ‘fonte’.
A fonte que está muito além das crenças, conceitos e nomes.
Nesse mesmo profundo estado de silêncio, eles nos contam que nós podemos redescobrir e sermos movidos mais uma vez pela nossa adormecida benevolência em direção a todas criaturas, grandes e pequenas.