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quarta-feira, 29 de abril de 2009
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Tutankhamon, o Faraó-menino
Tutankhamon foi um faraó do Antigo Egipto que faleceu ainda na adolescência. Apesar das questões ligadas à sua filiação, que mais à frente referirei, era muito provavelmente filho e genro de Akhenaton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e de sua esposa Nefertiti.
Casou-se aos 10 anos com a irmã Ankhesenpaaton a terceira de seis filhas do faraó Akhenaton e da rainha Nefertiti.
Nascido Tutankhaton queria permanecer com a religião monoteísta de Akhenaton, mas era muito jovem e por conseguinte acabou sendo manipulado pelos corruptos sacerdotes de Amon. Porém, quando completou a maioridade, fez uma nova tentativa para estabelecer o monoteísmo, essa tentativa foi em vão e culminou com a prematura morte do jovem menino, por meio de uma conspiração palaciana, na qual o general Horemheb, um dos seus braços direitos, fazia parte.
Tutankhamon recebeu uma pancada fulminante na cabeça enquanto dormia, o que lhe causou uma hemorragia, vindo a falecer dias depois com estas palavras nos lábios:
“Ó mãe Nut, estende as tuas asas sobre mim como as estrelas eternas”.
No quarto ano do seu reinado o jovem rei mudou o seu nome de Tutankhaton para Tutankhamon ("imagem viva de Amon").
A sua esposa fez o mesmo, passando de Ankhesenpaaton para Ankhesenamon ("ela vive para Amon"). Esta mudança dos nomes está relacionada com a rejeição das doutrinas religiosas de Akhenaton e com a restauração dos deuses antigos.
No seu governo, que coincidiu com o final do período Amarniano, Tutankhamon restaurou o culto a Amon passando a ser o seu sumo-sacerdote, devolveu aos sacerdotes todas as suas possessões e transferiu a capital de Akhetaton para Mênfis.
As suas conquistas militares desta época trouxeram tranquilidade ao Egipto, mas o grande favorecido foi de facto Horemheb, general e um dos mais influentes personagens da corte do então faraó, o que lhe abriu caminho para a subida ao trono quatro anos após,(1319-1307), tornando-se o último faraó da XVIII dinastia.
O rei Tut assumiu o trono quando tinha cerca de 12 anos e morreu aos dezanove, sem herdeiros.
Com sua morte, sua linha sucessória extingue-se, sabe-se que teve duas filhas, porém nadas mortas, cujas múmias foram encontradas no seu túmulo.
Apesar do imenso espólio funerário digno de um grande faraó, seu corpo foi mumificado em condições precárias de tal maneira que se decompôs quando foi examinado, após a descoberta de Howard Carter em 1920.
As fontes disponíveis sobre a vida de Tutankhamon não referem explicitamente o nome do pai e da mãe deste rei. A sua origem real é contudo certa, como mostra uma inscrição num bloco de pedra calcária encontrado em Hermópolis onde o rei é descrito como "filho do rei, do seu corpo".
Mas qual rei?
Para alguns investigadores o seu pai foi o rei Amenhotep III (ou Amenófis III, segundo a versão helenizada do nome), enquanto que outros defendem ter tido como pai o filho e sucessor deste, Amenófis IV (Akhenaton), esta mudança de nome resulta das concepções religiosas que fazia do deus Aton a divindade mais importante.
Para apoiar a tese da paternidade do jovem Tut apontam-se as várias inscrições nos muros e na colunata do templo de Luxor, feitas no tempo de Tutankhamon, nas quais o jovem rei se refere a Akhenaton, como seu pai.
Contudo, deve ser salientado que no Antigo Egipto o termo "pai" tinha um sentido amplo, podendo ser utilizado para se referir a um avô ou até mesmo a um antepassado longínquo.
A ser filho de Amenhotep III, poderia ter tido como mãe a grande esposa real deste soberano, Tiy, mas segundo historiadores, sendo Akhenaton proscrito, era mais interessante que se pensasse que Amenhotep III era seu pai.
No túmulo de Tutankhamon no Vale dos Reis encontrou-se uma madeixa de cabelo desta rainha.
Para reforçar ainda mais esta tese apontam-se as semelhanças físicas entre Tiy e Tutankhamon, mas a mesma parece de facto ter sido sua avó paterna.
Outra hipótese relativa os progenitores de Tutankhamon, a mais aceite hoje em dia, aponta como seus pais Akhenaton e uma esposa secundária deste, Kia.
Esta mulher poderia ter uma origem estrangeira, talvez mitânica.
Uma cena num relevo do túmulo de Akhenaton, no qual a família real lamenta a morte de um membro, é interpretado como uma alusão à morte de Kia durante um parto, sendo este justamente o parto de Tutankhamon.
Sabe-se pouco sobre Kia, mas os últimos dados que se conhecem desta figura referem-se ao ano 11 do reinado de Akhenaton, data que se considera mais ou menos coincidente com o nascimento de Tutankhamon.
Tutankhamon sucedeu no trono não a Akhenaton mas a Semenkhkhare, rei sobre o qual se sabe muito pouco (segundo o egiptólogo Nicholas Reeves, Semenkhkhare seria Nefertiti com outro nome).
Mas, Semenkhkhare era também o título dado ao co-regente dos faraós, que era na altura um nobre, chamado Panhese, da alta estirpe de Amarna e que se casou com Meritaton, filha mais velha de Akhenaton, que o sucedeu após sua morte.
Ambos teriam sido assassinados no palácio em Amarna juntamente com quase todos seus moradores, pois Horemheb, general na época, queria o trono para si e sem herdeiros seria mais fácil.
Por milagre, Tutankhamon e sua irmã Ankhesenamon, conseguiram sobreviver à matança e foram levados a Tebas para serem casados e coroados.
Devido à jovem idade do rei, os verdadeiros governantes durante este período foram Ay (vizir) e Horemheb (general), dois altos funcionários do tempo de Akhenaton, que mais tarde seriam eles próprios faraós.
A situação do Egipto parecia ser catastrófica nesta época, a acreditar no texto gravado numa estela, a chamada "Estela da Restauração", que foi encontrada no terceiro pilote do templo de Amon em Karnak.
Nele se afirma que os templos dos deuses estavam em pleno estado de decadência e estes, irados, tinham lançado a confusão no país.
Até as expedições militares no Próximo Oriente pareciam não alcançar sucesso devido à indiferença perante os templos e os deuses.
Assim, e ainda segundo a estela, o rei terá mandado fazer novas estátuas de deuses, restaurar os seus templos, bem como os cultos diários que ali eram conduzidos pelos sacerdotes.
Tutankhamon faleceu aos dezanove anos em 1324 a.C. como vimos, precocemente. Por isso, e uma vez que o seu túmulo não estava ainda pronto, foi sepultado num túmulo de dimensões pequenas, pouco habitual para alguém que ocupou tão elevado cargo.
A sua viúva, Ankhesenamon, toma uma atitude desconcertante:
Envolta em um mistério que se perpetua nos nossos dias, Ankhesenamon perde seu amado e fica a mercê de uma corte com fome de poder, pois a jovem rainha havia tido dois abortos e não tivera mais filhos com Tutankhamon.
Ankhesenamon vendo sua posição real em perigo, escreveu uma carta ao rei Hitita Suppiluliuma, pedindo que enviasse um de seus filhos para que ela pudesse desposá-lo, tornando-o faraó do Egito.
A proposta era tentadora, mas como os Hititas sempre foram grandes rivais do Egito na Antiguidade, foi estranho que Ankhesenamon tomasse tal atitude, a não ser que estivesse realmente desesperada.
