Eu concebi
Carreguei
E dei à luz a toda vida
Depois de dar-lhe todo meu amor
Dei-lhe também meu amado Osíris
Senhor da vegetação
Deus dos cereais
Para ser ceifado
E nascer outra vez
Cuidei de você na doença
Fiz suas roupas
Observei seus primeiros passos
Estive com você até mesmo no final
Segurando sua mão
Para guiá-lo para a imortalidade
Você para mim é TUDO
E eu lhe dei TUDO
E para você eu fui TUDO
Eu sou sua Grande-Mãe, ÍSIS.
Ísis
foi cultuada e adorada em inúmeros lugares, no Egito, no Império
Romano, na Grécia e na Alemanha. Quando seu amado Osíris foi assassinado
e desmembrado pelo seu irmão Set, que espalhou seus pedaços por todo o
Egito, Ísis procurou-os e os juntou novamente. Ela achou todos eles,
menos seu órgão sexual, que substitui por um membro de ouro. Através de
magia e das artes de cura, Osíris volta à vida. Em seguida, ela concebe
seu filho solar Hórus.
Os egípcios ainda mantêm
um festival conhecido como a Noite da Lágrima. Tal festival tem sido
preservado pelos árabes como o festival junino de Lelat-al-Nuktah.
Ísis,
deusa da lua, também é Mãe da Natureza. Ela nos diz que para este mundo
continuar a existir tudo que é criado um dia precisa ser destruído.
Ísis determina que não deva haver harmonia perpétua, com o bem sempre no
ascendente. Ao contrário, deseja que sempre exista o conflito entre os
poderes do crescimento e da destruição. O processa da vida, caminha
sobre estes opostos. O que chamamos de "processo da vida", não é
idêntico ao bem-estar da forma na qual a vida está neste momento
manifesta, mas pertence ao reino espiritual no qual se baseia a
manifestação material.
Com
certeza, se a morte e a decadência não tivessem dotado de poderes tão
grandes quanto às forças da criação, nosso mundo inteiro já teria
alcançado o estado de estagnação. Se tudo permanecesse para sempre como
foi primeiramente feito todas as capacidades de "fazer" teriam sido
esgotadas há séculos. A vida hoje estaria hoje totalmente paralisada. E,
assim, inesperadamente, o excesso de bem, acabaria em seu oposto e
tornar-se-ia excesso de mal.
Ísis, tanto na forma
da natureza, como na forma de Lua, tinha dois aspectos. Era criadora,
mãe, enfermeira de todos e também destruidora.
O
nome Ísis significa "Antiga" e era também chamada de "Maat", a
sabedoria antiga. Isto corresponde à sabedoria das coisas como são e
como foram, a capacidade inata inerente, de seguir a natureza das
coisas, tanto na forma presente como em seu desenvolvimento inevitável,
uma relação à outra.
ÍSIS E OSÍRIS
(por Plutarco)
No
Egito, assim como na Babilônia, o culto da lua precedeu o do sol.
Osíris, deus da lua, e Ísis, a deusa da lua, irmã e esposa de Osíris, a
mãe de Hórus, o jovem deus da lua, aparecem nos textos religiosos antes
da quinta dinastia (+ ou - a 3000 da era cristã).
É
difícil fazer um estudo conciso sobre o significado do culto de Ísis e
Osíris, pois, durante muitos séculos nos quais esta religião floresceu,
aconteceram mudanças na compreensão dos homens em relação a ele.
Nos
primeiros registros, Osíris, parece ser um espírito da natureza,
concebido como o Nilo ou como a lua, o qual se pensava, controlava as
enchentes periódicas do rio. Era o deus da umidade, da fertilidade e da
agricultura. Durante o período da lua minguante, Sey, seu irmão e
inimigo, um demônio de um vermelho fulvo incandescente, devorava-o.
Dizia-se que Set tinha se unido a uma rainha etíope negra para ajudá-lo
na sua revolta contra Osíris, provavelmente uma alusão à seca e ao
calor, que periodicamente vinham do Sudão, assolavam e destruíam as
colheitas da região do Nilo.
Set
era o Senhor do Submundo, no sentido de Tártaro e não de Hades,
usando-se termos gregos. Hades era o lugar onde as sombras dos mortos
aguardavam a ressurreição, correspondendo, talvez, à ideia católica do
purgatório. Osíris era o deus do Submundo neste sentido, Tártaro é o
inferno dos condenados, e era deste mundo que Set era o Senhor.