Segue abaixo trecho da carta encontrada em fragmentos de documentos Hititas:
"Meu esposo está morto. Eu não tenho filhos. Eles dizem que vós tendes muitos filhos. Se puderes envia-me um de seus filhos e eu farei dele meu esposo."
O rei Suppiluliuma achou que a carta poderia ser algum tipo de truque.
Porque a rainha do tão poderoso Egito estaria se curvando ao seu maior inimigo?
A rainha torna a escrever mais uma vez ao rei Hitita:
"Se eu tivesse um filho, acredita que eu estaria escrevendo a um rei de uma terra estrangeira? Aquele que foi meu esposo está morto. Eu não tenho filhos; não quero tomar nenhum de meus servos como meu marido. Eu escrevi somente a seu país e a nenhum outro. Dizem que tendes vários filhos, então envia-me um deles e farei dele o rei do Egito."
Suppiluliuma finalmente confiou em Ankhesenamon. Enviou então seu quarto filho, Zannanza, para que desposasse a jovem egípcia.
Sabe-se somente que o príncipe hitita tinha por volta de vinte e poucos anos, porém ele nunca chegou a terras do Egipto.
Seu pai recebeu uma carta após alguns dias de sua partida dizendo que Zannanza havia sido assassinado, conforme parece indicar este desenho copiado de um fresco da sua tumba.
Ankhesenamon foi assim obrigada a escolher um dos sacerdotes para casar novamente.
Bem mais tarde ela desaparece misteriosamente da história do Egipto, não há inscrições em papiros ou em tumbas e templos da época... Nada.
Isso nos faz crer na hipótese de que ela também tenha sido morta.
Nesse meio-tempo, acabou casando com o velho vizir Ay que morreu após três anos no poder também de uma forma estranha.
Ay respeitou a memória de Tutankhamon, não danificando os seus monumentos, preservando assim a memória do rei-menino.
Após sua morte, o trono foi usurpado pelo chefe militar Horemheb, que antes fora General e Conselheiro de Tutankhamon.
Este sim, usurpou os monumentos de Tutankhamon, dos quais raspou o nome do seu predecessor para colocar o seu.
Após 26 anos de reinado, cedeu o trono a seu vizir Ramsés I, avô de Ramsés II.
Para esclarecer definitivamente como morreu Tutankhamon, em 1925 foi realizada uma autópsia na múmia por Douglas Derry, tendo se considerado na época a hipótese de uma morte natural.
Em 1968 uma equipe da Universidade de Liverpool liderada por R.G Harrison obteve autorização para realizar raios-x à múmia.
Uma ferida perto da orelha esquerda do rei, que penetrou no crânio, produzindo uma hemorragia, foi apontada como causa da morte.
As radiografias mostraram que de facto um osso tinha penetrado no crânio.
Alguns investigadores avançaram com a hipótese de assassinato que teria tido como autor principal Horemheb. O que pelas confusões pelo poder na época é o mais provável.
Em Novembro de 1920 foi descoberto o túmulo de Tutankhamon, resultado dos esforços de Howard Carter e do seu mecenas, o aristocrata Lord Carnavon.
O túmulo encontrava-se inviolado com excepção da antecâmara onde os ladrões penetraram por duas vezes, talvez pouco tempo depois do funeral do rei, mas por razões pouco claras ficaram-se por ali.
O túmulo estava muito bem fechado na rocha. No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados.
No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzito amarelo com uma tampa de granito róseo. Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos.
Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro.
Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon.
Sobre o ataúde havia uma coroa de flores ali colocada pela sua esposa, e que ainda conservava todo seu colorido.
E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus....
Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, ceptros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro.
As paredes e os tetos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris. A segunda mais comovente é o baixo-relevo das costas do trono do Rei.
As coloridas inscrições apresentam grande beleza.
Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas.
O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu.
Cada objecto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefactos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.
Havia ainda 20 potes de cerâmica, selados com o nome de Tutankhamon, que contêm ainda sementes e restos de bebida.
Um dos cestos contém frutas secas e os outros oito possuíam no total, quase 60 placas pequenas de pedra também gravadas com o nome de Tutankhamon no tradicional formato de voluta.
No sarcófago do Faraó Tutankhamon foram encontrados vários bouquets de rosas ainda intactos, depositados há mais de três mil anos pela sua irmã-esposa.
Tutankhamon foi igualmente sepultado com objectos de uso quotidiano que pretendia utilizar na vida do Além: jogos de tabuleiro, uma navalha de bronze, roupa interior de linho, caixas com alimentos e vinho.
Acredita-se que uma jóia que pertenceu a Tutankhamon, pode ter sido criada por um meteorito que entrou na atmosfera terrestre, explodindo depois e liberando uma quantidade de energia "10 mil vezes maior do que a energia liberada pela explosão de uma bomba atómica", disse o geofísico John Wasson.
A Autoridade de Recursos Minerais Egípcia disse que a jóia é composta de 98% de sílica ou vidro, e que é a jóia mais pura da sua espécie, encontrada no planeta somente em certa área do Deserto do Saara.
Wasson também disse que o impacto que criou a jóia pode ser comparado ao "evento de Tunguska" que ocorreu na Sibéria, em 1908, causador a derrubada de pelo menos 80 milhões de árvores, sem contudo deixar qualquer cratera de impacto visível.
A câmara funerária foi aberta de forma oficial por Carter no dia 16 de Fevereiro de 1923. Estava protegida pela seguinte inscrição:
"Quem violar este lugar sagrado e perturbar o sono do faraó, sofrerá uma maldição terrível".
Seguindo a tradição da forma dos sarcófagos da XVIII dinastia, em cada um dos cantos do sarcófago principal estão representadas as deusas Ísis, Néftis, Neit e Sekmet.
Dentro do sarcófago encontravam-se três caixões antropomórficos, encontrando-se a múmia no último destes caixões.
Sobre a face tinha a famosa máscara funerária.
Decorados com os símbolos da realeza (a cobra e o abutre, símbolos do Alto e do Baixo Egipto, a barba postiça rectangular e ceptros reais), o peso dos três caixões totalizava 1375 quilos, sendo o último feito de ouro.
Havia três ânforas na câmara funerária de Tutankamon. Uma junto à cabeça do faraó, orientada para oeste, com vinho tinto. Outra, colocada do lado direito do corpo, e orientada para sul, continha o shedeh, variedade mais doce e a terceira aos pés, orientada para leste, tinha vinho branco. Estas foram estudadas em 2004 e 2005 por arqueólogos espanhóis coordenados por Rosa Lamuela-Raventós.
Esta pesquisa revelou-se importante pois mostrou que os egípcios fabricavam vinho branco, mil e quinhentos anos antes do que se pensava.
Na câmara do tesouro estava uma estátua de Anúbis, várias jóias, as sandálias do faraó, roupas e uma capela, de novo em madeira dourada, onde foram colocados os vasos canópicos do rei.
Neste local foram achadas duas pequenas múmias correspondentes a dois fetos do sexo feminino, que se julgam serem as filhas do rei.
Embora os objectos encontrados no túmulo não tenham lançado luz sobre a enigmática vida de Tutankhamon, revelaram-se bastante importantes para um melhor entendimento das práticas funerárias e da arte egípcia.
Em torno da abertura do túmulo e de acontecimentos posteriores gerou-se uma lenda relacionada com a suposta "maldição", lançada por Tutankhamon contra aqueles que perturbaram o seu descanso eterno.
De facto muitas mortes aconteceram.
No dia em que Carter encontrou a primeira passagem para a tumba, um dos seus ajudantes encontrou na boca de uma Naja (serpente, animal que se acreditava proteger os faraós dos seus inimigos), o canário amarelo de estimação do Dr Carter.
O colaborador ficou em desespero, já que achou isso de mau presságio.
O mecenas de Carter, Lord Carnavon, faleceu a 5 de Abril de 1923, não tendo por isso tido a possibilidade de ver a múmia e o sarcófago de Tutankhamon.
No momento da sua morte ocorreu na capital egípcia uma falha eléctrica sem explicação e a cadela do lorde teria uivado e caído morta no mesmo momento na Inglaterra.
Nos meses seguintes morreriam um meio-irmão do lorde, a sua enfermeira, o médico que fizera as radiografias e outros visitantes do túmulo.
Há registros que em 1995 uma estudante (que já tinha uma doença incurável, mas controlada nessa época) agravou semanas depois de visitar a tumba de Tutankhamon.
È muito comum é importante quando viajamos e percorremos museus, aquela velha frase: “Não toque nos objectos”.
A estudante mencionada teria passado os dedos por uma das paredes da tumba, alegando que poderia ser essa uma única oportunidade de tocar algo que fazia parte de um grandioso descobrimento.
Tempo depois foi constatado pela biopsia dos seus pulmões, a presença de fungos.
Quer dizer, existe uma explicação científica para “algumas” destas mortes.
Só que não param por aí os mistérios: Dois dos colaboradores de Carter que fizeram a autópsia da múmia de Tutankhamon, também morreram. Mas também para isto haveria uma explicação: Naquela época, não se utilizavam luvas o equipamentos especiais de protecção.
A múmia de Tutankhamon estava no terceiro sarcófago, ora todas as múmias têm bactérias, algumas inofensivas outras não.
Esse contacto com as bactérias teria provocado alguma deficiência no organismo de estas pessoas, certamente.
Os jornais da época fizeram eco destes factos e contribuíram de forma sensacionalista para lançar no público a ideia de uma maldição.
Curiosamente, Howard Carter viveu ainda mais treze anos, falecendo de morte natural. Ora este, devido à pressão da imprensa, não conseguiu lidar com aquela fama toda, e um belo dia colocou um portão de ferro na entrada da tumba. (começou a constar que tinha ficado louco e claro, quem teria culpa disso: Tutankhamon e a sua maldição!).
A reacção dos egípcios foi inevitável: expulsaram Carter do país.
Só conseguiu retornar ao Egipto, algum tempo depois, e teve um custo muito alto para isso: renunciar ao tesouro que lhe correspondia por tê-lo encontrado.
Outras mortes se sucederam, muitos factos cheios de mistérios, em torno das pessoas relacionadas de alguma maneira ao descobrimento.
A própria mulher de Lord Carnavon, também foi picada por um mosquito e morreu da mesma forma que o marido.
Feito o inventário no palácio onde morava a família de Carnavon, só o mordomo sabia do tesouro que Carnavon guardava num cofre……
Coincidências ou não, devemos lembrar que todas as tumbas têm inscrições similares que advertem para não perturbar o sono do faraó.
“Coincidências” de mortes de familiares sucederam ainda com o Dr Zahi Hawas, Director geral dos monumentos egípcios e chefe do conselho curador de antiguidades. Questionado sobre a maldição de Tutankhamon, deixou muito claro que qualquer tumba possui inscrições e advertências. E que tudo não passa de argumentos feitos pela imprensa já que cada descoberta é fantástica, cheia de mistérios e certamente fascinante.
Devido ao fato de ter falecido tão novo, o túmulo de Tutankhamon não foi tão sumptuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta.
Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha diversos textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de 3400 anos atrás.
É conhecida a posição crítica do director do Conselho Superior de Antiguidades do Egipto, o arqueólogo Zahi Hawas, sobre o estado de degradação da múmia.
Hawas atribui as culpas ao britânico Carter por a ter danificado de forma irreversível, ao desmembrar o cadáver em 18 fragmentos (posteriormente colados).
Apenas a parte da cabeça se encontra, neste momento, em bom estado.
As visitas turísticas ao túmulo do famoso faraó também não ajudaram. A respiração de cerca de 5 mil turistas que diariamente visitam o túmulo terá contribuído para criar humidade na câmara mortuária, afectando a múmia.
Em Janeiro de 2005 a múmia foi retirada do seu sarcófago no túmulo do Vale dos Reis, tendo sido alvo de um exame no qual se recorreu à tomografia computadorizada (TAC).
Em Maio de 2005, egípcios, franceses e americanos reconstituíram então a sua face a partir de imagens resultantes da tomografia computadorizada. O Faraó tinha a parte posterior do crânio estranhamente alongada e o queixo retraído.
Até então apenas era possível ver a sua máscara, mas agora a face original da múmia reconstituída poderá ser finalmente apreciada, em primeira-mão, pelo público em geral.
O acontecimento surge 85 anos depois de Howard Carter ter descoberto o sarcófago com relíquias incalculáveis e a múmia de Tutankhamon.
A múmia continuará protegida do calor e da humidade numa urna especial climatizada, que oferece maior protecção do que o próprio sarcófago que a protegeu ao longo de milhares de anos.
A surpreendente reconstrução forense do rosto do herdeiro de Nefertiti foi o culminar de um longo e polémico processo de estudo sobre a múmia do jovem rei que governou os destinos do Egipto há mais de 3 mil anos.
Os peritos franceses e egípcios, liderados por Zahi Hawas, conseguiram chegar às medidas e traços distintivos da face do grande "menino-rei", características das pessoas do norte de África, da Europa, do Médio Oriente e até da Índia.
Os especialistas chegaram à conclusão de que o faraó teria nariz estreito, dentes salientes, um queixo proeminente e traços caucasianos.
Partindo das próprias esculturas em madeira encontradas pelos arqueólogos, e recorrendo ao actual tom de pele dos actuais egípcios e do traço negro a contornar os olhos usado pelos antigos reis egípcios, a artista Elisabeth Daynès conseguiu elaborar um busto em silicone.
Finalmente, Tutankhamon revive no seu belo rosto de jovem.
Casou-se aos 10 anos com a irmã Ankhesenpaaton a terceira de seis filhas do faraó Akhenaton e da rainha Nefertiti.
Nascido Tutankhaton queria permanecer com a religião monoteísta de Akhenaton, mas era muito jovem e por conseguinte acabou sendo manipulado pelos corruptos sacerdotes de Amon. Porém, quando completou a maioridade, fez uma nova tentativa para estabelecer o monoteísmo, essa tentativa foi em vão e culminou com a prematura morte do jovem menino, por meio de uma conspiração palaciana, na qual o general Horemheb, um dos seus braços direitos, fazia parte.
Tutankhamon recebeu uma pancada fulminante na cabeça enquanto dormia, o que lhe causou uma hemorragia, vindo a falecer dias depois com estas palavras nos lábios:
“Ó mãe Nut, estende as tuas asas sobre mim como as estrelas eternas”.
No quarto ano do seu reinado o jovem rei mudou o seu nome de Tutankhaton para Tutankhamon ("imagem viva de Amon").
A sua esposa fez o mesmo, passando de Ankhesenpaaton para Ankhesenamon ("ela vive para Amon"). Esta mudança dos nomes está relacionada com a rejeição das doutrinas religiosas de Akhenaton e com a restauração dos deuses antigos.
No seu governo, que coincidiu com o final do período Amarniano, Tutankhamon restaurou o culto a Amon passando a ser o seu sumo-sacerdote, devolveu aos sacerdotes todas as suas possessões e transferiu a capital de Akhetaton para Mênfis.
As suas conquistas militares desta época trouxeram tranquilidade ao Egipto, mas o grande favorecido foi de facto Horemheb, general e um dos mais influentes personagens da corte do então faraó, o que lhe abriu caminho para a subida ao trono quatro anos após,(1319-1307), tornando-se o último faraó da XVIII dinastia.