Nas
primeiras formas do mito, Osíris era a lua e Ísis a natureza, Urikitu, a
Verde da história Caldéia. Mas, posteriormente, ela tornou-se a
lua-irmã, mãe e esposa do deus da lua. É neste ciclo que este mito
primitivo da natureza começou a tomar um significado religioso mais
profundo. Os homens começaram a ver na história de Osíris, que morreu e
foi para o submundo, sendo depois restituído à vida pelo poder de Ísis,
uma parábola da vida interior do homem que iria transcender a vida do
corpo na terra.
Os egípcios eram um povo de mente
muito concreta, e concebiam que a imortalidade poderia ser atingida
através do poder de Osíris de maneira completamente materialista. Era
por essa razão que conservavam os corpos daqueles que tinham sido
levados para Osíris, através da iniciação, como conta o "Livro dos
Mortos"; com efeito, acreditavam que, enquanto o corpo físico
persistisse, a alma, ou Ka, também teria um corpo no qual poderia viver
na Terra-dos-bem-aventurados, como Osíris que, no texto de uma pirâmide
da quinta dinastia, é chamado de "Chefe daqueles que estão no Oeste",
isto é, no outro mundo.
Ísis
e Osíris eram irmãos gêmeos, que mantinham relações sexuais ainda no
ventre da mãe e desta união nasceu o Hórus-mais-velho. No Egito, nesta
época, era hábito entre os faraós e as divindades a celebração de
núpcias entre irmãos, para não contaminar o sangue.
A
história continua contando que quando Osíris tornou-se rei, livrou os
egípcios de uma existência muito primitiva. Ensinou-lhes a agricultura e
a feitura do vinho, formulou leis e instruiu como honrar seus deuses.
Depois partir para uma viagem por todo o país, educando o povo e
encantando-o com sua persuasão e razão, com a música, e "toda a arte que
as mesas oferecem".
Enquanto
ele estava longe sua esposa Ísis governou, e tudo correu bem, mas tão
logo ele retornou, Set, que simbolizava o calor do deserto e da luxúria
desenfreada, forjou um plano para apanhar Osíris e afastá-lo.
Confeccionou um barril do tamanho de Osíris. Então convidou todos os
deuses para uma grande festa, tendo escondido seus setenta e dois
seguidores por perto. Durante a festividade, mostrou seu barril que foi
admirado por todos. Prometeu dá-lo de presente àquele que coubesse nele.
Então todos entraram nele, mas ele se ajustou somente a Osíris. Neste
momento, os homens escondidos apareceram e, rapidamente lacraram a tampa
do barril. Levaram-no e jogaram no rio Nilo. Ele boiou para longe e
alcançou o mar pela "passagem que é conhecida por um nome abominável".
Este
evento ocorreu no décimo sétimo dia de Hator, isto é, novembro, no
décimo oitavo ano de reinado de Osíris. Ele viveu e reinou por um ciclo
de vinte e oito períodos ou dias, porque ele era a lua, cujo ciclo
completa-se a cada vinte e oito dias.
Quando
Ísis foi sabedora dos acontecimentos fatídicos, cortou uma mecha de seu
cabelo e vestiu roupas de luto e vagou por todos os lugares, chorando e
procurando pelo barril. Foi seu cachorro Anúbis, que era filho de
Neftis e Osíris, que a levou até o lugar onde o caixão tinha parado na
praia, no país de Biblos. Ele havia ficado perto de uma moita de urzes,
que cresceram tanto com sua presença, que se tornou uma árvore que
envolveu o barril. O rei daquele país mandou cortar a tal árvore e de
seu tronco fez uma viga para a cumeeira de seu palácio, sem sequer
imaginar que o mesmo continha o barril.
Ísis
para reaver seu marido, fez amizade com as damas de companhia da rainha
daquele país e acabou como enfermeira do príncipe. Ísis criou o menino
dando-lhe o dedo ao invés de seu peito para mamar.
Os
nomes do rei e da rainha são: Malec e Astarté, ou Istar. Bem sugestivo,
pois nos faz ver que Ísis teve que recuperar o corpo de Osíris de sua
predecessora da Arábia.
Acabou tendo que se
revelar para a rainha e implorou pelo tronco da árvore que continha o
corpo de Osíris. Ísis retirou o barril da árvore e levou-o consigo em
sua barcaça de volta para casa. Ao chegar, escondeu o caixão e foi
procurar seu filho Hórus, para ajudá-la a trazer Osíris de volta à
vida.