O rei Tut assumiu o trono quando tinha cerca de 12 anos e morreu aos dezanove, sem herdeiros.
Com sua morte, sua linha sucessória extingue-se, sabe-se que teve duas filhas, porém nadas mortas, cujas múmias foram encontradas no seu túmulo.
Apesar do imenso espólio funerário digno de um grande faraó, seu corpo foi mumificado em condições precárias de tal maneira que se decompôs quando foi examinado, após a descoberta de Howard Carter em 1920.
As fontes disponíveis sobre a vida de Tutankhamon não referem explicitamente o nome do pai e da mãe deste rei. A sua origem real é contudo certa, como mostra uma inscrição num bloco de pedra calcária encontrado em Hermópolis onde o rei é descrito como "filho do rei, do seu corpo".
Mas qual rei?
Para alguns investigadores o seu pai foi o rei Amenhotep III (ou Amenófis III, segundo a versão helenizada do nome), enquanto que outros defendem ter tido como pai o filho e sucessor deste, Amenófis IV (Akhenaton), esta mudança de nome resulta das concepções religiosas que fazia do deus Aton a divindade mais importante.
Para apoiar a tese da paternidade do jovem Tut apontam-se as várias inscrições nos muros e na colunata do templo de Luxor, feitas no tempo de Tutankhamon, nas quais o jovem rei se refere a Akhenaton, como seu pai.
Contudo, deve ser salientado que no Antigo Egipto o termo "pai" tinha um sentido amplo, podendo ser utilizado para se referir a um avô ou até mesmo a um antepassado longínquo.
A ser filho de Amenhotep III, poderia ter tido como mãe a grande esposa real deste soberano, Tiy, mas segundo historiadores, sendo Akhenaton proscrito, era mais interessante que se pensasse que Amenhotep III era seu pai.
No túmulo de Tutankhamon no Vale dos Reis encontrou-se uma madeixa de cabelo desta rainha.
Para reforçar ainda mais esta tese apontam-se as semelhanças físicas entre Tiy e Tutankhamon, mas a mesma parece de facto ter sido sua avó paterna.
Outra hipótese relativa os progenitores de Tutankhamon, a mais aceite hoje em dia, aponta como seus pais Akhenaton e uma esposa secundária deste, Kia.
Esta mulher poderia ter uma origem estrangeira, talvez mitânica.
Uma cena num relevo do túmulo de Akhenaton, no qual a família real lamenta a morte de um membro, é interpretado como uma alusão à morte de Kia durante um parto, sendo este justamente o parto de Tutankhamon.
Sabe-se pouco sobre Kia, mas os últimos dados que se conhecem desta figura referem-se ao ano 11 do reinado de Akhenaton, data que se considera mais ou menos coincidente com o nascimento de Tutankhamon.
Tutankhamon sucedeu no trono não a Akhenaton mas a Semenkhkhare, rei sobre o qual se sabe muito pouco (segundo o egiptólogo Nicholas Reeves, Semenkhkhare seria Nefertiti com outro nome).
Mas, Semenkhkhare era também o título dado ao co-regente dos faraós, que era na altura um nobre, chamado Panhese, da alta estirpe de Amarna e que se casou com Meritaton, filha mais velha de Akhenaton, que o sucedeu após sua morte.
Ambos teriam sido assassinados no palácio em Amarna juntamente com quase todos seus moradores, pois Horemheb, general na época, queria o trono para si e sem herdeiros seria mais fácil.
Por milagre, Tutankhamon e sua irmã Ankhesenamon, conseguiram sobreviver à matança e foram levados a Tebas para serem casados e coroados.
Devido à jovem idade do rei, os verdadeiros governantes durante este período foram Ay (vizir) e Horemheb (general), dois altos funcionários do tempo de Akhenaton, que mais tarde seriam eles próprios faraós.
A situação do Egipto parecia ser catastrófica nesta época, a acreditar no texto gravado numa estela, a chamada "Estela da Restauração", que foi encontrada no terceiro pilote do templo de Amon em Karnak.
Nele se afirma que os templos dos deuses estavam em pleno estado de decadência e estes, irados, tinham lançado a confusão no país.
Até as expedições militares no Próximo Oriente pareciam não alcançar sucesso devido à indiferença perante os templos e os deuses.
Assim, e ainda segundo a estela, o rei terá mandado fazer novas estátuas de deuses, restaurar os seus templos, bem como os cultos diários que ali eram conduzidos pelos sacerdotes.
Tutankhamon faleceu aos dezanove anos em 1324 a.C. como vimos, precocemente. Por isso, e uma vez que o seu túmulo não estava ainda pronto, foi sepultado num túmulo de dimensões pequenas, pouco habitual para alguém que ocupou tão elevado cargo.
A sua viúva, Ankhesenamon, toma uma atitude desconcertante:
Envolta em um mistério que se perpetua nos nossos dias, Ankhesenamon perde seu amado e fica a mercê de uma corte com fome de poder, pois a jovem rainha havia tido dois abortos e não tivera mais filhos com Tutankhamon.
Ankhesenamon vendo sua posição real em perigo, escreveu uma carta ao rei Hitita Suppiluliuma, pedindo que enviasse um de seus filhos para que ela pudesse desposá-lo, tornando-o faraó do Egito.
A proposta era tentadora, mas como os Hititas sempre foram grandes rivais do Egito na Antiguidade, foi estranho que Ankhesenamon tomasse tal atitude, a não ser que estivesse realmente desesperada.
Segue abaixo trecho da carta encontrada em fragmentos de documentos Hititas:
"Meu esposo está morto. Eu não tenho filhos. Eles dizem que vós tendes muitos filhos. Se puderes envia-me um de seus filhos e eu farei dele meu esposo."
O rei Suppiluliuma achou que a carta poderia ser algum tipo de truque.
Porque a rainha do tão poderoso Egito estaria se curvando ao seu maior inimigo?
A rainha torna a escrever mais uma vez ao rei Hitita:
"Se eu tivesse um filho, acredita que eu estaria escrevendo a um rei de uma terra estrangeira? Aquele que foi meu esposo está morto. Eu não tenho filhos; não quero tomar nenhum de meus servos como meu marido. Eu escrevi somente a seu país e a nenhum outro. Dizem que tendes vários filhos, então envia-me um deles e farei dele o rei do Egito."
Suppiluliuma finalmente confiou em Ankhesenamon. Enviou então seu quarto filho, Zannanza, para que desposasse a jovem egípcia.
Sabe-se somente que o príncipe hitita tinha por volta de vinte e poucos anos, porém ele nunca chegou a terras do Egipto.
Seu pai recebeu uma carta após alguns dias de sua partida dizendo que Zannanza havia sido assassinado, conforme parece indicar este desenho copiado de um fresco da sua tumba.
Ankhesenamon foi assim obrigada a escolher um dos sacerdotes para casar novamente.
Bem mais tarde ela desaparece misteriosamente da história do Egipto, não há inscrições em papiros ou em tumbas e templos da época... Nada.
Isso nos faz crer na hipótese de que ela também tenha sido morta.
Nesse meio-tempo, acabou casando com o velho vizir Ay que morreu após três anos no poder também de uma forma estranha.
Ay respeitou a memória de Tutankhamon, não danificando os seus monumentos, preservando assim a memória do rei-menino.
Após sua morte, o trono foi usurpado pelo chefe militar Horemheb, que antes fora General e Conselheiro de Tutankhamon.
Este sim, usurpou os monumentos de Tutankhamon, dos quais raspou o nome do seu predecessor para colocar o seu.
Após 26 anos de reinado, cedeu o trono a seu vizir Ramsés I, avô de Ramsés II.
Para esclarecer definitivamente como morreu Tutankhamon, em 1925 foi realizada uma autópsia na múmia por Douglas Derry, tendo se considerado na época a hipótese de uma morte natural.
Em 1968 uma equipe da Universidade de Liverpool liderada por R.G Harrison obteve autorização para realizar raios-x à múmia.
Uma ferida perto da orelha esquerda do rei, que penetrou no crânio, produzindo uma hemorragia, foi apontada como causa da morte.
As radiografias mostraram que de facto um osso tinha penetrado no crânio.
Alguns investigadores avançaram com a hipótese de assassinato que teria tido como autor principal Horemheb. O que pelas confusões pelo poder na época é o mais provável.
Em Novembro de 1920 foi descoberto o túmulo de Tutankhamon, resultado dos esforços de Howard Carter e do seu mecenas, o aristocrata Lord Carnavon.
O túmulo encontrava-se inviolado com excepção da antecâmara onde os ladrões penetraram por duas vezes, talvez pouco tempo depois do funeral do rei, mas por razões pouco claras ficaram-se por ali.
O túmulo estava muito bem fechado na rocha. No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados.
No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzito amarelo com uma tampa de granito róseo. Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos.
Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro.
Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon.
Sobre o ataúde havia uma coroa de flores ali colocada pela sua esposa, e que ainda conservava todo seu colorido.
E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus....
Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, ceptros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro.
As paredes e os tetos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris. A segunda mais comovente é o baixo-relevo das costas do trono do Rei.
As coloridas inscrições apresentam grande beleza.
Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas.
O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu.
Cada objecto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefactos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.
Havia ainda 20 potes de cerâmica, selados com o nome de Tutankhamon, que contêm ainda sementes e restos de bebida.
Um dos cestos contém frutas secas e os outros oito possuíam no total, quase 60 placas pequenas de pedra também gravadas com o nome de Tutankhamon no tradicional formato de voluta.
No sarcófago do Faraó Tutankhamon foram encontrados vários bouquets de rosas ainda intactos, depositados há mais de três mil anos pela sua irmã-esposa.
Tutankhamon foi igualmente sepultado com objectos de uso quotidiano que pretendia utilizar na vida do Além: jogos de tabuleiro, uma navalha de bronze, roupa interior de linho, caixas com alimentos e vinho.
Acredita-se que uma jóia que pertenceu a Tutankhamon, pode ter sido criada por um meteorito que entrou na atmosfera terrestre, explodindo depois e liberando uma quantidade de energia "10 mil vezes maior do que a energia liberada pela explosão de uma bomba atómica", disse o geofísico John Wasson.
A Autoridade de Recursos Minerais Egípcia disse que a jóia é composta de 98% de sílica ou vidro, e que é a jóia mais pura da sua espécie, encontrada no planeta somente em certa área do Deserto do Saara.
Wasson também disse que o impacto que criou a jóia pode ser comparado ao "evento de Tunguska" que ocorreu na Sibéria, em 1908, causador a derrubada de pelo menos 80 milhões de árvores, sem contudo deixar qualquer cratera de impacto visível.
A câmara funerária foi aberta de forma oficial por Carter no dia 16 de Fevereiro de 1923. Estava protegida pela seguinte inscrição:
"Quem violar este lugar sagrado e perturbar o sono do faraó, sofrerá uma maldição terrível".
Seguindo a tradição da forma dos sarcófagos da XVIII dinastia, em cada um dos cantos do sarcófago principal estão representadas as deusas Ísis, Néftis, Neit e Sekmet.
Dentro do sarcófago encontravam-se três caixões antropomórficos, encontrando-se a múmia no último destes caixões.
Sobre a face tinha a famosa máscara funerária.
Decorados com os símbolos da realeza (a cobra e o abutre, símbolos do Alto e do Baixo Egipto, a barba postiça rectangular e ceptros reais), o peso dos três caixões totalizava 1375 quilos, sendo o último feito de ouro.
Havia três ânforas na câmara funerária de Tutankamon. Uma junto à cabeça do faraó, orientada para oeste, com vinho tinto. Outra, colocada do lado direito do corpo, e orientada para sul, continha o shedeh, variedade mais doce e a terceira aos pés, orientada para leste, tinha vinho branco. Estas foram estudadas em 2004 e 2005 por arqueólogos espanhóis coordenados por Rosa Lamuela-Raventós.
Esta pesquisa revelou-se importante pois mostrou que os egípcios fabricavam vinho branco, mil e quinhentos anos antes do que se pensava.
Na câmara do tesouro estava uma estátua de Anúbis, várias jóias, as sandálias do faraó, roupas e uma capela, de novo em madeira dourada, onde foram colocados os vasos canópicos do rei.
Neste local foram achadas duas pequenas múmias correspondentes a dois fetos do sexo feminino, que se julgam serem as filhas do rei.
Embora os objectos encontrados no túmulo não tenham lançado luz sobre a enigmática vida de Tutankhamon, revelaram-se bastante importantes para um melhor entendimento das práticas funerárias e da arte egípcia.
Em torno da abertura do túmulo e de acontecimentos posteriores gerou-se uma lenda relacionada com a suposta "maldição", lançada por Tutankhamon contra aqueles que perturbaram o seu descanso eterno.
De facto muitas mortes aconteceram.
No dia em que Carter encontrou a primeira passagem para a tumba, um dos seus ajudantes encontrou na boca de uma Naja (serpente, animal que se acreditava proteger os faraós dos seus inimigos), o canário amarelo de estimação do Dr Carter.
O colaborador ficou em desespero, já que achou isso de mau presságio.
O mecenas de Carter, Lord Carnavon, faleceu a 5 de Abril de 1923, não tendo por isso tido a possibilidade de ver a múmia e o sarcófago de Tutankhamon.
No momento da sua morte ocorreu na capital egípcia uma falha eléctrica sem explicação e a cadela do lorde teria uivado e caído morta no mesmo momento na Inglaterra.
Nos meses seguintes morreriam um meio-irmão do lorde, a sua enfermeira, o médico que fizera as radiografias e outros visitantes do túmulo.
Há registros que em 1995 uma estudante (que já tinha uma doença incurável, mas controlada nessa época) agravou semanas depois de visitar a tumba de Tutankhamon.
È muito comum é importante quando viajamos e percorremos museus, aquela velha frase: “Não toque nos objectos”.
A estudante mencionada teria passado os dedos por uma das paredes da tumba, alegando que poderia ser essa uma única oportunidade de tocar algo que fazia parte de um grandioso descobrimento.
Tempo depois foi constatado pela biopsia dos seus pulmões, a presença de fungos.
Quer dizer, existe uma explicação científica para “algumas” destas mortes.
Só que não param por aí os mistérios: Dois dos colaboradores de Carter que fizeram a autópsia da múmia de Tutankhamon, também morreram. Mas também para isto haveria uma explicação: Naquela época, não se utilizavam luvas o equipamentos especiais de protecção.
A múmia de Tutankhamon estava no terceiro sarcófago, ora todas as múmias têm bactérias, algumas inofensivas outras não.
Esse contacto com as bactérias teria provocado alguma deficiência no organismo de estas pessoas, certamente.
Os jornais da época fizeram eco destes factos e contribuíram de forma sensacionalista para lançar no público a ideia de uma maldição.
Curiosamente, Howard Carter viveu ainda mais treze anos, falecendo de morte natural. Ora este, devido à pressão da imprensa, não conseguiu lidar com aquela fama toda, e um belo dia colocou um portão de ferro na entrada da tumba. (começou a constar que tinha ficado louco e claro, quem teria culpa disso: Tutankhamon e a sua maldição!).