Set
que havia saído para caçar com seus cachorros, encontra o barril.
Abriu-o e cortou o corpo de Osíris em catorze pedaços espalhando-os.
Aqui temos a fragmentação, os catorze pedaços que obviamente referem-se
aos catorze dias da lua.
Ísis soube do ocorrido e
saiu à procura das partes do corpo. Viajou para longe em sua barcaça e
onde quer que achasse uma das partes fazia um santuário naquele lugar.
Conseguiu reunir treze das peças unindo-as por mágica, mas faltava o
falo. Então fez uma imagem desta parte e "consagrou o falo, em honra do
qual os egípcios ainda hoje conservam uma festa chamada de ”Faloforia“,
que significa carregar o falo.
Ísis concebeu por meio dessa imagem e gerou uma criança, o Hórus-mais-jovem.
Osíris
surgiu do submundo e apareceu para o Hórus-mais-velho. Treinou-o então
para vingar-se de Set. A luta foi longa, mas finalmente Hórus trouxe Set
amarrado para sua mãe.
Este é o resumo do mito.
Os
cerimoniais do Egito eram relacionados com esses acontecimentos. A
morte de Osíris, interpretada todos os anos, bem como as perambulações
de Ísis e suas lamentações, tinham um papel conspícuo. Os mistérios
finais de sua ressurreição e a demonstração pública, em procissão, do
emblema de seu poder, a imagem do falo, completavam o ritual. Era uma
religião na qual a participação emocional da tristeza e alegria de Ísis
tinha lugar proeminente. Posteriormente, tornou-se de fato uma das
religiões nas quais a redenção era atingida através do êxtase emocional
pelo qual o adorador sentia-se um com deus.
É
pelo poder de Ísis, através de seu amor, que o homem afogado na luxúria e
na paixão, eleva-se a uma vida espiritual. Ísis, antes de tudo, é
provedora da vida. Comumente é representada amamentando seu filho Hórus,
pois ela é a mãe que nutri e alimenta tudo que gera. Ísis com seu bebê
no colo acabou transformada na virgem maria com o menino jesus.
Embora
Isis fosse considerada como mãe universal ela era venerada como
protetora das mulheres em particular. Sendo aquela que dá a vida, que
presidia sobre vida e morte, ela era protetora das mulheres durante o
parto e confortava aquelas que perdiam seus entes queridos. Em Ísis, as
mulheres encontravam o apoio e a inspiração para prosseguirem com suas
vidas. Ísis proclamava ser, em hinos antigos, a deusa das mulheres e
dotava suas seguidoras de poderes iguais aos do homem.
Esta
deusa é também frequentemente representada como uma deusa negra. Este
fato está diretamente associado ao período de luto de Ísis (morte de
Osíris), quando ela vestia-se de preto ou ela própria era preta.
As
estátuas pretas de Ísis tinham também outro sentido. Plutarco declara
que "suas estátuas com chifres são representações da Lua Crescente,
enquanto que as estátuas com roupa preta significavam as ocultações e as
obscuridades nas quais ela segue o Sol (Osíris), almejando por ele.
Consequentemente, invocam a Lua para casos de amor e Eudoxo diz que Ísis
é quem os decide".
No Solstício de Inverno, a
deusa, na forma de vaca dourada, coberta por um traje negro, era
carregada sete vezes em torno do Santuário de Osíris morto,
representando as perambulações de Ísis, que viajou através do mundo
pranteando sua morte e procurando pelas partes espalhadas de seu corpo.
Este ritual era um procedimento mágico, que tencionava prevenir que a
seca invadisse as regiões férteis do Nilo, pois a ressurreição de Osíris
era, naquela época, um símbolo da enchente anual do Nilo, da qual a
fertilidade da terra dependia.
ÍSIS E HÓRUS
Muita
conhecida de todos os nós é a história de Hórus, o filho de Ísis, a
deusa do Egito, tanto quanto os também tão estimados e conhecidos Maria e
o menino Jesus no cristianismo. Entretanto, existem algumas diferenças
entre os dois: a Ísis é adorada como uma divindade maternal muito
antiga. Algumas vezes é representada com um disco do sol (ou lua) na
cabeça, flanqueada à direita e à esquerda por dois chifres de vaca. A
vaca era e é por seu úbere dispensador de leite o animal-mãe, usado em
muitas culturas como símbolo materno. Outra diferença fundamental entre
Ísis e Maria é também o fato de Ísis ter sido venerada como a grande
amada. Ainda no ventre materno ela se casou com seu irmão gêmeo Osíris,
que ela amava acima de tudo.