A reacção dos egípcios foi inevitável: expulsaram Carter do país.
Só conseguiu retornar ao Egipto, algum tempo depois, e teve um custo muito alto para isso: renunciar ao tesouro que lhe correspondia por tê-lo encontrado.
Outras mortes se sucederam, muitos factos cheios de mistérios, em torno das pessoas relacionadas de alguma maneira ao descobrimento.
A própria mulher de Lord Carnavon, também foi picada por um mosquito e morreu da mesma forma que o marido.
Feito o inventário no palácio onde morava a família de Carnavon, só o mordomo sabia do tesouro que Carnavon guardava num cofre……
Coincidências ou não, devemos lembrar que todas as tumbas têm inscrições similares que advertem para não perturbar o sono do faraó.
“Coincidências” de mortes de familiares sucederam ainda com o Dr Zahi Hawas, Director geral dos monumentos egípcios e chefe do conselho curador de antiguidades. Questionado sobre a maldição de Tutankhamon, deixou muito claro que qualquer tumba possui inscrições e advertências. E que tudo não passa de argumentos feitos pela imprensa já que cada descoberta é fantástica, cheia de mistérios e certamente fascinante.
Devido ao fato de ter falecido tão novo, o túmulo de Tutankhamon não foi tão sumptuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta.
Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha diversos textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de 3400 anos atrás.
É conhecida a posição crítica do director do Conselho Superior de Antiguidades do Egipto, o arqueólogo Zahi Hawas, sobre o estado de degradação da múmia.
Hawas atribui as culpas ao britânico Carter por a ter danificado de forma irreversível, ao desmembrar o cadáver em 18 fragmentos (posteriormente colados).
Apenas a parte da cabeça se encontra, neste momento, em bom estado.
As visitas turísticas ao túmulo do famoso faraó também não ajudaram. A respiração de cerca de 5 mil turistas que diariamente visitam o túmulo terá contribuído para criar humidade na câmara mortuária, afectando a múmia.
Em Janeiro de 2005 a múmia foi retirada do seu sarcófago no túmulo do Vale dos Reis, tendo sido alvo de um exame no qual se recorreu à tomografia computadorizada (TAC).
Em Maio de 2005, egípcios, franceses e americanos reconstituíram então a sua face a partir de imagens resultantes da tomografia computadorizada. O Faraó tinha a parte posterior do crânio estranhamente alongada e o queixo retraído.
Até então apenas era possível ver a sua máscara, mas agora a face original da múmia reconstituída poderá ser finalmente apreciada, em primeira-mão, pelo público em geral.
O acontecimento surge 85 anos depois de Howard Carter ter descoberto o sarcófago com relíquias incalculáveis e a múmia de Tutankhamon.
A múmia continuará protegida do calor e da humidade numa urna especial climatizada, que oferece maior protecção do que o próprio sarcófago que a protegeu ao longo de milhares de anos.
A surpreendente reconstrução forense do rosto do herdeiro de Nefertiti foi o culminar de um longo e polémico processo de estudo sobre a múmia do jovem rei que governou os destinos do Egipto há mais de 3 mil anos.
Os peritos franceses e egípcios, liderados por Zahi Hawas, conseguiram chegar às medidas e traços distintivos da face do grande "menino-rei", características das pessoas do norte de África, da Europa, do Médio Oriente e até da Índia.
Os especialistas chegaram à conclusão de que o faraó teria nariz estreito, dentes salientes, um queixo proeminente e traços caucasianos.
Partindo das próprias esculturas em madeira encontradas pelos arqueólogos, e recorrendo ao actual tom de pele dos actuais egípcios e do traço negro a contornar os olhos usado pelos antigos reis egípcios, a artista Elisabeth Daynès conseguiu elaborar um busto em silicone.
Finalmente, Tutankhamon revive no seu belo rosto de jovem.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
ELEMENTAIS (DEVAS) DA NATUREZA
ELEMENTAIS (DEVAS) DA NATUREZA
Elemental significa “Espírito Divino”. El = senhor; mental = vibração mental superior. Estes são os espíritos da natureza. Deus, concedeu a três Reinos, paralelamente, a oportunidade de evolução e estes três Reinos são: Elemental, Angelical e Humano.
Os Elementais são os dinamizadores das energias das formas e integram-se aos Elementos da Natureza.
OS ELEMENTAIS DA TERRA
Constituído de Duendes, Gnomos e Trolls.
ORAÇÃO DOS GNOMOS
"Rei invisível, que tomaste a terra para apoio e que cavaste os seu abismos para enchê-los com a vossa onipotência; vós, cujo nome faz tremer as abóbadas do mundo, vós que fazeis correr os sete metais nas veias das pedras, monarca das sete luzes, remunerador dos operários subterrâneos, levai-nos ao ar desejável e ao reino da claridade. Velamos e trabalhamos sem descanso, procuramos e esperamos, pelas doze pedras da cidade santa, pelos talismãs que estão escondidos, pelo cravo de imã que atravessa o centro do mundo. Senhor, Senhor, Senhor, tende piedade dos que sofrem, desabafai nossos peitos, desembaraçai e elevai nossas cabeças, engrandecei-nos. Ó estabilidade e movimento, ó dia envolto na noite, ó obscuridade coberta de luz! ó senhor, que nunca retendes convosco o salário dos vossos trabalhadores! ó brancura argentina, ó esplendor dourado! ó coroa de diamantes vivos e melodiosos! vós que levais o céu no vosso dedo, como um anel de safira, vós que escondeis em baixo da terra, no reino das pedrarias, a semente maravilhosa das estrelas, vivei, reinai e sede eterno dispensador das riquezas de que nos fizestes guardas. Amém."
ORAÇÃO DOS GNOMOS
"Rei invisível, que tomaste a terra para apoio e que cavaste os seu abismos para enchê-los com a vossa onipotência; vós, cujo nome faz tremer as abóbadas do mundo, vós que fazeis correr os sete metais nas veias das pedras, monarca das sete luzes, remunerador dos operários subterrâneos, levai-nos ao ar desejável e ao reino da claridade. Velamos e trabalhamos sem descanso, procuramos e esperamos, pelas doze pedras da cidade santa, pelos talismãs que estão escondidos, pelo cravo de imã que atravessa o centro do mundo. Senhor, Senhor, Senhor, tende piedade dos que sofrem, desabafai nossos peitos, desembaraçai e elevai nossas cabeças, engrandecei-nos. Ó estabilidade e movimento, ó dia envolto na noite, ó obscuridade coberta de luz! ó senhor, que nunca retendes convosco o salário dos vossos trabalhadores! ó brancura argentina, ó esplendor dourado! ó coroa de diamantes vivos e melodiosos! vós que levais o céu no vosso dedo, como um anel de safira, vós que escondeis em baixo da terra, no reino das pedrarias, a semente maravilhosa das estrelas, vivei, reinai e sede eterno dispensador das riquezas de que nos fizestes guardas. Amém."
OS ELEMENTAIS DA ÁGUA
Onde encontramos as Ondinas, Nereidas e os Duendes da Água.
ORAÇÃO DAS ONDINAS.
"Rei terrível do mar, vós que tendes as chaves das cataratas do céu e que encerrais as águas subterrâneas nas cavernas da terra; rei do dilúvio e das chuvas da primavera, a vós que abris as nascentes dos rios e das fontes, a vós que ordenais à umidade, que é como o sangue da terra, de tornar-se seiva das plantas, nós vos adoramos e vos invocamos. A nós, vossas móveis e variáveis criaturas, falai-nos nas grandes comoções do mar e tremeremos diante de vós; falai-nos também no murmúrio das límpidas águas, e desejaremos o vosso amor.Ó imensidade na qual vão perder-se todos os rios do ser, que sempre renascem em vós! Ó oceano das perfeições infinitas! Altura que vos mirais na profundidade; profundidade que exalais na altura, levai-nos à verdadeira vida pela inteligência e pelo amor! Levai-nos à imortalidade pelo sacrifício, a fim de que sejamos considerados dignos de vos oferecer, um dia, a água, o sangue e as lágrimas, para remissão dos erros. Amém."
ORAÇÃO DAS ONDINAS.
"Rei terrível do mar, vós que tendes as chaves das cataratas do céu e que encerrais as águas subterrâneas nas cavernas da terra; rei do dilúvio e das chuvas da primavera, a vós que abris as nascentes dos rios e das fontes, a vós que ordenais à umidade, que é como o sangue da terra, de tornar-se seiva das plantas, nós vos adoramos e vos invocamos. A nós, vossas móveis e variáveis criaturas, falai-nos nas grandes comoções do mar e tremeremos diante de vós; falai-nos também no murmúrio das límpidas águas, e desejaremos o vosso amor.Ó imensidade na qual vão perder-se todos os rios do ser, que sempre renascem em vós! Ó oceano das perfeições infinitas! Altura que vos mirais na profundidade; profundidade que exalais na altura, levai-nos à verdadeira vida pela inteligência e pelo amor! Levai-nos à imortalidade pelo sacrifício, a fim de que sejamos considerados dignos de vos oferecer, um dia, a água, o sangue e as lágrimas, para remissão dos erros. Amém."
OS ELEMENTAIS DA FOGO

As Salamandras
INVOCAÇÃO ÀS SALAMANDRAS
Eu vos saúdo, Salamandras, Que constituís a representação do elemento fogo.Peço, que com vosso trabalho, Forneçais a mim poder de resolver tudo, De acordo com vossa vontade, Alimentando meu fogo interno, Aumentando minha chama trina do coração E assim formar um novo universo. Mestres do fogo, Eu vos saúdo fraternalmente. Amém. Invocar nas primeiras luzes do sol. Caso isto não seja possível, é necessário que o elemento fogo esteja presente. O mais indicado é o uso da vela. Esta invocação é feita para se ter mais força de vontade, coragem, vigor, entusiasmo e bons empreendimentos. Atua no trabalho e na espiritualidade.
INVOCAÇÃO ÀS SALAMANDRAS
Eu vos saúdo, Salamandras, Que constituís a representação do elemento fogo.Peço, que com vosso trabalho, Forneçais a mim poder de resolver tudo, De acordo com vossa vontade, Alimentando meu fogo interno, Aumentando minha chama trina do coração E assim formar um novo universo. Mestres do fogo, Eu vos saúdo fraternalmente. Amém. Invocar nas primeiras luzes do sol. Caso isto não seja possível, é necessário que o elemento fogo esteja presente. O mais indicado é o uso da vela. Esta invocação é feita para se ter mais força de vontade, coragem, vigor, entusiasmo e bons empreendimentos. Atua no trabalho e na espiritualidade.
OS ELEMENTAIS DO AR
Constituído por Sílfides ou Silfos e Elfos.
ORAÇÃO DOS SILFOS
"Espírito de sabedoria, cujo sopro dá e retoma a forma de todas as coisas; tu, diante de quem a vida dos seres é uma sombra que muda e um vapor que passa; tu, que sobes às nuvens e que caminhas nas asas dos ventos; tu, que expiras, e os espaços sem fim são povoados; tu, que aspiras, e tudo o que de ti vem a ti volta: movimento sem fim da estabilidade eterna, sê eternamente bendito. Nós te louvamos e te bendizemos no império móvel da luz criada, das sombras, dos reflexos e das imagens, e aspiramos incessantemente à tua imutável e imperecível claridade. Deixa penetrar até nós o raio da tua inteligência e calor do teu amor: então o que é móvel ficará fixo, a sombra será um corpo, o espírito do ar será uma alma, o sonho será um pensamento. E nós não seremos mais arrastados pela tempestade, porém seguraremos as rédeas dos cavalos alados da manhã e dirigiremos o curso dos ventos da tarde, para voarmos diante de ti. Ó espírito dos espíritos, ó alma eterna das almas, ó sopro imperecível de vida, ó suspiro criador, ó boca que aspiras e expiras a existência de todos os entes, no fluxo e refluxo da tua eterna palavra, que é o oceano divino do movimento e da verdade. Amém."
ORAÇÃO DOS SILFOS
"Espírito de sabedoria, cujo sopro dá e retoma a forma de todas as coisas; tu, diante de quem a vida dos seres é uma sombra que muda e um vapor que passa; tu, que sobes às nuvens e que caminhas nas asas dos ventos; tu, que expiras, e os espaços sem fim são povoados; tu, que aspiras, e tudo o que de ti vem a ti volta: movimento sem fim da estabilidade eterna, sê eternamente bendito. Nós te louvamos e te bendizemos no império móvel da luz criada, das sombras, dos reflexos e das imagens, e aspiramos incessantemente à tua imutável e imperecível claridade. Deixa penetrar até nós o raio da tua inteligência e calor do teu amor: então o que é móvel ficará fixo, a sombra será um corpo, o espírito do ar será uma alma, o sonho será um pensamento. E nós não seremos mais arrastados pela tempestade, porém seguraremos as rédeas dos cavalos alados da manhã e dirigiremos o curso dos ventos da tarde, para voarmos diante de ti. Ó espírito dos espíritos, ó alma eterna das almas, ó sopro imperecível de vida, ó suspiro criador, ó boca que aspiras e expiras a existência de todos os entes, no fluxo e refluxo da tua eterna palavra, que é o oceano divino do movimento e da verdade. Amém."
Sintonizando o Reino dos Elementais
Condições ideais para contatar os Elementais:
1) Com base nas condições climáticas, podemos ser ajudados no contato:
Terra / Água = Junho, Julho, Agosto (Inverno).
Água / Ar = Março, Abril, Maio (Outono).
Ar / Fogo = Dezembro, Janeiro, Fevereiro (Verão).
Fogo / Terra = Setembro, Outubro, Novembro (Primavera).

2) Tendo como base o signo e o nome:
Elemento Vogal Signo Elemental
Fogo I Áries / Leão / Sagitário Salamandra
Terra U Touro / Capricórnio / Virgem Gnomo
Ar E Gêmeos / Libra / Aquário Silfo
Água O Câncer / Escorpião / Peixes Ondina
Éter A
O éter é a substância de onde emanam todos os elementos da criação, elementais e signos
FILHOS DA TERRA

Estes terão de encarar o desafio de enfrentar os estímulos energéticos do mundo ao redor.
É importante revigorar a conexão com a energia do gnomo pessoal andando descalço no barro ou grama. Passar algum tempo junto a plantas e árvores.
São ligados ao Arcanjo Uriel. O Rei do Elemento é Ghob. O Elohim é Tranquilitas (O Guerreiro que marcha). 6º Raio – Rubi / Devoção-Paz.
FILHOS DA ÁGUA
Nestes predomina o intenso envolvimento emocional.
Necessitam da aproximidade com a água. A imersão total é o ideal, pois fortalece a ondina pessoal, uma vez que a água é sua força equilibradora.
São ligados ao Arcanjo Gabriel. O Rei do Elemento é Niksa. O Elohim é Claire (A Harmonia x Conflito = crescimento). 4º Raio – Branco / Ascensão-Pureza.
FILHOS DO AR

Nestes predomina a ordem mental e o envolvimento social.
Para recarregar o elemento primordial e fortalecer o silfo pessoal, precisam de ar puro e eletricamente carregado.