Nos rituais antigos
egípcios, executados para obter a ressurreição, o olho de Hórus tinha
papel muito importante e era usado para animar o corpo do morto cujos
membros tinham sido reunidos. Hórus, filho e herdeiro por excelência, é
invocado também, para que impeça a ação do répteis que estão no céu, na
terra e na água, os leões do deserto, os crocodilos do rio.
Protetor
da realeza, Hórus desempenha ainda, o papel capital do deus da cura. A
magia de Hórus desvia as flechas do arco, apazigua a cólera do coração
do ser angustiado.
Ísis era invocada nas antigas
escrituras como à senhora da cura, restauradora da vida e fonte de ervas
curativas. Ela era venerada como à senhora das palavras de poder, cujos
encantamentos faziam desaparecer as doenças.
À
noção de magia liga-se também, imediatamente ao nome de Ísis, que
conhece o nome secreto do deus supremo. Ísis dispõe do poder mágico que
Geb, o deus da Terra, lhe ofereceu para poder proteger o filho Hórus.
Ela pode fechar a boca de cada serpente, afastar do filho qualquer leão
do deserto, todos os crocodilos do rio, qualquer réptil que morda. Ela
pode desviar o efeito do veneno, pode fazer recuar o seu fogo destruidor
por meio da palavra, fornecer ar a quem dele necessite. Os humores
malignos que perturbam o corpo humano obedecem a Ísis. Qualquer pessoa
picada, mordida, agredida, apela a Ísis, a da boca hábil, identificando
com Hórus, que chama a mãe em seu socorro. Ela virá, fará gestos
mágicos, mostrar-se-á tranquilizadora ao cuidar do filho. Nada de grave
irá lesar o filho da grande deusa.
Ísis
aparece em na nossa vida para dizer que é hora de meditar. Você tem
desperdiçado sua energia maternal sem guardar um pouco para si mesma?
Sua mãe lhe deu todo o amor que você precisou? Pois agora é tempo de
você se dar "um colo" para curar as mágoas do passado. Todos nós
precisamos de cuidados maternos, independente de sermos donzela, mãe ou
mulher madura.
O VÉU DE ÍSIS
O traje de Ísis só era obtido através da iniciação, era multicolorido e usado em muitos cerimoniais religiosos.
O
véu multicolorido de Ísis é o mesmo véu de Maias, que nos é familiar no
pensamento hindu. Ele representa a forma sempre mutante da natureza,
cuja beleza e tragédia ocultam o espírito aos nosso olhos. A ideia é a
de que o Espírito Criativo vestia-se de formas materiais de grande
divindade e que todo o universo que conhecemos era feito daquela
maneira, como a manifestação do Espírito do Criador.
Plutarco
expressa essa ideia quando diz: "Pois Ísis é o princípio feminino da
natureza e aquela que é capaz de receber a inteireza da gênese; em
virtude disso ela tem sido chamada de enfermeira e a que tudo recebe por
Platão e, pelo multidão, a dos dez mil nomes, por ser transformada pela
Razão e receber todas as formas e ideias".
Um hino dirigido a Ísis-Net exprime essa mesma ideia de véu da natureza que esconde a verdade do mistério dos olhos humanos. Net era uma forma de Ísis, e era considerada como Mãe-de-todos, sendo de natureza tanto masculina como feminina. O texto em que esse hino está registrado data de cerca de 550 a.C., mas é provavelmente muito mais antigo.
Um hino dirigido a Ísis-Net exprime essa mesma ideia de véu da natureza que esconde a verdade do mistério dos olhos humanos. Net era uma forma de Ísis, e era considerada como Mãe-de-todos, sendo de natureza tanto masculina como feminina. O texto em que esse hino está registrado data de cerca de 550 a.C., mas é provavelmente muito mais antigo.
Salve, grande mãe, não foi descoberto teu nascimento!
Salve, grande deusa, dentro do submundo que é duplamente escondido, tu, a desconhecida!
Salve, grande divina, não foste aberta!
Ó abre teu traje.
Salve, coberta, nada nos é dado como acesso a ela.
Venha receber a alma de Osíris, protege-adentro de tuas duas mãos.
O
véu de Ísis tem também significados derivados. Diz-se que o ser vivo é
pego na teia ou véu de Ísis, significando que no nascimento o espírito, a
centelha divina, que está em todos nós é preso ou incorporado na carne.