Topos de montanha, locais afastados da umidade, onde o ar é seco e vivificante, é muito bom para reconectá-los.
São ligados ao Arcanjo Rafael. O Rei do Elemento é Paralda. O Elohim é Vista (O que protege o segredo). 5º Raio – Verde / Verdade-Cura.
FILHOS DO FOGO

As pessoas do fogo necessitam de muito sol e atividades vigorosas para realimentar seus veículos.
Necessitam passar bastante tempo ao ar livre. Os lugares onde o sol brilha com força e intensidade são essenciais a sua saúde e ligação com a salamandra pessoal, bem como com os demais elementos.
São ligados ao Arcanjo Miguel. O Rei do Elemento é Djinn. O Elohim é Hércules (O que abre portas). 1º Raio – Azul / Vontade-Poder.

1) Com base nas condições climáticas, podemos ser ajudados no contato:
Terra / Água = Junho, Julho, Agosto (Inverno).
Água / Ar = Março, Abril, Maio (Outono).
Ar / Fogo = Dezembro, Janeiro, Fevereiro (Verão).
Fogo / Terra = Setembro, Outubro, Novembro (Primavera).

2) Tendo como base o signo e o nome:
Elemento Vogal Signo Elemental
Fogo I Áries / Leão / Sagitário Salamandra
Terra U Touro / Capricórnio / Virgem Gnomo
Ar E Gêmeos / Libra / Aquário Silfo
Água O Câncer / Escorpião / Peixes Ondina
Éter A
O éter é a substância de onde emanam todos os elementos da criação, elementais e signos
FILHOS DA TERRA

Estes terão de encarar o desafio de enfrentar os estímulos energéticos do mundo ao redor.
É importante revigorar a conexão com a energia do gnomo pessoal andando descalço no barro ou grama. Passar algum tempo junto a plantas e árvores.
São ligados ao Arcanjo Uriel. O Rei do Elemento é Ghob. O Elohim é Tranquilitas (O Guerreiro que marcha). 6º Raio – Rubi / Devoção-Paz.
FILHOS DA ÁGUA
Nestes predomina o intenso envolvimento emocional.
Necessitam da aproximidade com a água. A imersão total é o ideal, pois fortalece a ondina pessoal, uma vez que a água é sua força equilibradora.
São ligados ao Arcanjo Gabriel. O Rei do Elemento é Niksa. O Elohim é Claire (A Harmonia x Conflito = crescimento). 4º Raio – Branco / Ascensão-Pureza.
FILHOS DO AR

Nestes predomina a ordem mental e o envolvimento social.
Para recarregar o elemento primordial e fortalecer o silfo pessoal, precisam de ar puro e eletricamente carregado.
Topos de montanha, locais afastados da umidade, onde o ar é seco e vivificante, é muito bom para reconectá-los.
São ligados ao Arcanjo Rafael. O Rei do Elemento é Paralda. O Elohim é Vista (O que protege o segredo). 5º Raio – Verde / Verdade-Cura.
FILHOS DO FOGO

As pessoas do fogo necessitam de muito sol e atividades vigorosas para realimentar seus veículos.
Necessitam passar bastante tempo ao ar livre. Os lugares onde o sol brilha com força e intensidade são essenciais a sua saúde e ligação com a salamandra pessoal, bem como com os demais elementos.
São ligados ao Arcanjo Miguel. O Rei do Elemento é Djinn. O Elohim é Hércules (O que abre portas). 1º Raio – Azul / Vontade-Poder.

domingo, 5 de abril de 2009
TARÔ - O RITUAL DOS 22 DIAS
O ritual dos 22 dias é uma forma de trabalhar magicamente com o Tarot.
O material
Para o ritual é legal ter uma cartolina preta, uma vermelha e uma branca.
Duas velas brancas de 7 dias.
Incenso.
A cartolina preta é cortada num círculo.
A branca num quadrado um pouco menor.
A vermelha num triângulo menor.
Monta-se com as três uma moldura, isto é, coloca o triângulo, dentro do quadrado e este dentro do círculo.
No triângulo faz dois cortes para encaixar a carta que vai ser usada, cortes pequenos daqueles que usam em cartões para encaixar outro cartão.
O conjunto deve ser colocado sobre o altar, para quem tem, ou uma estante ou lugar que o valha, o importante é que seja na altura dos olhos.
Na frente da "moldura" coloca-se as duas velas, como colunas. Para a prática do ritual é importante reservar um tempo ao acordar, ao meio do dia e a noite, de preferência antes de ir dormir, quando já tiver encerrado suas atividades.
O ritual é simples e para o mesmo vamos usar uma carta dos Arcanos Maiores para cada dia.
Recomendo que o ritual comece na lua cheia ou na crescente, na minguante e nova seria arriscado para iniciantes na ARTE.
O ritual
Coloque-se de frente para a figura formada pelas cartolinas.
Respire profundamente, acenda o incenso e purifique o ambiente.
Saúde dentro de sua tradição os poderes dos 4 cantos do mundo, os 4 gêmeos, Deuses / Deusas que se assentam em cada direção.
Acenda a vela da esquerda saudando as linhagens elementais e devas que guardam a sabedoria de Thoth.
Acenda a vela da direita saudando as linhagens humanas que guardam a sabedoria de Thoth.
Sinta que as duas velas são as colunas místicas do Templo, Jakin e Boaz.
No primeiro dia coloque o Arcano 0, o Louco na moldura.
Contemple a carta, procurando deixar a mente vazia, apenas contemple.
O ideal é ter uma cadeira ou poltrona para se sentar e poder contemplar a carta, luz baixa, se possível só a das velas.
Após algum tempo contemplando sinta que a carta entra na sua mente, sensibilizando as camadas mais profundas de sua percepção para seus sentidos ocultos.
Agradeça as linhagens que permitiram que o Tarot chegasse até seu conhecimento apague a chama da vela direita e esquerda dizendo:
"Ao apagar a chama dessa vela, fique a luz guardada em meu ser, o calor em meu coração, o brilho em meus olhos e o saber na minha mente".
Durante o dia preste atenção em eventos e momentos que representam a manifestação do Louco.
Coisas simples como uma situação no trânsito, uma notícia que te contam ou que você lê nos jornais ou revistas, o importante é identificar o arquétipo do Louco nos eventos.
Ao meio dia se estiver em casa repita o rito como o de manhã, se não estiver apenas se recolha alguns instantes, até no banheiro serve, e traga de volta a imagem da carta no altar que ela está, para fortalecer a ligação com a egrégora do Arcano.
Ao terminar todas as tarefas do dia e for se recolher repita o mesmo rito da manhã.
Acenda as velas se harmonizando com as forças elementais e dévicas e com a as linhagens humanas que guardam o Tarot, sente-se confortavelmente e contemple a carta se lembrando dos momentos durante o dia nos quais sentiu o arcano se manifestando em sua vida, nas pessoas a sua volta e no mundo.
Foque mais uma vez sua atenção na carta e deixe que a imagem impregne seu mental.
Mentalize que durante a noite deseja que o arquétipo da carta se revele a você em sonho e que o aspecto da carta em seu ser seja equilibrado.
Apague as velas repetindo a mesma frase da manhã e bons sonhos.
No segundo dia entra a carta o Mago, no terceiro a Sacerdotisa e assim por diante até chegar ao 21º Arcano e repetir o Louco, que como devem saber é também o 22º.
É um ritual simples, mas de efeitos muito profundos, permite entender que o Tarot não é apenas um instrumento de sortilégio, mas a expressão de leis e princípios que estão a nossa volta e agem sobre nós.
E magia é isso, descobrir como o mundo funciona e então operar, com nossa vontade sobre ele.
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