Significa dizer, que todos nós ficamos emaranhados ou presos na teia da
natureza. Essa teia é a trama do destino ou circunstâncias. É
inevitável que devamos ser presos pelo destino, mas frequentemente
consideramos este enredamento como infortúnio e queremos nos libertar
dele. Se aceitarmos esta situação de o ser vivo estar preso à teia de
Ísis, acabaremos encarando a trama de nossa vida de maneira diferente,
pois é somente deste modo que o espírito divino pode ser resgatado. Se
não fosse aprisionado desta forma, vagaria livremente e nunca teria
oportunidade de transformar-se. Portanto, o espírito do homem precisa
estar preso à rede de Ísis, caso contrário, não poderá ser levado em seu
barco para a próxima fase de experiência.
DANÇA DOS SETE VÉUS
A
Dança dos Sete Véus tem sua origem em tempos remotos, onde as
sacerdotisas dançavam no templo de Ísis. É uma dança forte, bela e
enigmática. Ela também reverencia a vida, os elementos da natureza,
imita os passos dos animais e das divindades numa total integração com o
universo. O coração da bailarina é tão leve quanto à pluma da Deusa
Maat e é exatamente por isso que os véus são necessários, pois é deles
que os deuses se servem para sutilizar o corpo da mulher. Os véus de
Ísis, ao serem retirados, nos transmitem ensinamentos. Quando a
bailarina usa dois véus, ao retirá-los nos diz que o corpo e espírito
devem estar harmonizados. A Dança do Templo, que é usado três véus,
homenageia a Trindade dos deuses do Antigo Egito: Ísis, Osíris e Hórus. A
Dança do Palácio, com quatro véus representa a busca da segurança e
estabilidade e ao retirá-los a bailarina nos demonstra o quanto nos é
benéfico o desapego das coisas materiais. Na Dança dos Sete Véus, cada
véu corresponde a um grau de iniciação.
Os sete
véus representam os sete chakras em equilíbrio e harmonia, sete cores e
sete planetas. Cada planeta possui qualidades e defeitos que influenciam
no temperamento das pessoas e a retirada de cada véu representa a
dissolução dos aspectos mais nefastos e a exaltação de suas qualidades.
Significado das cores:
Vermelho: libertação das paixões e vitória do amor.
Laranja: libertação da raiva e dos sentimentos de ira
Amarelo: libertação da ambição e do materialismo.
Verde: saúde e equilíbrio do corpo físico.
Azul: encontro da serenidade.
Lilás: transmutação da alma, libertação da negatividade.
Branco: pureza, encontro da Luz.
Toda
mulher deixa transbordar seu essência através da dança. Todas aquelas
emoções reprimidas, sentimentos esquecidos, afloram. Toda e qualquer
mulher que consegue penetrar nos mistérios e ensinamentos dessa prática,
se revelará de forma pura e sublime e alcançará o êxtase ao dançar.
Dançar é minha prece mais pura.
Momento em que meu corpo vislumbra o divino,
Em que meus pés tocam o real.
Religiosidade despida de exageros,
Desejo lascivo, bordado de plenitude.
Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível.
Posso sentir por todos os corpos,
Momento em que meu corpo vislumbra o divino,
Em que meus pés tocam o real.
Religiosidade despida de exageros,
Desejo lascivo, bordado de plenitude.
Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível.
Posso sentir por todos os corpos,
Abraçar com todo
o coração,
E amar com os olhos.
Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito,
Pairando no ar, compreensão e admiração.
Iniciar uma prece é como abrir uma porta
Um convite a você, para entrar em meu universo.
O mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempo.
Que lhe toco sem tocar.
Nada a observar, só a participar.
Esta prece ausente de palavras.
É codificada pela alma.
E faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnótica.
Quando eu terminar esta dança,
Estarei certa de que não seremos os mesmos.
o coração,
E amar com os olhos.
Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito,
Pairando no ar, compreensão e admiração.
Iniciar uma prece é como abrir uma porta
Um convite a você, para entrar em meu universo.
O mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempo.
Que lhe toco sem tocar.
Nada a observar, só a participar.
Esta prece ausente de palavras.
É codificada pela alma.
E faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnótica.
Quando eu terminar esta dança,
Estarei certa de que não seremos os mesmos.
fonte do texto e fotos: http://bruxaguinevere.blogspot.com/2011/08/isis.html






















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